História de Petrópolis (7/10)

3.2    outros imigrantes COLONIZADORES

Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil. 

Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio.  Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.

Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)

No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade.  Aos poucos foram se aproximando de outros grupos.  Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)

Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes.  Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.

4.0 PETRÓPOLIS NO IMPÉRIO

Durante todo o 2° Reinado, a presença de D. Pedro II em Petrópolis se destacou, acima de qualquer outra personalidade, por sua influência, pela constância da sua presença e do seu amor à cidade.  “Fale-me de Petrópolis”, pedia a quem o visitava no exílio, pouco antes de falecer.  Na colonização, os alemães, que receberam toda a proteção e simpatia do Imperador, sempre lhe prestaram as maiores homenagens, chamando-o de “Unser Kaiser” (Nosso Imperador).   A temporada de verão na Serra da Estrela durava até seis meses, de novembro a maio, quando então, a tutela imperial era transferida para Petrópolis.  Desde 1848, somente nos anos difíceis da Guerra do Paraguai, a vilegiatura serrana do imperador foi interrompida.  Nos dois últimos anos do Império, sua saúde se deteriorou com os diabetes, a ponto dele se retirar de um espetáculo que assistia no Hotel Bragança.  Os médicos e sua família procuraram mantê-lo em Petrópolis.  Proclamada a República, foi em Petrópolis que ele recebeu a notícia de seu exílio.  Com o Imperador na cidade, ela se tornava a capital do Império e centro da atenção nacional.

A cidade se desenvolvia rapidamente, com forte tendência aristocrática, por força da presença do Imperador e de sua corte, nas temporadas do verão petropolitano.  Nobres, políticos, diplomatas, grandes senhores e toda sua “entourage”, ricos negociantes e a intelectualidade da época se transferia para Petrópolis, durante um semestre a cada ano.  Palacetes eram construídos para morada dessa gente abonada.  Quem não tinha moradia se hospedava em hotéis e casas de família.  E a cidade assumia um aspecto elegante.  Muitos desses palacetes, hoje fazem parte do patrimônio arquitetônico do Centro Histórico da cidade, cuja preservação é imprescindível para o desenvolvimento turístico e cultural de Petrópolis.

Mas o protocolo da serra era simples, podendo o Imperador ser encontrado circulando pela cidade de vitória ou mesmo a pé.  Vez em quando, entrava na sala de aula de uma escola e passava a fazer perguntas aos espantados alunos.  Carolina Nabuco contava que sua mãe viu certa vez, a princesa Isabel saindo de sua casa, em frente a Catedral, recomendando ao Conde d’Eu: “Gaston, não esqueça a chave do portão!” (10 p.31)

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