Catálogo de Escaladas – Todos os Setores

Relação completa das vias publicadas na 1ª edição do Guia de Escaladas de Petrópolis, em abril de 2004

Setor 1 – Quitandinha

O Setor 1 está todo compreendido na região da Serra da Estrela, entre o bairros do Quitandinha, Dr. Thouzet e a pista de subida da serra para Petrópolis, Rodovia Washington Luiz (BR-040).

1. Pedra do Rolador (879 m)

Localizada às margens da BR-040, ao lado direito da estrada de subida para Petrópolis, possui acesso fácil e rápido, a poucos metros da rodovia. É uma montanha pequena, de coloração negra, perfeitamente visível da estrada. Possui várias fendas e chaminés, repletas de vegetação. Em uma delas está localizada sua única via.

Localização: Serra da Estrela. BR-040 (Rodovia Washington Luiz), km 87, sentido Petrópolis.

Como chegar: subir a serra, sentido Petrópolis. A base da Pedra fica no km 87, logo após a curva mais fechada depois de passar pelo retorno do Belvedere. A parede é toda fissurada e a fenda da Chaminé do Rolador é a mais à direita, antes de um trecho dinamitado.

. Chaminé do Rolador (3º IV)
150 m

A via não possui proteção fixa. Desta forma, além de equipamento móvel, é conveniente utilizar recursos naturais para proteção, como bicos de pedra e árvores.

Equipamento necessário:

. 1 jogo de nuts
. Fitas de tamanhos variados

11/05/1980 – André Ilha e Cézar Vasconcellos

2. Agulha do Cuíca (959 m)

Localizada às margens da BR-040, ao lado direito da estrada de subida para Petrópolis, possui acesso fácil e rápido, a poucos metros da rodovia. É uma montanha pequena e de coloração não habitual, com tons esbranquiçados, o que desperta bastante atenção de quem a vê da estrada. Possui morfologia interessante e atualmente não vem sendo freqüentada, pois a grampeação não oferece mais condições seguras para a escalada, além de a via ser desconhecida pela maioria dos escaladores atuais.

Localização: Serra da Estrela. BR-040 (Rodovia Washington Luiz), km 85, sentido Petrópolis.

Como chegar: subir a serra, sentido Petrópolis. Após passar pelo túnel Washington Luiz, cerca de 100 m após o Monumento do Cristo, a montanha está à direita de quem sobe, no km 85. Deve-se subir por uma das canaletas de águas pluviais e depois seguir em direção à base da pedra. O lugar ideal para se parar carros é no pequeno estacionamento do Monumento do Cristo.

. Paredão Adriana (3º)
120 m

Após subir todo o diedro, talvez seja mais interessante dar por encerrada a via e rapelar antes do trecho com mato instável, evitando assim a descida pelo cume e o dano à vegetação da parede.

17/02/1979 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro “Cuíca”, Mário Penna da Rocha, Antonio Carlos Magalhães “Tonico” e Ricardo de Moraes

3. Pedra do Quitandinha (1.223 m)

Localizada bem próxima à BR-040, no bairro Quitandinha, é uma excelente opção para iniciação no esporte, pois possui vias bastante fáceis e de acesso rápido. A montanha conta apenas com duas vias de escalada concluídas, ambas na face leste, proporcionando um belo visual da Serra da Estrela. Ao final das escaladas, pode-se continuar pelo mato até uma trilha de acesso ao cume, de onde se tem uma visão privilegiada do Palácio e Lago Quitandinha, e descer por caminhada. Mas, o mais aconselhável é descer pela própria parede. A trilha de caminhada para o cume segue pela face norte, com acessos tanto pelo bairro Quitandinha quanto pelo Dr. Thouzet.

Localização: Serra da Estrela. Trilha para as escaladas: Dr. Thouzet. Trilha para a caminhada: Quitandinha e Dr. Thouzet.

Como chegar: embora a montanha esteja predominantemente no bairro Quitandinha, o acesso às vias de escalada se dá pelo bairro Dr. Thouzet. Para quem sobe a serra, vindo do Rio, sentido Juiz de Fora, após entrar no primeiro pórtico de Petrópolis, pelo bairro Quitandinha, avista-se com facilidade a montanha, pois é a elevação que mais se destaca na região, ao lado do Palácio e Lago Quitandinha. Deve-se dirigir ao bairro Dr. Thouzet, que fica bem próximo ao bairro Quitandinha, e seguir em direção ao BNH do Dr. Thouzet. A montanha está localizada à esquerda de quem sobe a ladeira, sendo a única daquela área. Para se chegar à base das vias, basta subir uma escadaria que desemboca na beira da rua, à esquerda do trecho de parede, e que fica praticamente em frente à entrada do BNH. Passar pelos fundos do quintal de alguma residência, com a devida autorização dos proprietários.

1. Excalibur, Pr. (3° IV)
130 m

Sua parede possui alguns pequenos trechos com musgos e líquens secos. No entanto, é uma ótima opção para quem está iniciando no esporte. No caso de a escalada ser feita com escaladores inexperientes, deve-se tomar cuidado com eventuais lances diagonais e horizontais. Predomina, nesta via, a técnica de aderência.

18/02/1984 – Jeferson Costa, Jorge Rispoli, Marcio Köptcke e Mauro Sobral

2. Dança do Sol, Pr. (2º IIsup)
180 m

Trata-se de uma ótima opção para quem está iniciando no esporte, na qual predomina a técnica de agarras.

07/09/1981 – Fábio Macedo e Luiz Cordeiro

 

Setor 2 – Serra da Estrela

O Setor 2 está predominantemente compreendido na região da Serra da Estrela, entre os bairros do Meio da Serra e Vila São Francisco (Serra Velha), assim como também está na divisa com a Serra dos Órgãos, entre os bairros da Lagoinha (Morin) e Santa Isabel (Caxambu). As vias localizadas neste setor geralmente proporcionam um belo visual da cidade do Rio de Janeiro, podendo-se avistar, em dias de atmosfera limpa, a Baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro.

4/5. Pedra do Cortiço (1.121 m)

Belíssimo conjunto formado por diversas paredes distintas, distribuídas por suas faces, a Pedra do Cortiço conta com três grandes vias de escalada que, aliadas ao ambiente e à sua dificuldade, tornam esta montanha um dos locais com maior potencial para a conquista de grandes paredes em Petrópolis. Ao todo, possui apenas quatro vias de escalada, das quais uma “pequena” Big Wall, uma via tradicional, uma via curta e o famoso Paredão 15 de Maio – conquista do final dos anos 60 que marcou época no cenário montanhístico. Do alto se descortina uma bela vista da Baía de Guanabara, de toda a Serra da Estrela e parte da Serra dos Órgãos. É possível identificar, também, todo o trecho do caminho novo do ouro, beirando as encostas da Cabeça de Negro, desde o Porto da Estrela, passando pela Raiz da Serra, Meio da Serra até o Alto da Serra. O corredor verde que cruza a Serra da Estrela é a mais importante ligação entre o norte e o sul do Estado do Rio, garantindo um caminho natural para a rara vida silvestre. Para se escalar qualquer das vias desta montanha, são imprescindíveis um bom nível técnico, pois requerem entrosamento com equipamento móvel, e bastante preparo físico para as vias longas.

Localização: Serra da Estrela. Trilha para as escaladas: Meio da Serra, Alto da Serra e Capitão Paladini. Trilha para a caminhada: Olga Castrioto.

Como chegar:

Face sudeste – “parte baixa”: para se chegar à base da única via existente neste setor, é necessário seguir para o Meio da Serra, um pouco antes de chegar à comunidade de São Francisco. Partindo-se da curva fechada onde esta parte da parede mais se aproxima da rua, caso esteja de carro, deve-se pedir permissão ao proprietário de alguma das residências próximas para guardá-lo. Retornar a subida da serra por cerca de 300 metros, a partir dessa curva fechada, prestando atenção sempre à esquerda até encontrar algum início de trilha que seja bastante óbvio e que logo de imediato não comece em barranco. É aconselhável ir de carro se houver alguém para voltar com o veículo, pois a descida da via é feita somente pelo cume, que fica a cerca de 10 km dali, no bairro Olga Castrioto. A caminhada até a base leva de 20 a 30 minutos.

Face sudeste – “parede principal”: para chegar à base da face sudeste, que representa a parede principal da Pedra do Cortiço e onde está localizado o Paredão 15 de Maio, deve-se descer a Serra Velha, pela Rua Lopes Trovão, e partir da região do Sítio São Lourenço. Dali, mirando-se a pedra, é possível atingir a base em 10 ou 15 minutos de caminhada. Não há trilhas definidas, mas a mata é bastante aberta.

Face leste – “parte alta”: Para chegar até ela, deve-se seguir até o final do bairro Capitão Paladini. A partir do ponto final do ônibus, onde há um viradouro, atravessa-se uma pequena ponte à direita, seguindo por uma escadaria. É preciso ter em mente que a parede está à direita de quem olha para a Serra Velha. Após subir a escadaria, há um pequeno trecho de trilha e depois um riacho, que deve ser atravessado. Costear a parede, pela esquerda, passar por baixo de alguns blocos de pedra e subir por uma grande língua de mato. Após cerca de 15 minutos já se está na base da escalada. Mas atenção: à direita da base da língua de mato há três grampos de uma via abandonada.

Face Sudeste – “parte baixa”

1. No Fio da Loucura, Pr. [D6 5º A3 (A1/VIIa)]
350 m

Embora o “lagarto” no qual está localizada a via esteja na face sudeste, a rota está voltada para a face nordeste do mesmo. Trata-se da 1ª Big Wall conquistada em Petrópolis e exige de 2 a 3 dias para ser feita. Envolvendo muita técnica e resistência física, pode-se dizer que esta é uma das escaladas mais belas de Petrópolis, dentro do seu estilo. Para repetir a via são necessários 2 jogos de friends (incluindo camalot # 4 e 5), pitons variados (lost arrow, knife blade, bugaboo, angle), 2 rurps, 1 jogo de nuts de cabo, 1 jogo de TCUs, 1 jogo de micronuts (RP ou HB), fitas variadas, 1 par de cliffs leeper pointed (de ponta) para furos de 3/8”, 1 par de cliffs para agarras grandes, 2 cordas de 50 m. Caso queira se fazer o 3º esticão completo, é necessária uma corda (ou duas) de 60 m. Não é possível rapelar pela via.

18/01/1998 – Jeferson Costa, Luciano Bender e Reinaldo Rabelais 

Face Sudeste – “parede principal”

2. Quinze de Maio, Pr.
± 500 m 

Na época da conquista, uma sequëncia impressionante de lances em fendas e chaminés, já na porção final da parede, havia sido grampeada, terminando em um pequeno trecho liso. Deste ponto, já seria possível avistar o mato do final da escalada, entre 10 e 15 m adiante. No entanto, apesar de os conquistadores terem tido a idéia de descer do cume e fixar um cabo-de- aço neste trecho liso, até hoje esta tarefa não foi realizada e a via não fora oficialmente concluída. Nos anos 80, novos escaladores se aventuraram pelo Quinze de Maio, mas, quando chegaram na seqüência final, não conseguiram achar uma passagem que desse continuidade à via, chegando-se à conclusão de que, passados vários anos, um deslizamento de terra teria caído sobre a passagem após o último lance de chaminé, fechando-a para sempre. As proteções não se encontram em boas condições e a via depende de uma reestilização. Portanto, o croqui não está sendo informado.

1968 – Cláudio Santos, Cleverson Cabral, Eduardo Gomes, Gilberto Amaro, Gunter Dingler, Jesus Carlos Barcia, José Luís Huss, Jurandyr Mayworn, Leonardo Klein, Luiz Carlos Vogel, Nelson Trindade, Paulo Lucio da Cruz Loureiro, Sebastião Martini e Selbi Costa.

Face Leste – “parte alta”

3. Apumanque, Pr. [7º VIIa (A0(5)/VIIc)]
230 m

Escalada exigente e bonita, apesar de possuir um pouco de vegetação em sua parte inicial. Possui lances técnicos em agarras e várias fendas, que alternam desde o IV grau até o VIIa. São necessários 1 jogo de friends, nuts variados e fitas longas. A descida pode ser feita de duas formas: pelo cume, saindo no bairro Olga Castrioto, próximo ao bairro Capitão Paladini, de onde se parte para iniciar a escalada; ou pela própria via. Para descer, 1 corda de 50 m é suficiente, pois há pontos fixos para tal. No entanto, será necessário um pequeno pêndulo entre o 3º e o 4º esticão. Caso se leve duas cordas de 50 m, este pêndulo pode ser evitado fazendo um rappel direto da 5ª para a 3ª parada.

04/12/1994 – Alexandre Galvão, Fábio Macedo, Fábio Muniz, Francisco Balter, Jeferson Costa, Jorge Rispoli “Pé Branco”, Luciano Bender, Márcio Koptcke “Buzina”, Marco Telles “Horácio”, Paulo Jorge Moreira “Mariola”, Renato Walter Mattos e Willian Walsh “Zaraba”.

4. Jacques Oudot, Fiss. (2º III)
45 m

Escalada curta, toda realizada com material móvel. São necessários nuts e friends diversos. Após o término da escalada, deve-se caminhar para a direita até encontrar uma árvore sólida para rapelar por dentro de um valão. O nome da via faz homenagem a um grande alpinista francês, morto em 1953.

Acesso: idem ao acesso para o Paredão Apumanque, até o riacho, que deve ser atravessado, seguindo-se para a direita (para cima) até avistar a fissura.

09/02/1985 – Renato Walter Mattos e Willian Walsh “Zaraba”

6. Cabeça de Negro (1.113 m)

Também conhecida como Cabeça de Frade e Pedra da Tocaia Grande, esse maciço foi retratado em diversas obras, como as do pintor alemão Rugendas, durante a expedição do barão Von Langsdorff ao Brasil, em 1821. Na época colonial, o “Caminho Real”, que passa próximo à base do Cabeça de Negro, era um importante atalho utilizado pela Coroa para acesso a Minas Gerais, a partir do Rio de Janeiro. Estando localizada na Serra Velha, já na cadeia de montanhas no limite da Serra dos Órgãos com a Serra da Estrela, esta é uma das montanhas que mais desperta a atenção de quem sobe ou desce a antiga estrada que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro, passando pelo município de Magé. Do lado oposto à Pedra do Cortiço, a Cabeça de Negro possui paredes amarelo-alaranjadas, de granito bastante sólido. Apesar do enorme potencial que a montanha oferece para a escalada, possui apenas uma rota que atinge o cume.

Localização: Serra dos Órgãos. Trilha para a escalada: Meio da Serra. Trilha para a caminhada: Lopes Trovão.

Como chegar: partindo do bairro Alto da Serra, dirigir-se ao ponto de descida da serra, sentido Piabetá. No início da descida, há um pequeno posto policial. Descer a ladeira à direita deste posto e, logo depois, virar à esquerda, para retornar à estrada principal. Tomando-se por base o posto, a entrada da trilha para o Cabeça de Negro fica a cerca de 5,5 km, serra abaixo. Após percorrida esta distância, haverá a uma curva bastante fechada, com um campo de futebol à direita e um pequeno botequim à esquerda. Depois de passar por estes, descer a primeira estrada de terra à esquerda e estacionar o carro onde puder. É importante avisar aos moradores do local sobre a intenção de subir a parede. À pé, deve-se seguir pela pequena estrada, perpendicularmente à montanha, tomando-se à esquerda. Caminhar por cerca de 100 m e, ao chegar a uma enorme pedra à direita de quem sobe, descer pela trilha ao seu lado. Atravessar o Rio Caiobá Mirim, alguns metros adiante, e subir por uma trilha, mais ou menos em sentido reto, passando por um terreno com plantações. Após este, logo se atingirá o antigo “Caminho Real”, todo de pedras. Cruzar este caminho e seguir mais ou menos reto em direção à montanha. Não há trilhas definidas! Ao atingir a base da pedra, tomar à esquerda até chegar à base da única via concluída.

. Faces do Horror, Pr. (D5 5º A2+)
230m

São necessários de um dia e meio a dois dias para se repetir a via, onde é fundamental o uso de portaledges, pois não há platôs que permitam o pernoite. Não é possível a descida pela via, a não ser que se fixe uma corda da 1ª para a 2ª parada, e outra corda, ambas com 50m, da 5ª para a 6ª. Caso se opte por descer caminhando, após sair da 6ª parada, cruzar um pequeno trecho com mato fechado até ficar na direção de uma crista. É indispensável o uso de um facão. A partir daí, subir para a direita, em direção ao cume, passando por um trecho também sem trilhas e com “vara-mato”. Para encontrar a trilha de descida, após atravessar este “vara-mato”, dirijir-se até o “ombro” da Cabeça de Negro, onde há um grande descampado com vegetação do tipo gramínea. Tomando-se por base a saída da escalada e já estando-se neste grande descampado, a trilha fica à esquerda de quem sobe. Encontrando a trilha, descer em direção oposta ao cume da Cabeça de Negro. O nome da via, “Faces do Horror”, faz alusão aos rostos grotescos que se emolduram nas paredes da montanha, além de retratar a expressão da maioria dos escaladores ao avistar a parede pela primeira vez.

Equipamento necessário:

. 2 cordas de 50 m
. 2 jogos de friends (incluindo camalot # 4 ou 5)
. 1 jogo de nuts e micronuts
. 1 par de cliffs leeper pointed (p/ buracos 1/4”) – talon
. 1 par de cliffs chouinard (p/ lacas)
. 1 jogo de TCU’s

Obs: levar cerca de 5 chapeletas (plaquetas) e 5 parafusos de 5/16

03/06/2002 – Luciano Bender e Marcel Leoni

7. Meu Castelo (1.245 m)

Também conhecida como Castelinho, esta montanha oferece apenas uma via de escalada em parede, voltada para a Serra Velha, além de diversos pequenos lances e blocos localizados no cume, onde há um pequeno “campo-escola” de escalada. Até alguns anos, caracterizava-se como a montanha de mais fácil acesso e, por isto, mais freqüentada do município. Atualmente, deve-se tomar cuidado durante as excursões pois há histórico de casos de assalto. As primeiras vias de escalada em Petrópolis, conquistadas por membros do CEP, foram feitas nesta montanha – os chamados “Exercícios”, que nada mais eram que lances conquistados em artificial fixo, para o treinamento desta modalidade. Até hoje, trata-se ainda de um excelente local para ministrar cursos de escalada, utilizando os blocos para treinar técnicas de resgate, primeiros socorros, escalada artificial e técnicas mais avançadas de escalada. A montanha oferece um dos visuais mais bonitos do município, de onde se pode avistar com facilidade, em dias de céu claro, toda a Baía de Guanabara e uma belíssima vista da Agulha do Itacolomi.

Localização: Serra dos Órgãos. Trilha para a escalada: Lopes Trovão. Trilha para a caminhada: Lagoinha.

Como chegar: para se chegar à base da via de escalada, partindo do Alto da Serra, deve-se descer em direção à Serra Velha, pela Rua Lopes Trovão. Uma boa referência é a antiga ponte ferroviária, arqueada. Após passar por ela, deve-se continuar descendo mais um pouco pela antiga estrada do trem. Não há trilhas definidas. O ideal é, munido de facão, tomar as referências da foto ao lado e subir pela mata em direção à base da escalada.

. Beatnik, Pr. (1º)

Na realidade, esta via se trata de mais uma alternativa de caminhada para o cume, com alguns lances fáceis em rocha, do que uma escalada propriamente dita. Durante todo o percurso, há apenas um piton “fixo”, cujo estado de conservação é desconhecido.

08/09/1966 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Sebastião Martini Vieira

8. Pedra da Lagoinha (1.480 m)

Também conhecida como Torre do Morin, situada entre o Cobiçado e o Meu Castelo, esta montanha é caracterizada por possuir diversas torres de antenas de TV, rádio e equipamentos de telecomunicações em seu cume. Possui apenas uma via de escalada e um visual belíssimo visto do cume, de onde é possível ver toda a Baía de Guanabara e boa parte da cidade do Rio de Janeiro, em dias de atmosfera limpa.  O acentuado desnível do cume da Pedra da Lagoinha até o sopé da Serra da Estrela é favorável à prática do vôo-livre. No cume da montanha há duas rampas – uma voltada para o vale formado com o Pico do Cobiçado e outra para Fragoso, distrito de Magé.

Localização: Serra dos Órgãos. Lagoinha / Morin.

Como chegar: o melhor acesso para a via de escalada é feito por cima, pelo caminho normal para as torres do Morin. Ao chegar na torre que fica imediatamente acima do final da escalada, conforme pode ser observado na foto, deve-se descer a mata, “rapelando” pelas árvores, até achar o grampo do final da via. Após encontrar o último grampo da escalada, basta “rapelar” até a base. Vindo por baixo, ao invés, a trilha está bastante fechada e foi utilizada apenas durante a conquista, apresentando-se bastante irregular.

. Torre do Morin, Face NE (4º VIsup)
220 m

Para chegar ao sopé da parede, o melhor acesso é feito por cima, “rapelando” pela parede.

17/01/1986 – Jeferson Costa, Jorge Alberto Rispoli “Pé Branco”, Otto Koptcke “Campainha”, Renato Walter Mattos e Ricardo Lidizzia “Tombinho”

9. Cobiçado (1.678 m)

Esta imponente montanha foi testemunha da conquista da primeira via de escalada em Petrópolis, nos moldes, digamos, mais ”modernos” – o Paredão D. Pedro II. Localizada na região da Serra dos Órgãos, é a mais alta montanha próxima ao centro da cidade. Quando vista por quem sobe pela Estrada União Indústria e arredores, seu contorno lembra o famoso Monte Cervino, também conhecido por Matterhorn, localizado nos Alpes suíços.

Localização: Serra dos Órgãos. Caxambu / Morin.

Como chegar: a partir do Centro, seguir em direção ao Morin. Deve-se subir até o final da Rua Pedro Ivo e, depois, por uma servidão e trilha até um campinho. Após o campo, encontra-se a rua que sobe pelo Caxambu. Deve-se subir pela trilha normal de caminhada, que está em perfeitas condições e bem aberta, durante 1h30m aproximadamente, em direção ao cume do Cobiçado. O acesso à base da escalada é feito pouco antes da subida final para o cume, entrando à direita de quem sobe pela trilha normal. No entanto, não existem mais vestígios da via original, que deve ser repetida com bastante cautela, utilizando-se platôs e proteções naturais para segurança. Recomenda-se, a quem ainda não possuir uma boa experiência com escalada, não tentar realizar esta via.

. Dom Pedro II, Pr. (2º III)
120 m

Não se sabe sobre o atual estado da grampeação e, segundo informações, mesmo sendo a 1ª conquista em parede do Centro Excursionista Petropolitano, não constam repetições até hoje, pois ninguém teria achado o início da via. Apenas o 1º e o 3º grampo do Pedro II têm a medida de 5/8”. Os demais são de 3/8”. Para a descida, a melhor alternativa é pelo cume. No entanto, caso se queira descer pela parede, é necessária uma corda de 60 m. O traçado informado sobre a foto do Pico do Cobiçado representa a provável localização do Paredão D. Pedro II, segundo todos os indícios.

21/04/1960 – Álvaro Fernando Varanda e Jesus Carlos Bárcia

10. Pedra do Diabo (1.710 m)

Pequeno monolito que está localizado na divisa de Petrópolis com Magé e à beira de um enorme precipício. Possui um belíssimo visual, tanto da base da montanha quanto do cume, a partir dos quais é possível visualizar toda a Baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro. Também é possível se ter uma linda vista da Agulha do Itacolomi.

Localização: Serra dos Órgãos. Caxambu.

Como chegar: a montanha está localizada no meio da “Travessia Cobiçado – Ventania”. Por este motivo, seu acesso não é tão fácil, pois deve-se primeiro subir, durante aproximadamente 1h30m, até o cume do Pico do Cobiçado pela trilha normal já informada. Depois, descer pelo outro lado, sentido sudeste, e cruzar o Morro dos Vândalos (não passando por seu cume, mas contornando-o pela esquerda em direção à Pedra do Diabo). Do cume do Cobiçado até a base da Pedra do Diabo, anda-se durante mais ou menos 2 horas. A trilha da caminhada passa exatamente na base das vias de escalada. Caso se queira ir até o cume por caminhada, basta continuar seguindo a trilha, contornando a base da montanha, e depois subir pela crista da esquerda, para quem a olha de frente. O mais interessante é que o retorno seja feito completando-se o circuito Cobiçado-Ventania, descendo do cume em direção ao Tridente e, depois, ao Alto da Ventania, até o qual leva-se cerca de 2 horas. A partir daí, resta aproximadamente mais 1 hora de caminhada até o ponto de ônibus, já no bairro de Santa Isabel.

1. Arthur Dunley, Vr. (2º IIsup)

Trata-se, na realidade, de mais uma alternativa de acesso ao cume do que uma escalada propriamente e, por isto, foi tratada como uma “variante” na época da conquista. A via passa por dentro de uma canaleta com mato, cujo início geralmente encontra-se molhado.

27/07/1958 – Manoel Lordeiro, Orizel Curial e Raimundo Minchetti

2. Ricochete, Pr. (3° IV)
60 m

Fazendo alusão ao nome de um álbum de Rock do grupo alemão “Tangerine Dream”, o Paredão Ricochete proporciona um belíssimo visual do Rio de Janeiro, além de uma verdadeira sensação de “estar nas alturas”, devido ao grande desnível à beira da montanha. Em função do pequeno número de repetições, a parede geralmente encontra-se com muitos líquens e bastante “poeira” de grãos de areia, trazida pelo vento.

10/05/1981 – André Ilha, Mario Roberto Peixoto “Tatu” e Carlos Alberto de Macedo

 

Setor 3 – Itamarati

O Setor 3 está compreendido entre os bairros da Estrada da Saudade, Bela Vista, Boa Vista, Itamarati, Samambaia, Retiro e Corrêas.

11. Monte Florido (1.168m)

Pouquíssimo freqüentado, o Monte Florido está situado em um dos bairros mais altos de Petrópolis. Possui somente três vias de escalada que, da esquerda para a parte direita da montanha, tornam-se progressivamente mais difíceis. Uma boa dica é que se chegue cedo à base, de modo a aproveitar a oportunidade e escalar todas as vias em um único dia. A pedra possui coloração escura e inclinação positiva, oferecendo granito de excelente qualidade e algumas pequenas fendas. As vias, geralmente, possuem poucas agarras e vários trechos em aderência. E a extensão das rotas varia em torno dos 150 m. O único ponto negativo é a grande quantidade de residências no sopé da montanha.

Localização: Estrada da Saudade / Fragoso.

Como chegar: partindo do Centro, depois de entrar na Estrada da Saudade, deve-se tomar a segunda rua à esquerda. Subir a Ladeira João Ventura ou a Rua Veridiano Félix, logo a seguir, e ir até o final, continuando sempre pela rua principal. Depois de uma subida bastante íngreme, avista-se a montanha à esquerda. A identificação do caminho é bastante óbvia. O acesso à base das escaladas é feito por uma servidão, antes do ponto final do ônibus.

1. Casca-fogo, Pr. (2° III)
120 m

Toda com proteções fixas. Ótima opção para iniciantes.

23/05/1982 – Antonio Carlos Magalhães, César Delgado, Gian Converso e Murilo Pércia

2. Asmodeu, Pr. (2° III)
100 m

Interessante que se levem friends (0.5, 1, 1.5) e 01 hexcentric (nº 7), ou equivalente, para proteger a fenda inicial da via, antes do 1º grampo.

03/07/1983 – Antonio Carlos Magalhães, Jeferson Costa, Márcio “Buzina” e Marcos Gall

3. Belzebu, Pr. (3° III)
100 m

Necessários alguns nuts médios ou friends pequenos.

26/07/1986 – Francisco Balter, Jeferson Costa e Marco Telles “Horácio”

12. Morro da Formiga (1.120 m)

Do ponto de vista da quantidade de vias, diversidade de níveis de dificuldade e variedade de estilos, o Morro da Formiga pode ser considerado o  mais completo campo-escola de Petrópolis. Em outros tempos também conhecido como Campo-escola Huss, em homenagem a José Luiz Huss – um dos fundadores do Centro Excursionista Petropolitano, o Morro da Formiga, sem dúvida, é o ponto de encontro entre novatos e veteranos na prática da escalada em rocha. Isto porque a montanha consegue reunir, em cerca de 40 vias de escalada, lances esportivos, paredes clássicas, boulders, chaminés, diedros, fendas para entalamento e oposição, lances em aderência e agarras pequenas, em todos os níveis de dificuldade, desde o I ao IX grau. Pedra de coloração escura e inclinação positiva, oferece granito de excelente qualidade, com rocha bastante sólida. A extensão das vias da parede principal oscilam em torno dos 150 m. O único ponto negativo é a grande quantidade de residências no sopé da montanha.

Localização: Estrada da Saudade / Boa Vista.

Como chegar: tomar a direção da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) e da Faculdade Arthur Sá Earp (FASE). O Morro da Formiga é a montanha que se destaca na região e os acessos são bem próximos às faculdades. Caso se vá escalar o Setor dos Blocos ou as paredes à esquerda da Chaminé Petrópolis (Setor do Giabra), subir pela Rua Vereador Orlando Ditadi. Se for escalar as paredes à direita da Chaminé (Setor do Vogel), o melhor caminho é subir à direita da Rua Orlando Ditadi. De todo modo, tanto por um lado quanto pelo outro, as trilhas se juntam na base da montanha.

Setor dos Blocos

 

1. Adhérence avec Élegance (VIIc)
35 m

Via muito bem protegida, com lances extremos em aderência.

14/04/2001 – Antonio Carlos Magalhães “Tonico”, Eric Nyssens, Juliano Magalhães, Márcio Köptcke “Buzina” e Renato Walter Mattos

2. Gato Negro (VIsup)
40 m
07/01/84 – Alexandre Motta, Antônio Carlos Magalhães “Tonico” e Jeferson Costa

3. Tigre de Bengala (VI)
23 m
02/08/85 – Jeferson Costa e Márcio Köptcke “Buzina”

4. O Brilho da Malacacheta (VIIIb)
8 m

Mais conhecida simplesmente por “Malacacheta”, predominam nesta via uma belíssima fenda negativa e um visual bastante aéreo. Ótima para fotografias.

1990 – Alexandre Galvão, Eric Nyssens e Francisco Balter

5. Airadacse (Vsup)
6 m

“Escadaria”, escrito de trás para frente, em referência à grande quantidade de agarras e inclinação negativa, assemelhando-se a degraus invertidos. Ótima opção para quem desejar escalar uma via negativa pela primeira vez. Deve-se tomar cuidado, no entanto, antes de costurar o primeiro grampo, pois uma queda pode ser perigosa.

1992 – Fábio Muniz e Reinaldo Rabelais

6. Pantera Cor-de-rosa (VI)
12 m

Fenda larga/chaminé estreita, bastante desprotegida. São necessários nuts  e friends grandes.

05/04/86: Francisco Balter, Jeferson Costa, Márcio Köptcke “Buzina” e Willian Walsh “Zaraba”

7. Cara-pálida (VIIb)
11 m

Via curta, mas com movimentos bastante exóticos e aéreos.

1994 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

8. Leopardo, Fiss. (VIIa)
40 m

Dividida em duas partes, sua primeira seção não passa do V grau de dificuldade e é bastante interessante para treinar a utilização de equipamento móvel. Depois do platô que a divide e se comunica com a trilha, sua continuação é bastante exigente e reservada aos que têm maior intimidade com as técnicas de fenda e colocação de proteções móveis. A partir daí, a fenda é toda negativa e os posicionamentos geralmente exigem bastante técnica e força. São necessárias diversas costuras, 1 jogo de nuts e 1 jogo de friends.

11/07/84 – André Ilha e Antonio Carlos Magalhães “Tonico”

9. Gata Borralheira (VI)
15m

Tradicional bloco do setor dos “felinos” no Morro da Formiga.

29/10/86 – Eric Nyssens e Jeferson Costa

10. Lusco-fusco (VIsup)
5m

Jamerson Souza e Rogério Mattos

11. Ignorância Humana (IXa)
10 m

Originalmente conhecida pelo nome de “Lima Eletrônica”, ganhou várias agarras cavadas, mas não pelos conquistadores.

Marcos Vinícius “Marquinho” e Gláucio Tavares

12. Puma, Fiss. (VIIa)
15m

Necessários nuts pequenos, médios e friends pequenos.

11/07/87 – Alexandre Galvão e Otto Köptcke “Campainha”

13. Rédea Curta (VIIIc)
15 m

2000 – Fábio Muniz

14. Denêbola (VIIIb)
3m

1989 – Alexandre Galvão

15. Laranja Mecânica (VIIIc/IXa)
15 m

Considerada por vários anos como sendo o primeiro IX grau de Petrópolis, a realização desta via, posteriormente sem a utilização de pontos de apoio e sem descanso, revolucionou a escalada esportiva na cidade. Contudo, gerou bastante polêmica pela fixação de uma agarra de resina, logo no 1º movimento, que foi eliminada anos mais tarde.
 
1990 – Alexandre Galvão e Eric Nyssens

16. Bagaço da Laranja (IXb)
10 m

1995 – Fábio Muniz e Fernando Aires

17. Caroço da Laranja (IXb)
5 m

1995 – Fábio Muniz e Fernando Aires

18. Via  dos  Iniciantes (1º II)
25 m

Via fácil, conquistada durante um curso básico de escalada pelos próprios alunos. Excelente opção para ministrar cursos e expor novos adeptos ao primeiro contato com a rocha.

08/05/93 – Adriano Peixoto “Ted”, Adriano Ferreira, Alexandre Berner, Alex Sandro Ribeiro, Marcel Leoni e Marcelo Garcia

Face Sudeste – Setor do Giabra

19. Fissura do Chico (V)
25 m

Via para ser escalada com corda de cima (top-rope).

08/05/93 – Francisco Balter e Leandro Borré

20. Giabra, Pr. (5° VIsup)
180 m

Via muito bonita, com belas passadas verticais, tendendo ao negativo, e grandes agarras no segundo esticão. Uma das mais antigas e tradicionais vias do local, inicialmente era escalada utilizando-se estribos em diversos trechos. O mais usual é que esta escalada seja iniciada por uma de suas variantes (Jaguar, Pássaros Esperneantes ou Bulldog Nervoso), de modo a se evitar a imensa travessia horizontal do primeiro esticão e tornar a escalada tecnicamente mais proveitosa.

09/12/1973 – Luiz Cláudio Jatobá e “Joãozinho” Ferreira Barbosa

21. Dente de Sabre, Pr. [6° VIIa (A0(1) / VIIc)]
100 m

Apresenta um bonito semi-teto no início do segundo esticão, com 1,5 m de projeção e uma fenda para entalamento dos pés, entre o teto e a parede. Este entalamento é fundamental para a troca de mãos nas agarras acima do teto. Possui lances bastante técnicos em aderência no terceiro esticão, considerado o mais difícil da via. Para maior segurança, pode-se proteger a fenda do primeiro esticão, com 2 friends pequenos (2, 2 ½, 3, 3 ½).

20/09/92 – André Telles “Zumbi”, Francisco Balter, Jamerson Souza, Jeferson Costa, Leandro Borré, Marco Telles “Horácio”, Paulo Jorge Moreira “Mariola”” e Rogério Matos

22. Jaguar, Vr. (VIsup) – variante do Pr. Giabra
50 m

26/11/83 – Antônio Carlos Magalhães “Tonico”, Jeferson Costa e Marcio Köptcke “Buzina”

23. Pássaros Esperneantes, Vr. (V) – variante do Pr. Giabra
30 m

Via em aderência com lances um pouco desprotegidos.

1992 – Jamerson Souza e Rogério Matos

24. Bulldog Nervoso, Vr. (IV) – variante do Pr. Giabra
45 m

Interessante variante, relativamente bem protegida. Sabe-se que, antes de ser grampeada, já fora escalada com corda de cima; no entanto, desconhece-se a autoria. O nome da via foi dado em alusão ao modelo da furadeira utilizada na sua conquista – uma ”Bosch Bulldog” e, não intencionalmente, acabou fazendo alguma referência aos nomes “felinos” de algumas vias do Morro da Formiga.

26/08/95 – Jeferson Costa e Luciano Bender

25. Juliano Magalhães, Pr. (6° VIsup)
160 m

Sem dúvida, uma das mais belas e diversificadas vias do Morro da Formiga. Alterna lances de aderência, agarras e fendas. A via é bem protegida e o crux, em aderência, localiza-se quase no final da via.

01/05/82 – Antônio Carlos Magalhães “Tonico” e Eric Nyssens

26. El Toro, Pr. [5° Vsup A0(4)]
150 m

Uma das mais antigas vias locais. Nos últimos anos tem sido pouquíssimo freqüentada, pois a escalada não oferecia boas condições de segurança, com grampos muito antigos. Em 2002 a via foi toda recuperada, quando se deu à escalada uma concepção moderna, eliminando diversos artificiais e aproveitando fendas para proteção móvel. Trata-se de uma rota muito bonita e diversificada, possuindo dois lindos diedros e uma fenda inicial, que permitem perfeita utilização de friends. A escalada é predominantemente em lances de agarras, possuindo também pequenos trechos em aderência. No terceiro esticão, é aconselhável que seja utilizada a variante à direita, para evitar grande quantidade de mato com muitas bromélias e vários cactos.

30/12/1970 – “Joãozinho” Ferreira Barbosa e Luiz Cláudio Jatobá

27. Los Becerritos, Vr. (Vsup) – variante do Pr. El Toro
30 m

Excelente opção para se evitar o penúltimo esticão do El Toro, de modo a desviar dos cactos e do mato existente no entorno do grande diedro. Possui lances bonitos, além de a escalada ser totalmente limpa.

14/04/2002 – Luciano Bender e Renato Walter Mattos

28. Fissura La Vaca, Vr. (VI) – variante do Pr. El Toro
10 m

Com a vinda do escalador americano Michael Peters ao Brasil, esta perfeita fissura foi conquistada empregando-se a utilização exclusiva de equipamento móvel. Sendo uma das primeiras vias no município onde foram empregados os friends, contribuiu também para a abertura do precedente ao surgimento da concepção moderna de escalada limpa em Petrópolis, estimulando a conquista de outras vias no mesmo estilo.

12/10/84 – Antonio Carlos Magalhães “Tonico”, Jeferson Costa e Michael Peters

29. Touro Alucinado, Vr. (VIIa) – variante do Pr. El Toro
10 m

Aresta muito bonita e aérea. Proporciona excelentes ângulos para fotografias. Exige força no início, em lance de oposição; e técnica no final, em lance de aderência.

1995 – equipada por Jeferson Costa e Luciano Bender

Face Leste – Setor do Vogel

30. Petrópolis, Ch. (2° IIsup)
110 m

Via pouco freqüentada e, por isto, geralmente encontra-se com muito mato. O último lance de chaminé é estreito e pode ser necessário o uso dos joelhos. Portanto, é aconselhável a utilização de calças ou joelheiras. Devido à grande quantidade de mato e terra no interior da chaminé, uma boa dica é que se utilize um tênis velho para escalá-la, em vez de sapatilhas de escalada. Boa opção para quem quiser treinar a técnica de chaminé.
 
14/04/1961 – Jayme Quartim Netto, Virgínio Cordeiro de Mello Junior e Klaus Weber

31. Petrópolis, Pr. (4º IVsup)
170 m

Via com diversos lances em aderência e agarras pequenas. É opcional levar um friend médio para proteger uma laca no segundo esticão. Esta parede, inicialmente, era utilizada como via de descida para a Chaminé Petrópolis. Em 08/08/61, Paulo Lúcio da Cruz Loureiro e José Luiz Huss realizaram a descida pela primeira vez, fixando alguns grampos para isto. Na ocasião, a conquista desta via de descida levou o nome de Paredão Petrópolis. Anos mais tarde, esta bela escalada foi realizada de baixo para cima, quando foram fixados grampos, intermediando a grampeação antiga que era utilizada somente para a descida. Assim, o nome original da via foi preservado.

07/12/85 – Jeferson Costa, Ricardo Lidizzia “Tombinho” e Otto Köptcke “Campainha”

32. Pelvelso , Vr. (VI) – variante do Pr. Vogel
18 m

Deve-se tomar cuidado antes de se atingir o 1º grampo, a 8 m da base.

14/02/02: equipada por Alex Sandro Ribeiro, Jorge Fernandes e Marcelo Garcia

33. Bafo-bafo, Vr. (VIsup) – variante do Pr. Vogel
35 m

Belíssima variante do Pr. Vogel. Alterna lances delicados de aderência e microagarras.

16/04/93: Francisco Balter, Jeferson Costa e Paulo Jorge Moreira “Mariola”

34. Instinto Assassino, Vr. (VI) – variante do Pr. Vogel
22 m

29/03/86 – Francisco Balter e Jeferson Costa

35. Vogel, Pr. (2º IIIsup)
120 m

Uma das primeiras vias de escalada do Morro da Formiga, é ideal para iniciantes. Proporciona a utilização das mais diversas técnicas de escalada, como chaminé, fissura, aderência e agarras.

04/08/68 – Luiz Carlos Vogel, Nelson Trindade Costa e Paulo Lúcio da Cruz Loureiro

36. Manda-chuva, Pr. (4° V)
180 m

Escalada bastante interessante, tem como peculiaridade duas “barrigas” que devem ser transpostas, e uma horizontal bastante aérea no trecho final da escalada.

06/1990 – André Telles “Zumbi”, Francisco Balter, Leandro Borré, Luis Eduardo Nogueira “Duda” e Paulo César Fernandes “Professor”

37. Via do Renatão (IV) – variante do Pr. Vogel

Pequena variante, interessante para quem desejar transpor a grande pedra que forma uma gruta ao final da Chaminé Petrópolis e dos paredões Petrópolis e Vogel.

1993/94 – Alessandro Rangel e Renatão “Jiu-jitsu”

38. V2, Vr. (IV) – variante do Pr. Vogel

Excelente opção para se desviar de alguns zigue-zagues do Pr. Vogel. O trecho final, após o último platô do Vogel, é bonito e bastante vertical.

1993 – Jeferson Costa e Luciano Vogel

39. Sírius, Vr. (II) – variante do Pr. Vogel

Conquistada para ser uma fácil opção para se atingir o cume do Morro da Formiga, liga o último grampo do Pr. Vogel ao último grampo do Pr. Manda-chuva, conquistado anos mais tarde.

1980 – Cézar Vasconcellos e Lauro Junior

13. Cabeça de Cavalo (1.120 m)

Esta interessante formação de granito se destaca da paisagem por seu formato curioso, assemelhando-se, como o próprio nome da montanha já indica, a uma cabeça de cavalo. Sua única via de escalada ativa, o Paredão Kim-kim, conquistado no final dos anos 60, é uma ótima dica para quem está começando a guiar. Após sua reestilização em 1997, o Kim-Kim passou a proporcionar o uso de proteções móveis, pois suas fendas tiveram diversos grampos desnecessários removidos.

Localização: Bela Vista

Como chegar: dirigir-se ao ponto final do ônibus Bela Vista (303) e descer no largo. Tomar uma ladeira íngreme, à esquerda e, na bifurcação, tomar a direita. Pedir licença aos proprietários da última residência e atravessar a horta, em direção ao capim que leva até a base. Esta fica em baixo do grande negativo e a via de escalada é facilmente visível. Do cume, descortina-se uma bela paisagem de toda a Travessia Cobiçado x Ventania. O rappel é feito pela própria via, terminando exatamente na base do negativo.

1. Kim-kim, Pr. (3º V)
90 m

Localizado na face noroeste da Pedra Cabeça de Cavalo, o Paredão Kim-kim é uma via pequena, porém não menos interessante por isto. Proporciona um visual fantástico e lances de escalada bastante diversificados, desde diedros, fendas, agarras e aderência. Regrampeada em 1997, quando foram eliminados alguns grampos antes utilizados como apoios fixos, o Paredão Kim-kim ganhou uma concepção mais moderna, onde passou a ser necessário o uso de alguns friends pequenos a médios. O cume é pequeno e muito bonito. A via possui este nome em homenagem ao apelido de Joaquim Christiano Tesch, pai de Vera Regina e sogro de Paulo Lucio, um dos conquistadores.

24/09/1969 – Eduardo Gomes, Nelson Trindade e Paulo Lucio da Cruz Loureiro.

2. Nelson Tesch, Ch. (C)

Escalada em cabo-de-aço, localizada na face sudoeste da montanha, cujo estado de conservação é desconhecido. A via possui este nome em homenagem a um dos mais ousados e representativos escaladores de Petrópolis na década de 50.

02/11/1967 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Roberto Brand.

14. Pedra do Itamarati (1.326 m)

De aspecto imponente por sua verticalidade, a Pedra do Itamarati está localizada na região de mesmo nome. No entanto, devido à sua inclinação bastante vertical e textura lisa, a Pedra do Itamarati não oferece grandes atrativos para a escalada em livre. Possui um interessante sistema de fendas, concentrado na metade direita da montanha, no qual a via mais conhecida é a Fissura Vera Regina. Vem sofrendo com a ocupação irregular em torno de sua base, chegando a ter barracos literalmente colados na pedra, em áreas de risco. De todo modo, ainda não há problemas de acesso e a freqüência de escaladores é muito pequena.

Localização: Alcobacinha / Itamarati.

Como chegar: dirigir-se ao ponto final do ônibus Alcobacinha, no bairro de mesmo nome. Uma boa referência é o Bramil Supermercados . A parede está localizada bem próxima ao final da Rua João de Farias, que vai para o bairro e fica à esquerda da fábrica. Depois, basta subir por uma escadaria em direção à base da Pedra e ir costeando-a até chegar à via desejada. É provável que se tenha que passar por dentro do terreno de alguma residência. Se isto acontecer, basta pedir permissão para passar.

1. Poeira Cósmica, Pr. – projeto iniciado por Luciano Bender
2. Tulipa Negra, Pr. – projeto iniciado por André Telles “Zumbi” e Francisco Balter
3. projeto iniciado por Fernando Aires, Ildinei de Oliveira, Paulo Azevedo e Rogério Matos
4. projeto iniciado por Fábio Muniz
5. Cascatinha, Ch. – via antiga inacabada

6. Revolta dos Morcegos, Pr. (A2)
100 m

A via possui este nome devido à barulheira feita, durante a conquista, pelos morcegos residentes dentro da fenda do início da via. É necessário levar 1 jogo de friends, nuts de cabo ou plaquetas recuperáveis (rivets) para artificial em parafusos de 1/4”, 1 piton angle médio, 1 par de cliffs de buraco (3/8) e 1 cliff de agarra.

07/09/1994 – Marcel Leoni e Rogério Matos

7. Vera Regina , Fiss. [4° V A1 (A0(1)/VIIa)]
120 m

Possui este nome em homenagem à esposa de Paulo Lucio, um dos conquistadores da via. Em 1993 foi iniciado um trabalho de recuperação e reestilização da rota, que, no entanto, não foi concluído. Há grampos em condições precárias e trechos em artificial fixo ainda a serem eliminados.

04/05/1968 – Gilberto Amaro, Luiz Carlos Vogel e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

8. Guilhotina, Pr. (7° A2+)
70m

O nome “guilhotina” foi dado em função de uma laca existente na via. É necessário levar 1 jogo de friends, nuts pequenos, piton angle, cliffs para lacas e furos de 3/8”.

1995 – Álvaro Barros, Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

15. Morro do Samambaia (1.028 m)

Apesar de pouquíssimo freqüentado atualmente, o Morro do Samambaia, localizado no bairro de mesmo nome, possui um grande valor histórico para o desenvolvimento da escalada em rocha na cidade. Antes da conquista da primeira via nesta montanha – o Paredão Ana Paula, os precursores da escalada em rocha no município tinham como opção de escalada mais próxima apenas as paredes das cidades do Rio de Janeiro e de Teresópolis. O Paredão Ana Paula motivou a conquista de diversas outras vias, seguindo a mesma concepção de escalada em livre, sem a necessidade de recursos artificiais grotescos, como escadas e cabos-de-aço. Atualmente, o Paredão Ana Paula ainda é considerado uma excelente escalada para iniciantes no esporte, além de ser uma das poucas vias na cidade com esta graduação.

Localização: Samambaia / Loteamento Nova Cascatinha.

Como chegar: seguir as mesmas indicações para a Pedra do Itamarati e, após passar pelo Bramil Supermercados, continuar pela Rua Hívio Naliato por mais 2,5 km. Seguir em direção à Igreja Matriz de Cascatinha, entrando à direita na primeira bifurcação após o Bramil, de onde já se avista o Morro do Samambaia. Subir o Loteamento Nova Cascatinha, à direita da Estrada do Samambaia, até o ponto final do ônibus. Após isto, basta encontrar uma brecha na mata, entre a casa de um morador e de outro, e seguir em direção à base. Se for necessário, pedir permissão para passar nos fundos de alguma residência.

1. Penna da Rocha, Teto (4º IVsup A1)

Esta conquista marcou época, caracterizando-se como uma das vias mais peculiares de Petrópolis, durante muitos anos. Possui um teto com 12 grampos, o que proporciona uma escalada singular, além de ótimas tomadas para fotografias. O nome da via homenageia Victor Penna da Rocha, grande benemérito do CEP.

08/09/1970 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro, Mario Penna da Rocha e Roberto Brand

2. Lúcio Vasconcellos, Descida
120 m

Boa opção para quem desejar fazer uma descida rápida. Todos os grampos são de 1/2 polegada, mas há alguns com o olhal virado para baixo, além de estarem um pouco tortos. No entanto, nestes pontos, as paradas são sempre duplicadas com um grampo de 1/2 polegada, novo, ao lado. O nome da via faz homenagem ao 1º sócio e presidente do CEP, e um dos principais escaladores de Petrópolis, em sua época.

14/01/1970 – Gilberto Amaro, Mário Penna da Rocha e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

3. Paulinho, Pr. (1º II)
120 m

O nome da via é uma homenagem a Paulo Lucio, um dos autores deste Guia. Possuía um pequeno cabo-de-aço, de 7m, no trecho final da escalada e que, por obra do tempo, não existe mais.

07/05/1978 – Breno Tesch Sadock, Bruno Tesch Sadock e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

4. Ana Paula, Pr. (1º II)
110 m

Lances fáceis, em sua maioria de aderência. Ótima opção para iniciantes.

30/12/1969 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Mário Penna da Rocha

16. Pedra do Retiro (1.541 m)

Apesar de possuir enorme potencial para a conquista de diversas novas rotas, com cerca de 500 a 600 m de extensão, a Pedra do Retiro ainda está pouco explorada e conta com apenas quatro vias concluídas, além de outras abandonadas. Por ser uma das maiores elevações da região, desperta bastante a atenção de quem a vê, mesmo ao longe. A Pedra do Retiro, a Serra Negra e o Seio de Vênus estão posicionados de tal forma que, juntos, assemelham-se a uma formação triangular, na qual a primeira representa o vértice inferior da esquerda; a segunda, o ápice do triângulo; e a terceira, o vértice inferior da direita.

Localização: Retiro.

Como chegar: partindo-se do Centro, tomar a Av. Barão do Rio Branco, sentido bairro do Retiro. Após passar pelo Sesi e depois pelo “Sacolão” subir pela Rua Felipe Camarão, à esquerda de quem vai em direção a Corrêas e Itaipava. Após passar pelo Orquidário Binot, tomar a rua da direita, cruzando a ponte, e seguir até o ponto onde a rua fica mais próxima à parede. Neste trecho há um grande bloco de pedra à direita. A partir daí, é só atravessar um córrego e caminhar em direção à base, que está a cerca de 100 m da rua, costeando a pedra em direção à via desejada.

Face Leste

1. Paredão do Retiro (1º)

Na realidade, esta rota se trata de mais uma alternativa de caminhada para o cume, seguindo a crista leste da montanha, do que uma escalada propriamente dita. Foi a segunda via, com lances de escalada, conquistada em Petrópolis, quinze anos após a conquista da face leste da Maria Comprida, pela Via da Canaleta. Há somente alguns pequenos lances de escalada, na porção superior do trajeto, interligando platôs de mato. Estão distribuídos nestes trechos apenas dois ou três grampos, cujo estado de conservação é desconhecido. A segurança é precária, sendo por várias vezes feita “de ombro”, em platôs de mato e sem grampos.

30/11/1947 – Gabriel Dunley, Geraldo Fiorini, Hugo Dunley, Manoel Lordeiro e Nelson Tesch

Face Nordeste

2. Pedra do Retiro, Face NE (4º IVsup)
300 m 

Primeira via a ser aberta na face nordeste do Retiro, sua conquista havia sido interrompida pouco acima do 2º grande platô, a cerca de 100 m do cume. Anos mais tarde, por desconhecimento de sua existência, teve vários trechos de sua linha cortados pela Parque Jurássico e, por isto, optou-se por dar a via como concluída no trecho onde havia sido abandonada. O croqui, portanto, não está sendo informado, pois o trajeto passou a se confundir com o da Parque Jurássico. Começa por cima de um pequeno lombo onde a base da parede fica mais alta.

22/08/1981 – Antônio Carlos Magalhães, Giovani Tartari, Ricardo de Moraes e Sérgio Tartari

3. Parque Jurássico, Pr. (5º VIIa)
630 m

Totalmente em livre, a Parque Jurássico é uma das maiores vias de escalada da cidade. As proteções são distantes, apesar de a via ser fácil em sua maior parte. Os poucos lances mais difíceis geralmente são bem protegidos. São necessários friends 2 e 3, duas cordas de 55 m (apenas uma se for descer pela caminhada), diversas fitas, 1 piton angle grande, 1 lost-arrow médio e 1 marreta. É melhor descer pela caminhada do que pela parede, pois o rappel é complicado, principalmente nos dois últimos esticões (P8 e P9), onde existem muitas pedras soltas. A via está localizada à esquerda de um grande deslizamento e de uma via abandonada que possui apenas 3 grampos de 1/2” com olhal pequeno, bem próximos uns dos outros.

04/03/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Che”, Jorge Fernandes e Ricardo Rocha

4 e 5. projetos

Face Norte

6. Milium, Pr. (3º)

Apesar de passar pela crista norte da Pedra do Retiro e, por isto, receber bastante sol durante praticamente todo o dia, a parede apresenta muita vegetação e umidade. A via é extensa e desconhece-se o atual estado de sua grampeação.

1980 – Leonardo Alvarez, Luís Cláudio Jatobá e Tereza Aragão

17. Pedra do Caititu (1.025 m)

Pedra que desperta bastante a atenção por se encontrar próxima às margens da Estrada União e Indústria. Possui apenas 3 vias que, apesar de interessantes, são muito pouco freqüentadas. De coloração escura, com um grande negativo que a caracteriza, a Pedra do Caititu – também conhecida como Pedra do Knar, possui acesso fácil e rápido. No entanto, é válido levar um facão, pois há um pouco de mato do tipo “arranha-gato” até se chegar à base. Para se fazer qualquer das vias, é necessário pelo menos 1 jogo de friends e nuts diversos.

Localização: Corrêas / Caititu.

Como chegar: partindo-se do Centro da Cidade, tomar a Estrada União e Indústria em direção ao bairro Corrêas. Após passar o BNH de Corrêas e o Terminal de Transbordo, entrar na 3ª rua à esquerda. Subir por ela até passar em frente a uma academia de natação e, depois, seguir por uma trilha em direção ao diedro na base da parede, posicionado à direita do grande negativo.

1. Fissura Cidade das Formigas, Vr. (V)
45 m

12/10/1984 – Michael Peters e Antonio Carlos Magalhães

2. Diedro da Casca de Cobra, Vr. (V)
50 m

28/07/1984 – Jeferson Costa e Antonio Carlos Magalhães

3. Caititu, Pr. (3° IVsup)
180 m

02/08/1984. Jeferson Costa, Márcio Köptcke “Buzina” e Antonio Carlos Magalhães

 

Setor 4 – Serra dos Órgãos

O Setor 4 está compreendido entre os bairros Humberto Rovigatti e Bonfim, estendendo-se até a Serra dos Órgãos, na divisa com os municípios de Magé e Guapimirin.

18. Morro do Teto (1.600 m)

Caracterizado por possuir um imenso teto, com cerca de 100 m latitudinais por 15 m de projeção da parede, e que, por si só, é suficiente para nomear a própria montanha onde está localizado, o Morro do Teto oferece ainda um grande potencial para a conquista de novas vias. Apesar de o grande teto ser totalmente liso e não oferecer possibilidades de escalada em livre, proporciona uma escalada bastante “aérea” e com um belo visual de boa parte da cidade, em um desnível de cerca de 400 m.

Localização: Humberto Rovigatti / Loteamento Samambaia

Como chegar: partindo do Centro, dirigir-se ao bairro do Samambaia, tomando as mesmas indicações para o Morro do Samambaia.

Próximo à antiga Clínica do Caldara, subir a ladeira da Rua Humberto Rovigatti, já no bairro de mesmo nome, até chegar ao portão da Florália. Após chegar à Florália, ponto final do ônibus Humberto Rovigatti, seguir pela rua à esquerda do portão, em direção ao Condomínio Vale do Samambaia. A partir daí, pode ser necessária uma verdadeira “negociação” com os vigias e, eventualmente, o síndico do condomínio, que costumam proibir a passagem. No entanto, pode-se utilizar como referência o Centro Excursionista Petropolitano, que conseguiu, junto à promotora pública Denise Tarim, em 1999, a permissão de passagem pelas ruas do condomínio, por se tratarem do único acesso à montanha, utilizado há muitos anos por montanhistas. De todo modo, é importante que seja informada ao condomínio, previamente, a intenção de escalar a montanha, para que não se corra o risco de perder um dia à toa. Após entrar no condomínio, seguir até o ponto onde a rua mais se aproxima da mata da Reserva do Alcobaça e subir pelo aceiro existente, caso se vá escalar o teto Fora-da-lei, no Setor do Teto. Ou então, seguir em direção à crista posicionada paralela à parede da montanha, para escalar as vias de baixo, do Setor da Ursa Menor, por onde também é possível atingir o teto.

Setor da Ursa Menor

1. Ursa Menor, Pr. (1º I)
115 m

05/04/1981 – Carlos Alberto Moreno de Macedo e Marcelo Moreno de Macedo

2. Highlander, Pr. (2º III)
90 m

26/09/1987 – Carlos Alexandre Soares e Flávio Stock

Setor do Teto

3. Fora-da-lei, Teto (6º A1)
110 m

A escalada proporciona um belo visual da cidade e cenários muito interessantes para fotografias. São necessários fitas diversas, friends pequenos e médios, estribos, ascensores e 20 mosquetões avulsos. O teto possui cerca de 15 m de extensão, e é imprescindível o uso de costuras grandes ao longo dele, e em sua conjunção com a parede, de modo a reduzir o atrito.

09/01/1999 – Ildinei de Oliveira, Luciano Bender e Marcel Leoni

19. Cabeça de Cachorro (1.400 m)

Com características bastante peculiares, é sem dúvida um dos melhores locais em Petrópolis para se escalar, principalmente para os adeptos da escalada esportiva. De coloração amarelo-alaranjada e inclinação bastante vertical, o trecho da primeira metade inferior da parede fica protegido pelo grande negativo acima, na segunda metade da parede. Ótimo local para tirar fotos, especialmente na parede principal, com seus tons de cores não habituais para as paredes petropolitanas. O granito é de textura “macia”, pouco abrasivo, com vias negativas sem igual no Brasil – passadas criativas  e algumas vezes bastante “explosivas”, em agarras invertidas, buracos e batentes. Quedas seguras no vazio tornam o local especial. Oferece vias desde esportivas até escaladas em artificial – excelentes no treinamento para Big Walls. Fendas e muitas agarras são constantes em praticamente todas as vias desta parede. Na face norte há também algumas rotas em aderência, como o Paredão Reticências, além de duas vias fáceis: os paredões Roda de Fogo e O Outro.

Localização: Humberto Rovigatti / Loteamento Samambaia.

Como chegar: partindo do Centro, dirigir-se ao bairro do Samambaia, tomando as mesmas indicações para o Morro do Samambaia.

Próximo à antiga Clínica do Caldara, subir a ladeira da Rua Humberto Rovigatti, já no bairro de mesmo nome, até chegar ao portão da Florália. Após chegar à Florália, ponto final do ônibus Humberto Rovigatti, que fica na praça da entrada da Florália, dirigir-se a uma pequena queda d’água que fica na beira da rua, 100 m adiante. Seguindo ainda pela R. Humberto Rovigatti, após passar por esta queda d’água, cruzar uma pequena ponte e caminhar por mais uns 100 m até encontrar uma estrada de terra à direita de quem caminha. Deve-se subir pela estrada, abrir a porteira e passar por algumas poucas residências, sem deixar de pedir permissão aos moradores. E é só subir pela estradinha. Depois de andar por cerca de 15 minutos, há uma discreta bifurcação, na qual se deve tomar o caminho da direita. Daí é só subir em direção à base da pedra.

Face Norte

1. Roda de Fogo, Pr. (1º III)
60m

Boa opção para iniciantes; no entanto, deve-se tomar cuidado especial na grande horizontal do início da via. Seu nome faz alusão a uma telenovela da TV Globo.

05/04/1987. João Ferreira Barbosa “Joãozinho”, Rosane Vasconcellos e Lis Maria Rabaço

2. O Outro, Pr. (2° IIIsup)
90m

Ótima opção para quem desejar atingir o cume desta montanha, aliando uma caminhada rápida a uma escalada fácil. Trata-se de uma continuidade do Roda de Fogo e, por isto, também ganhou nome de telenovela da TV Globo.

01/05/1987 – Rosane Vasconcellos e Lis Maria Rabaço

3. Reticências, Pr. (5º V)
80m

Predomina a técnica de aderência, sendo o seu crux em lance vertical de pequenas agarras. A via possui este nome pois, desde a conquista, apesar de se ter atingido o cume da montanha, pela extrema esquerda da via, ainda existe uma continuidade a ser explorada, seguindo-se reto no trecho final.

03/05/87 – Alexandre Galvão, Eric Nyssens e Otto Koptcke

4. CEP, Fiss. (4º VI)
120 m

Seguindo um óbvio sistema de fendas, a via inicia em uma pequena chaminé e continua por trechos de fissura e aderência. É toda grampeada, não sendo necessário, portanto, fazer colocações móveis. Seu nome homenageia o Centro Excursionista Petropolitano – CEP.

04/08/2002 – André Ilha, Carlos Alexandre Soares e Wanderlei Stumpf

5. O Curupira, Pr. (5º VIsup)
100 m

Via muito bonita, bastante protegida, com uma pequena seqüência de lances mais exigentes. Começa por uma rampa de 10 m, em aderência, e segue por uma parede um pouco negativa, de tons amarelados. Depois do último grampo, há uma “escalaminhada” de cerca de 50 metros, em costões, até o cume. 

21/02/1999 – Adriano Peixoto e Lourenço Fróes

Setor da América

6. projeto

7. Inesperado, Pr. (A2+)
140 m

Subir em estribos, transpor tetos e negativos pendurado em friends, nuts, pitons, cliffs e parafusos é o que o escalador encontrará nesta via, uma escalada muito bonita e “aérea”. São necessários 2 jogos de friends e dois friends # 1, 1 jogo de nuts pequeno (nuts de cabo para artificial em parafuso de 1/4)”, 2 pitons angle médios, cliffs para buraco 1/4”, várias fitas longas e alguns parafusos de 1/4” para utilização móvel no chumbadores fixos.

12/10/1999 – Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

8. Bulldog, Vr. (IVsup) – variante do Tridedo Perdido
7 m

Opção mais fácil e rápida para quem desejar escalar apenas os negativos desta montanha. Segue rumo à base das vias Em Busca do Tridedo Perdido, Cabeça Feita e Bala Perdida, mas também pode ser utilizada desviando-se para a direita e costurando apenas seus grampos iniciais, para atingir o platô do meio da parede, de onde parte a maioria das vias do negativo. No entanto, esta última opção exige bastante cuidado, pois não há grampos nesta diagonal que, apesar de bastante fácil, torna-se exposta.

22/01/1996 – Alexandre Aguiar “Shacundum”, Daniel Rabelais e Luciano Bender

9. Em Busca do Tridedo Perdido (IXb)
12 m

Explosiva. Vários cruxes que exigem boa leitura. Trabalho de pés e pressão em agarras invertidas. Recuperação antes do último lance em um tridedo, suficiente para ser o responsável pelo nome da via. A movimentação nessas três vias que são o conjunto do Tridedo é bem atlética, acrobática e bem criativa. Além disso, tem que ter força nos cruxes.

1997 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

10. Cabeça-feita (IXa) – variante do Tridedo Perdido
10 m

Via bastante parecida com a Tridedo Perdido, com saída técnica e um pouco exposta.

1997 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

11. Bala Perdida (Xa) – variante do Tridedo Perdido
14 m

Como a anterior, só que mais diluída até o crux final, que é bem difícil, exigindo um pouco de trabalho de pés.

1997 – Fernando Aires

12. Camundongos Nojentos (VIsup) – variante da América Tropical
30 m

Passadas técnicas em oposição.

1994 – equipada por Jamerson Souza e Rogério Matos

13. América Tropical (IXa)
50 m

Durante vários anos, esta via figurou como a escalada mais difícil de Petrópolis e campo de treinamento para uma nova geração de escaladores. Diversas pessoas tiveram participação na “construção” desta rota de escalada, que ainda não atinge o cume da montanha. Depois de seu 1º esticão de VIsup técnico, numa angulação quase vertical, com boas agarras de bolso, buracos e regletes laterais de uma ótima textura, a via segue para a esquerda, em diagonal. Exige resistência, explosão, sendo o crux de difícil visualização no final do 2º esticão, onde encontram-se bons pontos de recuperação antes desta seqüência. Possui várias agarras invertidas e laterais.

Projeto não concluído, iniciado por Alexandre Galvão, Fábio Muniz,  Gláucio Tavares, Leandro Borré,  Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”, Reinaldo Rabelais, entre outros.

14. Bala na Agulha (IXc)
12 m

Variante da América Tropical. Via explosiva que exige força e continuidade em regletes e agarras invertidas.

1997 – Fernando Aires

15. Salada Mista (Xa/Xb) – 3º e 4º esticões não encadeados
100 m

Muito exigente, provavelmente trata-se da via de escalada esportiva mais díficil do País. O 1º esticão (VIIc), apesar de pequeno, exige resistência, parando na base do 2º e maior negativo da parede. A seguir, o 2º esticão (IXc/Xa) é de resistência e explosão, com escalada em oposição, exigindo um eficiente trabalho de pés. Lançamento chave para iniciar a seqüência de resistência final no último terço do esticão. O 3º esticão (IXc/Xa) também exige resistência em regletes, lembrando a via Laranja Mecânica (IXa), nos blocos do Morro da Formiga, contando, no entanto, com um pouco mais de agarras laterais. Já o 4º esticão (Xa/Xb), que ainda não foi todo encadeado, é bastante técnico e de continuidade em abaulados e aderência. As proteções não estão tão próximas como nos esticões anteriores.

Fernando Aires

16. Gritos de Pavor, Pr. (6° VIsup A2)
130 m

Belíssima via, foi uma das primeiras conquistadas em Petrópolis na atual concepção do “estilo Big Wall”, apesar de não se tratar de uma parede grande, nem exigir muitas horas para repeti-la. Todo o 1º esticão é feito em livre, com grandes agarras sólidas, em uma parede de inclinação próxima aos 90º. No 2º esticão, iniciam-se os trechos em artificial, onde são necessários nuts de cabo para passadas em parafusos de 1/4”, friends, um piton angle e um cliff de laca para uma passada perto da parada. O terceiro esticão é praticamente todo feito em parafusos de 1/4”, utilizando-se nuts de cabo. Nesta última parte, há três chumbadores de 5/6”, intercalando os parafusos de 1/4”, nos quais podem ser fixadas plaquetas removíveis de chapeletas, caso se queira dar mais segurança ao trecho. E, no final da via, pode ser necessário fazer uma passada com cliff de buraco. Portanto, é interessante levar uma pequena talhadeira de 1/4” pois os furos antigos podem não ser vistos. Para repetir a via, é necessário levar 1 jogo de friends, 1 piton angle (ou microfriend), nuts de cabo, 2 cordas (uma deve ter pelo menos 55 m), 1 par de cliffs talon (furo 3/8”), 1 par de cliffs de laca e três plaquetas de chapeletas para parafusos de 5/16” (opcional). A descida é feita somente pelo cume ou encordando-se todo o 2º esticão.

27/11/1994 – Jamerson Souza, Paulo Azevedo “Pulim” e Rogério Matos

17. Variante da Gritos (VIIa)
15 m

Variante bastante protegida, com lances técnicos e de força.

Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

18. Pega Aí (IXa)
25 m

Tem em seu início uma seqüência explosiva de microagarras, terminando em uma fenda de VI grau, para a qual é necessário levar alguns friends. Via técnica/continuidade de força. Escalada bem curta em regletes e agarras laterais. Dentro dos IXa “curtos” de Petrópolis, este é o mais difícil.

Gláucio Tavares, Marcos Vinícius e Ralf Côrtes

Vizinho de Rocha

19, 20 e 21 – projetos

22. Dineilândia, Pr. [6º VIIb A1+ (A1/VIIIa)]
230 m

É a única via localizada na porção direita da montanha, no setor  conhecido como “Vizinho de Rocha”.  A base da via é facilmente localizada, estando em uma rampa ao lado de uma grande laca encostada na parede. Possui um negativo de cerca de 30 metros, todo escalado em livre (VIIIa), mas que também pode ser feito em  artificial (A0). Para o rappel, a partir da 4ª parada, são necessárias duas cordas de 50 m, ou então a descida pode ser feita pelo cume. Uma outra dica é encordar os 15 m iniciais do negativo do 5º esticão, de modo que, com uma corda apenas, possa ser feito o rappel completo pela via. Caso se escolha descer pelo cume, é interessante levar um facão, pois há cerca de 30 minutos de “vara-mato” do final da parede até o cume. São necessários cliffs de buraco e estribos para se repetir a via, além de muitas costuras.

14/02/2002 – Felipe “Batata”, Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

23. Vai Lá, Vr. (A1+)
30 m

Começa à direita de um grande diedro, sendo necessários nuts de cabo para as passadas em parafusos de 1/4”.

07/2000 – Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

20. Pico do Alcobaça (1.811 m)

Montanha símbolo do Centro Excursionista Petropolitano, possui apenas uma via de escalada em sua face noroeste, cujo acesso é feito pelo bairro Bonfim, partindo-se do cume da Pedra do Mãe D`água. A vistosa parede oeste possui um enorme diedro que forma um número sete. Esta formação na parede é tão peculiar a ponto de fazer com que o Alcobaça também seja conhecido como “Pedra do Sete”. A Reserva Ecológica do Alcobaça é uma área de preservação permanente da floresta de seu entorno, de onde brotam diversas nascentes responsáveis por abastecer grande parte da região.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda, segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita, uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Cabanas Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m depois fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda de escalada esportiva mais difícil de toda a cidade. Continuar pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Seguir pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada. Mais 300 m à frente, há outra bifurcação. À direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda e virar na primeira à direita, seguindo a estradinha até visualizar uma grande crista à direita do Alcobaça. A crista da esquerda dá acesso ao cume do Alcobaça, por caminhada. Já a da direita é a que dá acesso ao cume do Mãe D’Água e, para se escalar a Face Noroeste do Alcobaça, é por esta crista que se deve subir. Chegando à parte mais alta dela, basta seguir à esquerda em direção à parede da Face Noroeste.

. Face Noroeste do Alcobaça (2º III)
60 m

15/05/1982 – Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens, Murilo Pércia e Cesar Augusto Delgado

21. Mãe D’Água (1.600 m)

Toda a face norte desta montanha oferece vias belas, técnicas e de grande extensão. Do bairro Corrêas e da Estrada União e Indústria, sua parede chama bastante a atenção. A conquista da Face Norte representou um marco para a escalada em rocha em Petrópolis, por se tratar de uma via engajada e técnica, sendo em sua época a rota mais longa da cidade, além de ter sido conquistada num estilo bastante aventureiro para os padrões vigentes.

Localização: Bonfim / Corrêas.

Como chegar: para se chegar na base das vias de escalada da Mãe D’Água, o melhor caminho é tomar as mesmas indicações para o Cabeça de Cachorro e, ao atingir um grande bloco a cerca de 50 m da base da montanha, que possui alguns grampos (bloco da Dança do Sol) tomar uma trilha à esquerda, em direção à estrada da fazenda. Após andar por uma estrada, sombreada pela mata, haverá uma cerca. Passar por ela, seguir a estrada e, no momento em que o pasto à direita estiver no mesmo nível da estrada, seguir por uma trilha sentido nordeste, até chegar a um riacho que corta o vale entre o Mãe D’Água e a Cabeça de Cachorro. Depois de atravessar uma cerca de arame-farpado, atravessar o riacho e, exatamente na reta após sair da trilha, procurar o leito de um riacho seco, perpendicular ao riacho maior que corta o vale. A partir deste ponto, pode ser necessária a utilização de um facão para abrir a trilha. Depois de andar um pouco pelo riacho seco, sair dele subindo por uma mata. Depois, basta utilizar-se do bom senso e trilhar em direção à base da montanha. A primeira via a se atingir será a No Mundo Maior.

1. Mãe D’Água, Vr. da Crista NE (IIsup)
50 m

A variante é composta por um lance inicial em aderência, passando por fissuras rasas em entalamento, e terminando novamente em aderência. A via acaba em um grande platô, a partir de onde pode-se continuar subindo pela crista nordeste até o cume, por mais 400 m. No decorrer desta crista, há alguns pequenos trechos em costões de I grau. São necessários nuts, fitas e friends diversos. Árvores e bicos de pedra também podem ser utilizados como pontos de costura. Não se recomenda, no entanto, que a descida seja feita pela mesma crista, pois esta não possui ponto fixos de proteção. O melhor é descer pela via normal de caminhada. Como não há registros, é possível que, durante a conquista desta variante, tenha-se conquistado, também, todo o acesso pela crista nordeste.

09/01/1982 – Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens e Lis Maria Rabaço

2, 3, 4 e 6 – projetos

5. Via do Lagartão do Mãe D’Água [6º VIIb (A0(5)/VIIIa)]
370 m

Sem dúvida, uma das escaladas mais completas e bonitas da cidade. Necessário 1 jogo de friends para o 1° esticão e 15 costuras, pois a via é bastante protegida. O trecho do lagarto – um enorme bloco de cerca de 100m – pode ser todo feito em livre, mas não é obrigatório. A via começa em um diedro, à esquerda de um teto.

10/98 – Rogério Matos e Ildinei de Oliveira

7. Mãe D’Água, Face N [5º Vsup (A0(1)/VIIb)]
400 m

Escalada que representou um marco para a sua época, pois, além de longa e exigente, toda protegida com grampos, foi conquistada num espírito bastante aventureiro, sendo de uma dificuldade elevada para os padrões vigentes. A via começa em cima de uma grande laca, até a qual faz-se caminhando. O crux da via, se feito em livre, está logo na primeira metade, em um lance bastante liso e técnico, que, no entanto, não é obrigatório. O trajeto da rota segue por uma óbvia diagonal para a esquerda, natural da montanha, passando por alguns platôs de mato, e terminando em uma grande horizontal/diagonal para a esquerda, que passa por baixo de um grande negativo com tons amarelados que podem ser vistos de longe. O rappel neste trecho torna-se complicado, em função da trajetória diagonal. Por isto, o melhor é descer pelo cume ou encordar o penúltimo esticão.

27/05/1979 – André Ilha e Wanderlei Stumpf

8. No Mundo Maior (4° Vsup)
380 m

Apesar de ser tecnicamente fácil, exige um bom preparo psicológico por contar com grampeação distante em alguns trechos. Passa por um grande diedro no penúltimo esticão, onde é necessário o uso de 1 jogo de friends. A base da via é facilmente identificável, pois está localizada no ponto onde a face norte faz conjunção com a face noroeste, exatamente na parte mais alta de uma pequena crista.

11/04/2002 – Marcel Leoni, Marcos Vinícius e Nicolau Araújo

22. Pedra do Cone (1.342 m)

De aspecto imponente e formato cônico, como o próprio nome indica, a Pedra do Cone conta com quatro vias longas, em granito bastante sólido, oferecendo, ainda, grande potencial para a conquista de novas vias com extensão que pode oscilar entre 250 e cerca de 600 m. A característica predominante nesta parede é a aderência com abaulados. Eventualmente, podem ser encontrados grandes veios de cristal, como no Paredão Dilúvio, ou mesmo pequenas fissuras. A conquista da Face Oeste, em 1979, representou um marco pois, além de ter se tornado a escalada mais longa da cidade na época, utilizaram-se diversas proteções móveis, de forma inédita no município. O grande dificultador para se atingir a maior parte das vias, no entanto, é a necessidade de ter que passar pelo Condomínio Mata-Porcos. Assim, pode ser necessária uma boa argumentação com o vigia, síndico ou algum proprietário de uma das residências. E, após entrar no condomínio, é necessário, ainda, pedir autorização aos donos das propriedades por onde vai se passar para atingir a base das vias.

Localização: Serra dos Órgãos. Bonfim.

Como chegar: seguir pela Estrada União e Indústria, em direção à praça de Corrêas. Contornar a praça e cruzar a ponte sobre o Rio Bonfim, entrando à direita na grande reta da Rua Agostinho Goulão. Prosseguir por 3 km até o final da rua, onde há uma bifurcação da qual pode se avistar, em primeiro plano e à esquerda, a Pedra do Cone; ao fundo e à direita, a Pedra Comprida. Tomar a Estrada do Mata-Porcos, à esquerda. Para se chegar à base da Face Sudoeste, após entrar na Estrada Mata-Porcos, virar na primeira rua à direita – Rua Vale das Flores – e perguntar aos moradores como é que se faz para chegar à base da parede. Para atingir as demais vias, continuar seguindo pela Estrada Mata-Porcos em direção ao Condomínio de mesmo nome, à esquerda. Para chegar à base dos paredões Dilúvio e Traição na Segunda-feira, deve-se passar pela propriedade onde há o trutário do “Seu Oscar”, com a devida autorização. Já para atingir a Face Oeste, deve-se passar pela casa da Dona Maria, logo no início do condomínio. Ou então, caso não se consiga êxito em entrar no condomínio, as possibilidades são ir costeando a pedra a partir da Rua Vale das Flores ou descer do cume, por rappel, até a base.

Face Noroeste

1. Dilúvio, Pr. (3º III)
320 m

Escalada longa e muita bonita, por possuir uma interessante formação de agarras e abaulados nos seus esticões iniciais, assemelhando-se a uma escada. Trata-se de uma ótima opção para iniciantes, devendo-se tomar cuidado, no entanto, pois as proteções são distantes, com média de 15 m entre um grampo e outro.

12/01/1988 – Jeferson Costa, Lis Maria Leoni Rabaço, Otto Köptcke “Campainha” e Paulo César Fernandes “Professor”

2. Traição na Segunda-feira (4º VIsup)
350 m

Escalada interessante, mas que exige bastante atenção do escalador, pois os lances, apesar de fáceis em sua maior parte, são geralmente mal protegidos. Necessário levar um jogo de friends e 2 cordas para a descida, casa não se queira fazê-la pelo cume. Os pontos de parada estão sempre a 50 m de distância do último ponto de reunião.

2002 – Alessandro “Flores” Rosário, Marcel Leoni, Nicolau Araujo e Vitor Christ

Face Oeste

3. Pedra do Cone, Face W (3º IIIsup)
570 m

Conquista que representou um marco na escalada em rocha na cidade pois, além de ter sido a maior via de sua época, foi a primeira escalada na qual se empregou equipamento móvel, em Petrópolis. Para se chegar à base, o melhor acesso é pelo sítio nº 900, da Estrada do Mata-Porcos, seguindo-se um fio de antena de TV que levará até a base. Composta basicamente por lances em aderência, é necessário levar algum equipamento móvel, como 1 jogo de nuts ou friends, para proteger eventuais lacas, especialmente nos últimos esticões; além de 2 cordas de 50 m para trabalhar a redução de atrito e em caso de rappel pela própria via. A descida é dificultada após os 200 m iniciais, portanto, deve-se tomar cuidado em caso de chuva. Uma boa dica é descer pelo próprio cume e aproveitar a caminhada.

02/08/1979 – Wanderlei Stumpf e César Augusto Delgado

Face Sudoeste

4. Pedra do Cone, Face SW (4º VIsup)
450 m

Via mais diversificada e exigente da Pedra do Cone. Apesar de ser tecnicamente fácil, possui lances expostos e delicados em aderência, com proteções e paradas móveis. A partir do 6º esticão não há mais proteções fixas. A partir daí, o rappel terá que ser feito com 2 cordas, utilizando-se de eventuais arbustos para ancoragem e, até mesmo, desescalando ou abandonando material móvel pela parede. Desta forma, o mais interessante é que se desça pelo cume, por caminhada. São necessários 2 jogos de friends.

1998 – Marcel Leoni e Vitor Christ

23. Morro da Reunião (1.520 m)

Esta montanha tem duas faces de rocha que abrigam uma escalada em cada lado, sendo que a face nordeste está situada no Vale do Bonfim,  enquanto que a face noroeste está situada no vale formado entre o Morro da Reunião e a face leste do Alcobaça, com visual para muitas plantações de hortaliças. Ambas são tecnicamente bastante fáceis, constituindo-se boa opção para iniciantes, além de possuírem acesso fácil e rápido, devido à proximidade da rua com a base das vias. No entanto, é necessário atravessar áreas de plantio e, por isto, deve-se pedir permissão antes de fazê-lo. A montanha oferece, ainda, grande potencial para abertura de novas vias fáceis, predominando a técnica de aderência.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita, – uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Paraíso Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m adiante fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda de escalada esportiva mais difícil de toda a cidade. Continuar pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Continuar pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada. Mais 300 metros à frente, há outra bifurcação. À direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda. Para atingir a base do Paredão Ana Cristina, basta percorrer um trecho curto de mata, imediatamente à frente da linha da via. Para acessar a base do Paredão Alcides Costa, após passar pela bifurcação da capela, virar na primeira à direita, seguindo a estradinha até encontrar o ponto mais próximo ao traçado da via. É importante se ter cuidado com abelhas e marimbondos pela trilha.

Face Nordeste

1. Ana Cristina, Pr. (3º V)
220 m

16/10/1984 – Deusdedith Côrtes e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

Face Noroeste

2. Alcides Costa (3º IV)
210 m

01/05/1983 – Antônio Carlos Magalhães, Jeferson Costa e Willian Walsh “Zaraba”

24. Pedra Comprida (1.618 m)

É um setor de escalada esportiva com excelentes rotas em granito  de grande qualidade. Situada no caminho para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, é uma das áreas de escalada do município com maior desenvolvimento nos últimos anos, tendo, atualmente, mais de 30 vias e oferecendo, ainda, potencial para abertura de outras dezenas de excelentes rotas em livre. Tem sofrido com a depredação através da construção de vias ferratas, pelo turismo de aventura local.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita – uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Paraíso Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m adiante fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda esportiva mais difícil de toda a cidade. Continue pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Continuar pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada.  Mais 300 metros à frente, há outra bifurcação. A da direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda. A partir deste ponto, avista-se a Pedra Comprida exatamente à frente de quem segue a estrada. Prosseguir por mais 300 m até chegar a outra bifurcação. Tomando-se a pista da direita, por mais uns 200 m, chega-se à porteira do Parque Nacional da Serra dos órgãos. Ao invés disso, tomar a pista da esquerda, seguindo as placas em direção à Pousada Paraíso Açu. Após atravessar a ponte de madeira, é interessante informar-se melhor na Pousada Paraíso Açu, sobre o trajeto para atingir a base da Pedra Comprida, que está bem próxima dali.

Setor da Ironia

1. Bico de Pé (VIIIa)
17 m

Via que tem o crux logo no início, exigindo boa visualização no seu terço final. É tecnicamente constante e se destaca por estar longe das demais vias da falésia, próxima a Fissura Ironia do Destino e com todo o visual da parede da esquerda. Um infeliz detalhe é estar próxima a uma escada de aço.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum” e Pedro Leal David “Pedrinho”

2. Ironia do Destino, Fiss. (3º V)
200 m

A maior parte da via é feita por dentro de uma grande canaleta, sem visual externo. Seu início pode ser feito tanto pela esquerda de uma grande laca, quanto por sua direita, sendo que em ambos os lados são exigidas técnicas de entalamento, além de equipamento móvel. Via interessante pela aventura dos trepa-pedras e movimentos em tesoura exigidos nessa fácil escalada. É a única rota que vai diretamente até o cume da montanha. Necessário 1 jogo de friends.

1986 – Leonardo Álvares e Ulisses Mello

3. Grito Guardado (A2/VIIIa)
40 m

A via possui 2 esticões. Se feita em livre exige, em grande parte, entalamento de punho. O segundo esticão é um pouco mais vertical e técnico, com uma colocação de peças mais exigente. Até a impressão deste guia, só foram trabalhados alguns movimentos do 1º esticão, sendo que o grau proposto em livre gira em torno do VIIIa. São necessários 1 jogo de friends, nuts médios e 1 rurp.

1998 – Fábio Muniz e Marcel Leoni

4. Cowboy Friend, Fiss. (VIIc/A2 – grau sugerido)
40 m

O primeiro esticão foi trabalhado em livre, sendo dois terços deste em um contínuo off-width. O 2º esticão é de entalamentos rasos de punho e oposição. Ambos os esticões foram trabalhados em livre, mas ainda não encadeados. Encontra-se, no final, com a Grito Guardado. São necessários 1 jogo de friends, sendo alguns grandes repetidos, e 1 jogo de nuts.

Flávio e Ralf Côrtes

5. Vice-versa, Fiss. (VIIc/A1)
18 m

A 1ª via esportiva móvel a ser encadeada neste setor. Um teto de VIIc em fenda de entalamento de punhos. Depois da virada do teto, sai num contínuo VIIa, com possível colocação móvel tanto na fenda esquerda quanto na da direita. Apesar de curta, a via é muito bonita, proporcionando movimentos exóticos e técnicos. É necessário 1 jogo de friends.

1993 – Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

6. Via do Píer (VI)
15 m

Única via em um dos poucos blocos aproveitáveis próximos à parede. Do topo do bloco tem-se um panorama geral de quase todas as vias do Setor da Ironia.

Luciano Bender e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”. Equipada por Gláucio Tavares, Marcos Vinícius e Rodrigo Cardoso

7. Necas de Petibiriba (VIIIc/IXa)

Uma das vias mais bonitas e técnicas do local. Seqüência técnica que a liga a uma pequena, mas exigente, oposição. A cor da rocha e a textura são bastante peculiares.

Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

8. Hieróglifo, Fiss. (VIIIa/A1 – 1º esticão, grau confirmado; VIIIb/c – 2º esticão, grau sugerido)
50 m

Belíssima fissura frontal com 2 paradas fixas, uma a cada 25 m. Feita em livre, representa uma das escaladas em fendas mais difíceis de Petrópolis, com exigentes entalamentos de punho em trechos negativos, tendo uma ótima continuidade de punho raso e dedos no 1º esticão, e delicado entalamento de dedos no 2º (não encadeado ainda). Pode também ser toda feita em artificial móvel, com colocações perfeitas das peças, como em todas as outras vias mencionadas do setor. São necessários 2 jogos de friends, 1 jogo de nuts e 1 micronut. Duas cordas facilitam o rappel.

1993 – Alexandre Galvão e Mário Arnaud

Setor do Ser

9. Fissura Atalho do Louco, Vr. (A2) – variante da Fissura Hieróglifo
20 m

Microfissura levemente negativa, tendo em sua maior parte colocações não muito fáceis de material móvel. À medida que progride, vai se afinando até desaparecer. São necessários 1 jogo de micronuts de cabo e alguns friends pequenos/médios, para se chegar à primeira parada da Fissura Hieróglifo, onde há 2 grampos de ½”.

01/05/1997 – Luciano Bender e Reinaldo Rabelais

10. Balacobaco (IXb)

Sendo levemente negativa, é uma escalada de resistência-técnica em regletes e movimentos em oposição. É mais técnica e explosiva no final.

1998 – Daniel Rabelais

11. Ziriguidum (IXa)

É parecida com a via anterior. Possui uma bonita oposição na metade da via, uma seqüência técnica no final do 1º terço e, depois, continuidade com recuperação e agarras grandes.

1998 – Daniel Rabelais

12. Espumas Flutuantes (Xa)
27 m

Técnica e de continuidade de força. Caracteriza-se por possuir regletes pequenos e médios, com 2 cruxes bem explosivos da metade para cima.

1998 – Fábio Muniz

13. Colher de Chá, Vr. (IXc/Xa) – variante da Gargalhadas e Lágrimas
27 m

Bem bonita, técnica e com passadas longas, exige atenção em sua visualização.

1998 – Fábio Muniz

14. Gargalhadas e Lágrimas (Xa)

Entre as vias mais difíceis deste setor, certamente esta é a mais bonita, contando com grande continuidade de passadas em regletes. Técnica/continuidade de força.

Fernando Aires e Nicolau Araújo

15. Black Bird (VIIc/VIIIa)
70 m

O primeiro esticão é de continuidade, explosivo e técnico. Seqüência chave no último terço. O segundo esticão (A1/VIIc) tem uma interessante virada do negativo.

1994 – Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

16. Manguetown (Xa)
30 m

Bastante vertical e supertécnica/explosiva de continuidade nos seus 13 m finais. É a via mais difícil da montanha, dentro de suas características.

Daniel Rabelais

17. Quebra-galho (VIIIc)

Crux técnico/explosivo bem difícil, logo no início, e continuidade de VIIa típico do local.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Marcos Vinícius da Silva “Marquinho” e Prudente Aguiar

18. Testosterona (VIIc)

Via técnica e de continuidade, com crux logo no início. Movimentos aéreos e bonitos no final do 1º esticão.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Alexandre Galvão e Prudente Aguiar

19. Não é a Mamãe (VIIIa)

É bastante parecida com a via anterior, sendo que a seqüência técnica inicial é menos concentrada.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Marcos Vinícius da Silva “Marquinho” e Prudente Aguiar

20. Madre Mia (VIIIb)

Dois cruxes explosivos/técnicos no início, seguindo em VIsup.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum”, Daniel Rabelais e Prudente Aguiar

21. Reluzências do Ser (VIIIb)
120 m

Foi a primeira via de escalada esportiva conquistada no local, originalmente conhecida como Ser de Pedra. Técnica e de resistência, com cruxes explosivos no início, e lance técnico no final do 1º esticão. Sendo bastante variada em estilo, é certamente uma das vias mais bonitas da montanha. O 3º e último esticão é cotado em VIsup de resistência, sendo levemente negativo, com buracos e agarras grandes e perfeitas, proporcionando uma sensação de “estar nas alturas”. Para completar, há ainda um semi-teto no final da via, garantindo passadas bastante aéreas.

07/1991 – Alexandre Galvão, Fábio Muniz, Gláucio Tavares e Marcos Vinícius “Marquinho”

22. Metais Leves (VIIIb)

Possui cruxes de técnica/força logo no início da via e, quando se junta a  Reluzências do Ser, passa a ser técnica e de resistência.

Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

23. Anti-doping (VIIc)

Via que possui algumas agarras cavadas, logo nos primeiros movimentos. Proporciona bonita movimentação técnica e de resistência quando se junta à via Reluzências do Ser.

Alexandre Galvão e Mário Arnaud

24. A Insustentável Leveza do Ser (Vsup)

Ótima alternativa de se escalar na parte mais alta da parede, sendo uma via de resistência com muitos buracos e agarras grandes.

Alexandre Aguiar “Shacundum” e Daniel Rabelais

25. Com Unhas e Dentes (VIIb)

Via técnica que exige um pouco de resistência.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum” e Daniel Rabelais

26. Chuva Eterna, Fiss. (A2/VII)
60 m

Necessários 2 jogo de friends e 1 jogo de nuts.

17/08/1996 – Marcel Leoni, Leandro Siqueira e Rogério Matos

27. Crepúsculo do Ser, Fiss. (VIIb)
60 m

Possui 3 esticões de escalada esportiva móvel de 1ª qualidade. Posicionamento em tesoura e oposição relativamente fácil. Via clássica do local. É necessário 1 jogo de friends.

1993 – Alexandre Galvão e Mário Arnaud

25. Morro Açu (2.232 m)

O Morro Açu, além de ser conhecido como uma das montanhas mais altas de Petrópolis, é caracterizado por oferecer um dos visuais mais belos da Serra dos Órgãos, sendo caminho para a famosa Travessia Petrópolis-Teresópolis. A formação geológica dos “Castelos do Açu”, no cume da montanha (mas não em sua parte mais alta), proporcionam um espetáculo à parte – um aglomerado de grandes blocos arredondados de granito polido, que compõe a forma de uma gigantesca tartaruga, a 2.216 m de altitude. Para escalar nesta área, deve-se estar atento às orientações e horários de funcionamento previstos pela administração do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Localização: Serra dos Órgãos. Divisa Petrópolis / Magé / Guapimirim.

Como chegar: partindo-se de Petrópolis, seguir em direção ao bairro Bonfim. Do ponto final do ônibus “Bonfim”, seguir por 1,6 km até o Bar do Tchê, onde está localizado o “Poço do Pinheiral”. Dali, anda-se por mais 1,2 km até a porteira do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que é o último ponto até onde o carro pode chegar. Neste local, há um pequeno largo para quem quiser parar o carro. Na porteira, é necessário identificar-se, deixando os dados pessoais anotados com os guardas-parques e informando a previsão de retorno, os participantes da excursão, entre outros detalhes. Anda-se por mais 1,6 km até o primeiro ponto de água potável. Depois é só seguir pela trilha principal, tomando-se sempre muito cuidado para não pegar algum atalho, principalmente à direita de quem sobe. Para isto, basta se guiar pela trilha mais batida. Deste primeiro ponto de água, anda-se por mais 1 km até o início da subida da Pedra do Queijo. Até este ponto há água potável em diversos trechos. No entanto, a partir daí, só se encontra água em boas condições no cume do Morro Açu e, ainda assim, é aconselhável o uso de purificadores de água e/ou cloro. Neste trecho há uma bifurcação. Seguindo para a esquerda, toma-se a direção para a Gruta do Presidente, cachoeiras do Véu da Noiva e do Alicate, Morro do Alicate, Pico do Glória, Mamute, Morro do Cubaio, Castelitos e Travessia Petrópolis-Teresópolis via Morro do Cubaio. Seguindo pela direita, toma-se a direção para o caminho tradicional do Morro Açu, passando-se pela Isabeloca, e, depois do Açu, para o caminho normal da Travessia Petrópolis-Teresópolis. Após a bifurcação que marca o início da subida do Queijo, anda-se por mais 1 km até se atingir o platô da Pedra do Queijo. Deste ponto, anda-se por mais 1,8 km até atingir o local conhecido por Ajax, onde é possível encontrar água. No entanto, não é recomendável consumi-la, pois testes já apresentaram a presença de coliformes fecais. Do Ajax até o Chapadão ou Morro da Isabeloca são cerca de mais 900 m de caminhada, onde atinge-se um grande marco de pedra. Dali até os Castelos do Morro Açu são apenas mais 1,9 km. Desta forma, o total da caminhada, partindo-se do ponto final do ônibus, é de cerca de 11km, sendo 8,2 km partindo-se da porteira do Parque.

* Estas medidas foram feitas por Jaci Corrêa.

1. Diedro A Grande Ilusão (3º IIIsup)
400 m

A via não possui proteções fixas, sendo necessário levar 1 jogo de friends. O Diedro A Grande Ilusão fica à esquerda do grande e principal diedro da parede do Morro Açu. Este último, por sua vez, não é favorável à escalada.

Como chegar: dirigir-se até o cume do Morro Açu e caminhar em direção à Pedra do Sino. Descer no vale entre o Morro Açu e o Morro do Marco e tomar à esquerda em direção à parede. Chegando-se próximo ao destino, perto da base da parede, o terreno fica bastante inclinado e há um grampo de 3/8” no qual deve ser feito um rappel. Descer e costear a parede até chegar ao primeiro diedro, que começa a 60 metros da base.

17/11/1990 – André Ilha e Ricardo de Moraes

Castelos do Açu

2. Canal dos Ventos (VIIc)
15 m

Localizada na parte de trás da pedra que forma o “Abrigo 1”, ao lado da pedra do mirante do cabo-de-aço, possui apenas 5 grampos para proteger os lances, além de mais um outro para o rappel, já no topo, sendo todos de 3/8”. No entanto, a via é muito protegida. O crux está entre o 2º e o 3º grampo. É facilmente identificável pois está bem perto da aresta esquerda, de quem vê os blocos como na foto acima. Possui este nome devido aos fortes ventos canalizados que circulam entre os grandes blocos.

09/02/1992 – Jamerson Souza e Rogério Matos

3. Tremedeira (A1+)
15 m

Está localizada no bloco central dos Castelos do Açu, e sua base fica no grande salão entre a parte de trás do “Abrigo 2” e a parte de trás da pedra onde está localizada a via Despertar da Campainha. A via possuia penas 3 chapeletas com chumbadores de 8 mm e um grampo no final para o rappel. Para repetir a via, são necessários 1 par de cliffs de buraco, 2 pares de estribos e alguns nuts de cabo.

06/01/1996 – Álvaro Barros, Marcel Leoni e Rogério Matos

4. Despertar da Campainha (VIIc)
15 m

Com apenas 5 grampos para proteger os lances e 1 no topo, para facilitar o rappel, na parte da extrema direita do bloco (tendo como referência quem sobe a via), possui em sua 2ª metade uma difícil seqüência de “barrigas” para serem transpostas. O nome é uma homenagem ao falecido Otto, um dos conquistadores. “Campainha” é o apelido pelo qual Otto era carinhosamente chamado por seus amigos, em alusão ao apelido do irmão – Márcio Köptcke “Buzina”.

17/12/1995 – Jeferson Costa, Luciano Bender e Otto Köptcke

 

Setor 5 – Serra das Araras

O Setor 5 está compreendido entre os bairros de Araras e Fazenda Inglesa, no Vale de Araras.

26. Pedra da Amizade (1.300 m)

Localizada às margens da BR-040, na Estrada do Contorno, possui acesso fácil e rápido, a poucos metros da estrada. É uma montanha de coloração negra, com grandes paredes, e alguns negativos (pequenos tetos) em tons amarelados, que a caracterizam bastante. Fora da época de seca, aflora da montanha uma pequena cascata, que pode ser vista à direita dos tetos. Excelente opção para quem busca escaladas longas em aderência, ou fendas e negativos em artificial. O melhor local para se estacionar o carro é no Posto Brazão. Não é aconselhável deixar o veículo no acostamento devido ao fluxo intenso de automóveis pela rodovia, e também para não chamar a atenção de “oportunistas”. O ônibus da linha Rocio passa pela base.

Localização: Fazenda Inglesa. BR-040 (Rodovia Washington Luiz – Estrada do Contorno), km 72, sentido Juiz de Fora.

Como chegar: vindo do Rio, sentido Juiz de Fora, no km 72 da BR-040, avista-se a montanha à direita, que quase se “debruça” sobre a estrada. A montanha está localizada um pouco antes do posto e restaurante Brazão, no qual há um retorno (km 71) e onde pode-se parar o automóvel. Para se chegar às vias Brenda Bravo e Che Guevara, basta seguir a canaleta à esquerda do Paredão da Amizade. A base deste último está localizada no trecho onde a rocha mais se aproxima do asfalto, 400 m depois da placa indicativa do km 72, em direção ao km 71, estando a cerca de apenas 10 metros da estrada. E, por fim, para se chegar à base do Transilvânia, deve-se subir por alguma das canaletas de escoamento de água que estiver na direção da via, e depois continuar por um trecho curto com mato.

Face Noroeste

1. Brenda Bravo, Pr. (5º VI)
300 m

Via pouco protegida, possibilitando média de apenas uma proteção por esticão. São necessários alguns friends pequenos e médios, para efetuar costuras em eventuais lacas, e 2 cordas de 50 m para rappel. O traçado da via é bem óbvio, com exceção dos dois últimos esticões, onde é necessário fazer boa “leitura” da via para não errar. Deve-se tomar cuidado redobrado com as agarras quebradiças do veio de cristal, entre a metade do segundo esticão e o início do terceiro. A via está localizada cerca de 100 m à esquerda do Paredão Che Guevara, e sua visualização é um pouco difícil, pois no primeiro esticão a primeira proteção fica a uns 30 m da base. Uma boa referência é atentar-se a um pequeno diedro que fica a uns 4 m da base.

07/10/1997 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Marcel Leoni

2. Che Guevara, Pr. (5° VIsup)
310 m

Também conhecido por escaladores locais como Paredão Sem Nome, conta com muitos lances em aderência, nos quais estão concentrados os trechos mais difíceis da escalada.

17/08/1991 – Mario Arnaud, Santa Cruz, Mauricio Mota, Ricardo Borges, Christian Costa, Gustavo Mello e Jan Raush

3. Paredão da Amizade (5º Vsup)
350 m

A via começa à esquerda de uma laca com mato, no km 72, no trecho onde a parede possui inclinação que se assemelha a uma “saia”, e sem vegetação. Também este é o ponto no qual a parede mais se aproxima do acostamento, estando a base da via a cerca de 10 m do asfalto.

13/08/1972 – Waldemar Guimarães e Waldinar dos Santos

Face Oeste

4. Transilvânia, Pr. (5º VI A2)
130 m

Belíssima via de escalada, sua linha acompanha a seqüência de negativos e do grande teto da montanha. Escalada em agarras, aderência e fendas. Deve-se tomar cuidado no segundo esticão, que é praticamente todo feito com proteções móveis, pois as fendas apresentam alguns trechos quebradiços. A via não atinge o final da parede, terminando logo após o teto. São necessários 2 jogos de friends, 2 jogos de nuts de cabo, micronuts diversos, cliffs de buraco e de agarras, cordeletes de 3 ou 4 mm (ou plaquetas recuperáveis) para se fixar aos parafusos do teto e 2 cordas de 50 m para o rappel.

03/02/1996 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Ildinei de Oliveira, Leandro Siqueira e Rogério Matos

27/28. Pedra do Pastor (1.260 m)

Localizada às margens da BR-040, na Estrada do Contorno, possui acesso fácil e rápido, a poucos metros da estrada. É uma montanha de coloração negra, com grandes paredes. Predominam as aderências e, nas vias mais verticais, belas seqüências de buracos. Por ser uma montanha bastante extensa, foi dividida em cinco setores, para melhor visualização das vias.

Localização: Fazenda Inglesa. BR-040 (Rodovia Washington Luiz – Estrada do Contorno), km 68 (Setor do Colégio) e km 69 (demais setores), sentido Juiz de Fora.

Como chegar: vindo do Rio, sentido Belo Horizonte, no km 69 da BR-040, avista-se a montanha à direita. Duzentos metros adiante fica a entrada da trilha para o Quarup, subindo-se por uma escadaria à direita da estrada e por onde escoam águas fluviais. Subir estas escadas e continuar pelo leito do rio até atingir a base, poucos metros à frente. Para acessar o setor do Colégio, entrar no Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (IPAE), com a devida autorização na portaria. É importante ter cuidado redobrado com a queda de pedras neste setor, de modo a não atingir ninguém abaixo, nas instalações do colégio. Também, é fundamental manter o silêncio neste local e agir de forma sempre adequada, por respeito à instituição. Para chegar à base das vias deste setor, deve-se entrar à esquerda de um pequeno barracão/viveiro, nos fundos do colégio. Para acessar os setores do Dimensões e da Ovelha Negra, basta subir por uma das canaletas de escoamento de águas pluviais, na beira da estrada. Já o setor do Cão Pastor fica ao lado do acostamento e não é necessário subir por canaletas, nem trilhas. Exceto para quem desejar escalar as vias Universos Paralelos, Limite das Trevas ou Degenerados, cujo acesso para suas bases consiste em subir por uma pequena canaleta de água, à esquerda, bem como o Cão Pastor ou o Quarup. Já para atingir a Falésia do Olimpo, é necessário escalar por alguma das vias. Caso a intenção seja fazer uma incursão rápida à falésia, o mais aconselhável é subir pelo Paredão Quarup.

Setor do Colégio

1. Variações de um Mesmo Tema, Pr. (5° VIsup)
230 m

Via interessante e variada, localizada 30 m à esquerda da via Obelix. Seu início em fenda logo dá lugar a aderências bem técnicas. O primeiro esticão é o mais difícil, porém protegido. Já os seguintes podem ser protegidos com boas, mas poucas colocações móveis (não muito fáceis de achar). É necessário levar um jogo de friends, fitas grandes e duas 2 cordas de 50 m para “rapelar”.

03/08/1999 – Alex Sandro Riberio “Chê”, Ildinei de oliveira e Leandro Siqueira “Bidu”

2. Obelix, Pr. (5° Vlsup) – projeto
60 m

Iniciada em 1994: Alexandre Aguiar “Shacundum” e Prudente Aguiar

3. Asterix , Pr. (5° VIIb)
250 m

Via clássica do setor. Seu primeiro esticão em aderência extrema é um prato cheio para os amantes da técnica.

06/01/1991 – Jeferson Costa, Luis Eduardo Nogueira “Duda” e Reinaldo Rabelais

4. Vira-lata de Aço, Pr. (5° VI)
150 m

O rappel do final da via só é possível pelo Paredão Ana Cláudia.

16/03/1995: Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Marcel Leoni

5. Ana Cláudia, Pr. (5° VIsup)
160 m

Bonita escalada, possui apenas uma seqüência um pouco mais técnica, graduada em VIsup.

07/04/1994 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Ildinei de Oliveira e Marcel Leoni

6. Variante dos 20 – (V) – variante do Pr. Ana Cláudia
20 m

Possui apenas um grampo ao final.

20/03/1994 – Rogério Matos

7. Antraz, Vr. (V) – variante do Pr. Peyote
75 m

Localizada entre os paredões Ana Cláudia e Peyote, a via começa utilizando o primeiro grampo desta última. É bem protegida em sua parte inicial, mas no 2º esticão tem as proteções um pouco distantes.

02/11/2001 – Alex Sandro Ribeiro Chê”, Ricardo Rocha e Jorge Fernandes

8. Peyote, Pr. (5º VI)
200 m

Em 1993 foi realizada uma recuperação da via, quando a grampeação original sofreu pequena alteração. Na ocasião, foi conquistada uma curta variante em um trecho que antes era considerado bastante desprotegido. Caso seja feito o último esticão, são necessárias 2 cordas de 50m para o rappel.

14/05/1989 – Marcio Köptcke “Buzina”, Eric Nyssens, Renato Walter Mattos e Willian Walsh “Zaraba”

Setor do Dimensões

9. Universo em Desencanto, Pr. – projeto iniciado por Eric Nyssens

10. Via dos Buracos (VI) – projeto iniciado em 1994 por Ildinei de Oliveira, Leandro Siqueira “Bidu” e Marcel Leoni

11. Morto-vivo, Pr. (6º VIIIa) – projeto com 80 m, iniciado em 1995 por Alexandre Aguiar “Shacundum” e Prudente Aguiar

12. Dimensões Alheias, Pr. (7º VIIc A1)
230 m

Uma das escaladas mais técnicas desta parede. Possui pequenas seqüências de lances extremos em aderência; e lances técnicos e delicados em agarras. São necessários nuts de cabo para dois pequenos trechos em artificial de parafusos.

1999 – Alexandre Galvão, Francisco Balter, Jeferson Costa, Leandro Borré, Luciano Bender e Paulo Jorge Moreira “Mariola”

13. Artificial de grampos (A1)
30 m

Via muito antiga, da qual desconhece-se a autoria. A qualidade das proteções não oferece segurança. A via termina logo acima do platô.

Setor das Fendas

14. Ninho de Cobra , Fiss. (5° VI A1)
60 m

Via quase toda feita com proteções móveis. Sua parte inicial é bem fácil; já o segundo esticão, todo feito em uma linda fissura de dedos, é mais difícil. A via está localizada no grande bloco entre os paredões Dimensões Alheias e Universos Paralelos. São necessários 1 jogo de friends, 1 jogo de nuts de cabo e 2 cordas de 50 m.

2000 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Ricardo Rocha e Alessandro Rosário

15. Dente de Cobra, Vr. (VIsup) – variante da Ninho de Cobra
5 m

Exigente fissura de dedos. Necessários nuts e friends pequenos (0.5/1.5 ).

2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Jorge Fernandes

16 – Antes da Chuva, Vr. (Vsup) – variante da Ninho de Cobra
30 m

Escalada de dificuldade média, sem proteções fixas. O rappel é feito pela Ninho de Cobra. São necessário nuts, friends (0.5, 1, 1.5 e 2) e 01 corda de 50 m.

23/11/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”

17. Os Abutres têm Fome, Vr. (V) – variante da Ninho de Cobra
45 m

Escalada fácil, não possui nenhuma proteção fixa, mas com boa possibilidade de colocação móvel. Pode-se seguir até o final da Ninho ou ir para a árvore grande no início desta, de onde é possível “rapelar”. São necessários nuts, friends (0.5, 1, 1.5 e 2), pitons angle, 01 corda de 50 m e fitas grandes.

21/11/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Ricardo Rocha

18. Simpatia pelo Diabo, Pr. (6° Vll) – projeto
70 m

Iniciada em 1994, por Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Raphael Cavadas, a via se encontra inacabada. Caracterizada por possuir um semi-teto, cortado por uma fenda no 1º esticão, a via é exigente e bem protegida, toda com grampos.

Setor do Cão Pastor

19. Universos Paralelos , Pr. (7º VIIa)
200 m

Uma das mais tradicionais e bonitas vias da região. De dificuldade constante, aumentando progressivamente, possui lances verticais em agarras, e passadas delicadas de aderência.

09/07/1989 – Eric Nyssens e Jeferson Costa

20. Limite das Trevas, Vr. (VIIb) – variante da Universos Paralelos
20 m

Variante toda protegida por chapeletas, caracteriza-se por possuir uma bonita seqüência de buracos e lances técnicos de aderência, logo ao sair da base. Ótima alternativa para iniciar a via Universos Paralelos.

08/05/1993 – Jeferson Costa e Vera Lúcia Siqueira

21. Degenerados, Pr. [5º VI A1 (A0 (2)/VIIIa)]
120 m

Localizada à esquerda da via Universos Paralelos, possui lances com proteções de qualidade duvidosa: grampinhos antigos de ¼”, com olhal de argolinha. O que mais chama a atenção na via é um pequeno teto, no final do segundo esticão, com três agarras de resina e que, feito em livre, está cotado em VIIIa. É composta de lances em livre, em agarras e aderência, e trechos em artificial fixo e cliffhangers. São necessários 1 par de estribos e cliffs para laca e buraco de 1/4”.

21/07/1995 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Leandro Siqueira “Bidu”

22. Casa de Calango, Vr. (5º Vsup) – variante da Rei de Paus
90 m

O 1º esticão da via é bem protegido, todo com chapeletas douradas. O 2º também é bem protegido, mas, depois do 3º grampo, a via ganha lances longos. De dificuldade média, possui bastantes agarras quebradiças. É necessário levar um friend 0.5 para o 2º esticão.

19/12/2002 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Jorge Fernandes e Rafael Wojcik

23. Zulu Maldito, Vr. (5º VII) – variante da Rei de Paus
90 m

A parede, em seu começo, é um pouco suja. A primeira metade do 1º esticão, bem protegida, é a parte tecnicamente mais difícil. Conforme a dificuldade cai, os lances vão ficando mais desprotegidos. Seu 2º esticão é bem exposto e exige muita atenção. São necessários friends 0.5  e 2. O rappel deve ser feito pela via Rei de Paus ou levando-se 2 cordas de 50 m.

05/12/1996 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Marcel Leoni

24. Rei de Copas, Vr. (Vsup) – variante da Rei de Paus
50 m

Um pouco mais difícil que o 1º esticão do Rei de Paus. As proteções são um pouco distantes, sendo bem protegidos os lances mais difíceis. Via de aderência com alguns pontos onde a pedra é bastante podre.

2000 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Leandro Siqueira “Bidu” e Tânia Regina de Carvalho

25. Rei de Paus, Pr. (5º V)
250 m

Bela via, com técnicas de aderência de dificuldade média. Os três primeiros esticões são os mais bonitos. Como opção de rappel mais retilíneo, utiliza-se a via Universos Paralelos.

1993 – Fábio Macedo, Jeferson Costa, Luis Cordeiro e Ronaldo de Oliveira “Lego”

26. Cão Pastor, Pr. (3º IV)
250 m

Via fácil e com grampeação distante, toda protegida em grampos de 3/8”. Deve-se ter atencão especial no lance que vem depois da primeira parada, pois o grampo seguinte não é bem visível. Apesar de ser uma boa opção para iniciantes, mesmo com corda de cima, é necessário cuidado pois há alguns lances mal protegidos em diagonal. No seu final, passa à direita da Falésia do Olimpo, indo até o cume.

20/12/1981 – Giovanni Tartari, Jorge Luis Gomes e Mozart Catão

27. Quarup, Pr. (2º III C)
260 m

Escalada predominantemente em diagonal, é bem fácil e bastante protegida. Na hora de descer, é melhor que seja pelo Paredão Universos Paralelos, pois o rappel pelo Quarup não é tão simples em função da trajetória da rota. Em seu último esticão, conta com um cabo-de-aço de cerca de 10 m, que transpõe a parede da Falésia do Olimpo, passando à esquerda das vias esportivas, até atingir o cume.

10/02/1982 – André Paz, Helena Lopes Ladeira, Jorge, Lúcia, Luiz Fernando Sayão, Mario Arnaud e Oswaldo Pereira “Santa Cruz”

Falésia do Olimpo

27. cabo-de-aço do Pr. Quarup (C)
10 m

10/02/1982 – vide conquistadores do Pr. Quarup

28. Travessuras de Pan (VIsup)
10 m

1992 – Alexandre Galvão e Fábio Muniz

29. Face da Medusa (VIIb)
12 m

1992 – Alexandre Galvão e Fábio Muniz

30. Veias de Hércules (VIIc)
13 m – Top-rope (corda de cima)

1992 – Alexandre Galvão e Fábio Muniz

 Setor da Ovelha Negra

  

31. Ovelha Negra, Pr. (4º V sup)
200 m

Tem como característica principal a seqüência de platôs óbvios.  Um jogo de nuts pode ajudar nas proteções. Por ser pouco freqüentada, é necessário abrir caminho até a base.

29/03/1980 – André Ilha e César Augusto Vasconcellos

29. Pedra do Minotauro (1.258 m)

Localizada às margens da BR-040, na Estrada do Contorno, possui acesso fácil e rápido, a poucos metros da estrada. É uma montanha de coloração mais clara, com grandes paredes nas quais predominam as aderências. A inclinação da parede cai, progressivamente, da parte esquerda da montanha para a direita.

Localização: Fazenda Inglesa – BR-040 (Estrada do Contorno)

Como chegar: vindo do Rio, sentido Juiz de Fora, no km 69 da BR-040, avista-se a montanha à esquerda, por trás da fábrica Café Solúvel Alpha. Para acessar as vias, basta descer por uma grande escadaria de escoamento de águas pluviais (a maior e mais larga delas), à beira do acostamento (do lado da pista no sentido Rio) e pouco antes da fábrica. Depois de descer a escadaria, andar alguns metros para a direita, até encontrar o ponto mais fácil para atravessar o rio. Após cruzá-lo, suba reto até encontrar uma 1º trilha que corta perpendicularmente a direção da montanha. Ir para a esquerda, descendo um pouco, e depois pegar outra trilha que sobe para a direita. Deve-se seguir até o fim e entrar no mato à esquerda, em direção à pedra. Pode ser necessário levar um facão para abrir um pouco a trilha.

Setor do Minotauro

1. Projeto

Iniciado em 2002 – Adriano Peixoto, Dalton Chiarelli e José Sergio “Zecão”

2. Centauro, Pr. (6° VIIa) – projeto
120 m

Iniciado em 1994 por José Sergio “Zecão” e Luciano Bender

3. Minotauro, Pr. (5° VIsup)
330 m

Grande clássico da região. Via em que predominam técnicas de aderência. No geral, as proteções são distantes, mas as partes mais difíceis são bem protegidas. Levar 2 cordas é uma ótima opção para o rappel.

27/10/1985 – André Ilha, Cézar Vasconcellos e Sérgio Tartari

4. Luiz Alberto Alexandre Cordeiro, Pr. (4° V sup)
300 m

Necessária uma corda de, no mínimo, 55 metros. Se a escalada for feita até o final, e o rappel pelo Paredão Minotauro, uma corda é suficiente. Levar 2 cordas de 50 m, caso se opte por fazer o rappel pela própria via. Atenção pois o 5º esticão possui 55 m.

16/02/2000 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Ildinei de Oliveira, Leandro Siqueira

Setor do Catingão

5. Os Caçadores do Diedro Perdido, Pr. (5° Vsup)
225 m

Para se chegar à base da via, após atravessar o rio paralelo à estrada, atinge-se uma 1ª trilha transversal. Ignorar e seguir reto em direção ao mato até atingir uma 2ª trilha. Continuar para a direita. Depois de uns 5 minutos de caminhada, a floresta à direita começa a dar lugar ao capim. Descer um pouco, mas não muito. A trilha  fica imediatamente antes do trecho onde o relevo cai abruptamente. Atravessar o mato até chegar à parede, depois seguir pela mata à esquerda. É necessário “varar” um pouco de mato ou subir reto pelo costão, seguindo para a direita. A partir daí, o diedro é facilmente localizado. São necessários 1 jogo de friends, fitas variadas e 2 cordas de 50 m, caso se queira “rapelar” pela própria via.

24/11/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Jorge Fernandes e Ricardo Rocha

6. Cheirosão, Pr. (3º IV)
270 m

Ótima opção para iniciantes, por ser bastante protegida e possuir muitos lances fáceis, dos quais a maioria é feita em técnica de aderência.

09/12/2001 – Carlos Alexandre Soares, Ricardo Serrano e Wanderley Stumpf

7. Catingão, Pr. (3º III)
250 m

Via muito bem protegida e de inclinação suave, com ótimas proteções fixas. Ideal para iniciantes participarem e guiarem.

28/06/2001 – Antonio Carlos Magalhães e Fábio Cotta Araújo

30. Maria Comprida (1.926 m)

Representando uma das mais importantes elevações do Estado do Rio de Janeiro, a Maria Comprida já gerou pânico entre aviadores de décadas passadas. Sua imponência e condições climáticas não favoráveis faziam crescer, na época, as possibilidades de se chocarem contra ela – fato já acontecido anos atrás. Em igual proporção, também despertava a ambição de aventureiros, desde o início do século passado. Em 1932, após muito esforço, finalmente seu inédito cume foi alcançado, através da grande canaleta, na face nordeste da montanha – percurso que ganharia poucas repetições até hoje. Dois anos mais tarde, foi conquistada uma nova rota – a Passagem Leander, atual “caminho normal” para o topo, por uma trilha íngreme, já em sua face oeste. Nos dias atuais, a Maria comprida ainda é um grande desafio a quem deseja se aventurar por suas paredes, que contam com potencial para a abertura de novas Big Walls.

Localização: Serra das Araras. Araras.

Como chegar: a partir da BR-040, dirigir-se ao distrito de Araras. Caso desejar escalar a face sul, após chegar imediatamente abaixo de sua parede, procurar pelo Sítio João e Maria, pedindo permissão com 72 horas de antecedência ao proprietário Jaime Del Cueto, através do e-mail delcueto@visualnet.com.br ou pelos telefones (21) 2549-7890 / (24) 2225-0455 / 9212-4422. Após passar pelo sítio, encosta-se rapidamente na base do paredão. A partir daí, basta ir contornando a parede até chegar na base da via Domínio das Sombras. Já para atingir a face nordeste, existem dois caminhos: um é seguir pela travessia Araras x Secretário e o outro por Secretário. Pelo primeiro caminho, depois de cerca de 45 minutos de caminhada, existe uma estrada para a esquerda. Deve-se segui-la até o final, passar por uma porteira e continuar por uma estrada tomada pelo mato. Um riacho marca o fim da estrada e o começo de uma trilha, meio indefinida, à direita. Prossiga por esta até chegar a outro riacho mais caudaloso. A partir daí, é só continuar rio acima e, em menos de uma hora, atinge-se a base da via. Já pelo outro caminho, deve-se ir até restaurante com cerca de bambús do Capim Roxo,  onde existe uma bifurcação. Entrar à direita e seguir em frente por cerca de 2 a 3 km. Após isto, há uma segunda bifurcação – virar à direita. Automóveis chegam até a porteira; daí por diante, somente à pé, seguindo-se até o riacho.

Face Sul

1. Domínio das Sombras, Pr. (D6 5º A3)
830 m

Com exceção dos dois primeiros esticões e do último em trepa-mato, os demais esticões alternam lances em cliff, com passadas em livre ou artificial móvel, protegidos por parafusos, grampos e chapeletas. São necessários 2 jogos de friends, camelots 4, 4.5 e 5 (se repetidos melhor), 1 jogo de nuts de cabo ou plaquetas recuperáveis (rivets), 2 cordas de 55m, cliffs de agarra e de buraco 1/4” (dois pares de cada), fitas grandes, portaledges ou redes para bivaque. É interessante levar uma pequena talhadeira de 1/4” pois alguns buracos de cliff podem não ser encontrados; bem como levar algumas plaquetas sobressalentes para chapeletas. A via começa por uma grande rampa inclinada e termina em um grande bloco de pedra, no cume.

2000 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Ildinei de Oliveira e Leandro Siqueira “Bidu”

Face Nordeste

2.  Via da Canaleta (2º III)
± 400 m

Sua conquista marcou o início da escalada em rocha em Petrópolis, tendo representado um feito admirável até os dias atuais. Não possui repetição há muitos anos, tendo sido parcialmente regrampeada, de cima para baixo, em meados de 1993. Sendo assim, somente seu final conta com boas proteções fixas. O acesso até a base pode ser feito subindo-se o Morro do João Grande e, a partir de seu cume, seguindo-se até o colo formado com o rochoso da Maria Comprida. De todo modo, o ideal é que seja feito um reconhecimento prévio da base, para encontrar o melhor acesso à via de escalada.

08/1932 – Conrad Berk, Eméric Ungar e Schaut

3. Maria Nebulosa (3º V)
1.040 m

Trata-se de um grande costão de rocha, que acompanha um sistema de escoamento de água da montanha, com muita vegetação em volta. Apesar de bastante extensa, é uma via tecnicamente fácil e não exige pernoites na parede. São necessários friends 1.5, 2 e 3, duas cordas de 50 m para uma eventual descida e fitas variadas. É aconselhável descer pela trilha de caminhada, pois existem muitas pedras soltas na parede. Alguns esticões não são muito óbvios, portanto, é importante fazer uma boa “leitura” da via. As proteções são distantes.

04/06/2002 – Alex Sandro Ribeiro “Chê”, Jorge Fernandes, Pedro Miranda e Rafael Wojcik

 

Setor 6 – Serra do Cantagalo

O Setor 6 compreende o Vale do Cuiabá, na Serra do Cantagalo.

31. Pedra do Cantagalo Oeste (1.520 m)

Apesar de ter sua beleza ofuscada pela imponência da parede da Pedra do Cantagalo, o Cantagalo Oeste tem seu valor, principalmente por oferecer um potencial enorme para a conquista de novas vias de escalada com extensão média de 300 m. No entanto, possui apenas umavia de escalada. O local, por ser isolado, reserva um ambiente bastante tranqüilo para a prática da escalada e do montanhismo em geral.

Localização: Serra do Cantagalo – Cantagalo / Cuiabá

Como chegar: tomar a BR-395, estrada que liga Petrópolis a Teresópolis e, no km 7,5, entrar à esquerda e seguir em direção ao vale do Cuiabá, zerando o odômetro assim que sair da rodovia federal . Passar pela Escola Municipal Theodoro Machado e, no km 3,5, entrar à direita, seguindo a placa para o Cantagalo. Cerca de 4 km depois, começam-se os acessos para o Cantagalo e para o Cantagalo Oeste. Recomenda-se deixar o veículo na Rua “A” (vide placa), que fica em uma ladeira pavimentada com cimento. Para se chegar à base da escalada, deve-se retornar a pé por uns 100 m, subindo à esquerda por uma elevação de capim gordura, sem trilha definida. A base da única via, o Paredão Oliver Ochs, fica cerca de cinco metros à direita de uma árvore solitária que se encontra no final desta elevação, sendo facilmente identificada de longe. A caminhada até a base dura aproximadamente 20 minutos.

Oliver Ochs, Pr. [5° Vsup (A0/VIIa)]
324 m

Via muito bem protegida, com média de 1 grampo a cada 4 metros. O rappel pode ser feito com uma corda de 50 m, sendo também possível descer a partir do cume, por caminhada. Todos os lances acima de VI podem ser feitos em artificial A0. O nome da via faz uma homenagem a Oliver Ochs, falecido no ano de 2002, após sofrer um acidente durante uma excursão.

10/2002 – Ricardo Serrano e Wanderlei Stumpf

32. Pedra do Cantagalo (1.788 m)

Montanha de paredes imponentes, cuja face noroeste faz lembrar o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Durante anos, vários escaladores já passaram por suas paredes, tendo iniciado outras vias sem concluí-las. Somente em 2003 o Cantagalo teve sua primeira ascensão completa pela parede. Desde então, passou a contar com umas das vias mais bonitas da cidade, quase toda feita em livre. Suas outras faces ainda oferem grande potencial para a abertura de novas rotas, prometendo vias longas e engajadas. O local, por ser isolado, reserva um ambiente bastante tranqüilo para a prática da escalada e do montanhismo em geral.

Localização: Serra do Cantagalo – Cantagalo / Cuiabá

Como chegar: tomar a BR-395, estrada que liga Petrópolis a Teresópolis e, no km 7,5, entrar à esquerda e seguir em direção ao vale do Cuiabá, zerando o odômetro assim que sair da rodovia federal. Passar pela Escola Municipal Theodoro Machado e, no km 3,5, entrar à direita, seguindo a placa para o Cantagalo. Cerca de 4 km depois, começam-se os acessos para o Cantagalo e para o Cantagalo Oeste. Em função do grande aumento no número de condomínios em seu entorno, não há caminhos permanentes. Por isto, o ideal é que se converse com o proprietário de alguma residência mais próxima à parede, ou algum síndico de um dos condomínios, solicitando-lhe passagem.

O Galo Cantou, Pr. [7° VIIc A2 (A0/VIIIa)]
400 m

Sem dúvida, uma das mais belas paredes do País. Sua imponência e estética são bem impressionantes, sendo uma escalada exigente e diversificada, com predominância da escalada livre em proteção móvel, além de alguns lances em artificial. A descida é feita pela própria via, por rappel com duas cordas de 50 m, e são exigidos pelo menos dois dias para repeti-la.

Para atingir a base, leva-se cerca de 1 hora de caminhada. São necessários 2 cordas de 50 m, 2 jogos de friends (médios repetidos), microfriends diversos ou TCUs, 1 jogo de nuts de cabo, 1 par de cliffs talon, 1 par de cliffs chouinard (p/lacas).

07/2003 – Leandro Siqueira “Bidu”, Marcel Leoni e Sergio Tartari

 

Setor 7 – Secretário

O Setor 7 está compreendido entre os distritos de Itaipava e Secretário.

33. Pedra de Itaipava (1.369 m)

Elevação mais destacada deste distrito de Petrópolis, possui apenas uma via de escalada. Itaipava, em tupi-guarani, significa “Pedra que Chora” – outro nome pelo qual a montanha também é conhecida. A Pedra de Itaipava, vítima da especulação imobiliária, tem hoje o acesso à sua base fechado. Para chegar à base da montanha, pode ser necessária uma boa “negociação” com o vigia, síndico ou algum proprietário de residência do condomínio próximo à base.

Localização: Itaipava. BR-040 (Rodovia Washington Luiz), km 59, sentido Juiz de Fora.

Como chegar: pegar a Rodovia BR-040, sentido Juiz de Fora, e, por volta do km 58,5 – já no distrito de Itaipava, tomar o retorno à direita da pista, indo em direção ao Condomínio Saison.

1. Projeto

Iniciado por Ricardo Serrano e Wanderlei Stumpf

2. Pedra que Chora, Pr. (4° IVsup A1)
350m

Sua maior característica é uma grande horizontal, fácil, que cruza um teto por baixo. Após este trecho, há uma pequena seqüência em artificial A1. Predomina a técnica de aderência.

08/05/1983 – Antônio Carlos Magalhães, Luiz Carlos Gomes, Paulo Vitor Penna da Rocha, Ricardo Serrano, Wanderlei Stumpf e Willian Walsh “Zaraba”

34. Pedra do Capim Roxo (1.332 m)

Enorme monolito rodeado de paredes por todas as suas faces, que conta apenas com uma via de escalada e oferece potencial para a abertura de inúmeras outras. Dependendo da face, oferece belíssimo visual do vale de Secretário e do Pico da Maria Comprida.

Localização: Secretário

Como chegar:  após passar a entrada para a Pedra Roxa, seguir em direção ao Condomínio Capim Roxo. Passando o condomínio, tomar a primeira à esquerda e, depois, novamente à esquerda. Seguir até o fim da estrada. Pedir permissão e entrar pelo terreno da residência que fica bem próximo à parede. Pular a cerca à esquerda de uma caixa d’água e seguir em direção a uma segunda e grande caixa d’água. Caminhar por um leito de rio seco até a base, de onde avista-se com facilidade o primeiro grampo zincado do Paredão Quinze Anos de Atraso, a cerca de 4 m do chão. Da estrada até a base leva-se aproximadamente 10 minutos.

. Quinze Anos de Atraso (4º Vsup)
450 m

Escalada bastante variada, com fendas e fissuras para dedos e mãos. A via alterna, ainda, passadas em agarra e aderência. Nos dois primeiros esticões, pode-se fazer diversas costuras com proteção móvel. A partir do 4º esticão, a via torna-se bastante desprotegida; no entanto, os lances não passam de IV ou V grau. É importante tomar cuidado no 5º esticão para não errar o traçado da via. Necessário levar jogo de friends e nuts diversos, fitas tubulares e duas cordas de 50 m.

30/04/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Jorge Fernandes

35. Pedra Roxa (1.267 m)

Belíssimo point com diversas vias que podem ser inteiramente escaladas com proteção móvel, incluindo fissuras e chaminés, além de várias rotas com proteção fixa. A via mais fácil é uma chaminé de I grau. As vias grampeadas, em geral, estão classificadas entre o IV  e o VI grau; e as mais difícieis são as fendas, que chegam até o VII grau. No inverno, é importante tomar muito cuidado com os carrapatos!

Localização: Secretário.

Como chegar: para chegar à Pedra Roxa, deve-se seguir pela BR-040, sentido Belo Horizonte. Por volta do km 52, em frente à cervejaria Itaipava, é necessário sair da rodovia e entrar à direita, passando por baixo do viaduto. Depois, dirigir-se para Secretário, seguindo as placas, pela RJ-123, e descer uma pequena serra. Após 7,5 km, chega-se ao centro de Secretário. Passa-se por um posto de gasolina e pelo pequeno comércio até chegar à primeira entrada, à esquerda, onde há uma pequena ponte. Continuar por esta estrada de terra, por cerca de 4,5 km, até chegar à porteira da Pedra Roxa. Esta estrada é a mesma que leva às famosas cachoeiras de Secretário (uma boa referência), localizadas pouco antes da entrada para a Pedra Roxa, no Rio Maria Comprida. A Pedra Roxa pode ser avistada por trás destas cachoeiras. Após passar a porteira, continuar em direção à Pedra, estacionando o carro cerca de 500 m adiante, antes de uns grandes blocos de pedra à esquerda.

Face Nordeste

1. Promenade, Ch. (1º II)
150 m

Canaleta óbvia, localizada na face nordeste da montanha. Toda a segurança é feita “de ombro”, a partir dos diversos platôs de pedra existentes. Boa opção para quem desejar fazer uma incursão rápida ao cume.

19/09/1982 – André Ilha e Lúcia  Duarte

Face Noroeste

2. Bezerro Desmamado, Pr. (5º VI)
160 m

Via bem protegida, com lances de agarras e aderência. Deve-se tomar cuidado, apenas, com as agarras quebradiças do segundo esticão. Não possui grande verticalidade em sua maior parte. No entanto, a seqüência onde se encontra o crux possui inclinação próxima aos 90º.

05/11/1995 – Francisco Balter, Jeferson Costa, Leandro Borré e Luciano Bender

3. Vaca Preta, Pr. (5° VI)
100 m

Via relativamente bem protegida. Deve-se tomar cuidado com agarras quebradiças. Interessante que se leve alguns cordeletes para eventual rappel em chapeletas ou grampos pequenos. É bom também levar um friend 1.5 ou 2.0, para proteger o lance que fica depois do primeiro grampo da 2ª parada, no local onde desceu a laca. O nome da via foi dado em homenagem à queda de 35 m que o conquistador Paulo “Mariola” sofreu durante a conquista da via.

10/1993 – Jeferson Costa, Paulo Jorge Moreira “Mariola” e Renato Walter Mattos

4. Boi Paralelo, Pr. - projeto

Iniciado por Marcelo Garcia, Marcelo Mussel e Waldyr Garcia

5. Boi Reto, Pr. (3º IV)
180 m

Predominantemente em técnica de agarras, esta é uma belíssima linha reta e ideal para quem está começando a escalar. Possui um trecho bastante vertical, beirando os 90º de inclinação, mas todo em agarrões, o que dá um charme especial à via. Quase todas as paradas são duplas.

1994 – Francisco Balter, Leandro Borré, Luciano Vogel e Marco Telles

6. Vaca da Sua Mãe, Pr. (4° VI)
180 m

Via que alterna bonitas e fáceis passadas de aderência no início, e lances mais delicados em agarras no final.

Adriano Peixoto “Ted” e Dalton Chiarelli

7. Boi que Nada, Pr. (4° VI)
150 m

A via é toda em chapeletas, com grampos somente nas paradas, a cada 50m. O rappel pode ser realizado com corda única, utilizando-se os mailons fixos nas chapeletas. De todo modo, é interessante levar duas cordas para não se correr o risco de fazer a descida em chapeletas, ou então, carregar fitas/cordeletes sobressalentes para abandonar na chapeleta, se for o caso, na hora do rappel, e não danificar a corda. O início da via é mais protegido; no entanto, os 2º e 3º esticões apresentam alguns lances mais desprotegidos. Não atinge o cume.

25/08/1999 – Adriano Peixoto “Ted”, André Carneiro, Ildinei de Oliveira, Gustavo Madeira e Rafael Tórtora

8. Vaca Louca, Pr. (4º V)
150 m

Via exposta, contando com uma média de uma a duas proteções entre uma parada e outra. São necessárias 2 cordas de 50 m para a descida pela via.

26/09/1998 – Jeferson Costa e Reinaldo Rabelais

9. Touro Louro, Pr. (5° Vl)
150 m

Via bem protegida, apresenta algumas passadas mais técnicas, principalmente no final do último esticão.

11/1998 – Jeferson Costa e Julian Kronemberger

Setor do Lagarto

Face Nordeste do Lagarto

 

10. Bedrock, Fiss. (7° VII)
150 m

Escalada exigente, toda realizada com proteção móvel. Possui um difícil trecho, logo no início da via, em off-width (entalamento de meio corpo). São necessários 2 jogos de friends, camalots 4, 4/5, 5 e pelo menos 1 big brother.

1986 – Annelise Fraga, Leonardo Alvarez e Marcello Ramos

11. Bumba-meu-boi, Fiss. (4° V)
150 m

Via inteiramente com proteções móveis. São necessários nuts médios e grandes, friends diversos e TCU.

04/06/1995 – André Ilha, Dalton Chiareli e Fábio Cox

Face Noroeste do Lagarto

12. projeto

13. Metamorfose, Fiss. (5º VIsup)
150 m

Necessário 1 jogo de friends. A via não foi repetida pelos autores e, por isto, o croqui não está sendo informado neste Guia.

1986 – Annelise Fraga e Leonardo Alvares

14. Bubulubu, Ch. (II)
35 m

Chaminé média que facilita o acesso à Chaminé Maitaca e suas variantes – as fissuras Drácula e das Trevas. Não há proteções, nem pontos naturais para costurar.

07/09/1995 – André Ilha

Face Sudoeste do Lagarto

15. Maitaca, Ch. (5º VI)
170 m

Localizada no “lagarto” da Pedra Roxa, seguindo um óbvio sistema de chaminés, pode ser toda escalada utilizando-se nuts como proteção, inclusive em suas paradas. É considerada a primeira escalada mais engajada, em Petrópolis, com o uso deste tipo de equipamento.

17/02/1982 – André lha, José Lozada e Lúcia Duarte

16. Fissura das Trevas, Vr. (VIsup) – variante da Chaminé Maitaca
45 m

Necessários big brothers, nuts grandes e friends médios/grandes.

09/09/1995 – André lha e Luiz Fernando Mattos

17. Fissura Drácula, Vr. (V) – variante da Chaminé Maitaca
40 m

Necessários big brothers e friends médios/grandes.

24/09/1995 – André lha e Fábio Cox

Respostas

  1. vou a teresopolis queria sabe onde escalar se poder me dizer os melhores lugares


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