O Setor 7 está compreendido entre os distritos de Itaipava e Secretário.
33. Pedra de Itaipava (1.369 m)
Elevação mais destacada deste distrito de Petrópolis, possui apenas uma via de escalada. Itaipava, em tupi-guarani, significa “Pedra que Chora” – outro nome pelo qual a montanha também é conhecida. A Pedra de Itaipava, vítima da especulação imobiliária, tem hoje o acesso à sua base fechado. Para chegar à base da montanha, pode ser necessária uma boa “negociação” com o vigia, síndico ou algum proprietário de residência do condomínio próximo à base.
Localização: Itaipava. BR-040 (Rodovia Washington Luiz), km 59, sentido Juiz de Fora.
Como chegar: pegar a Rodovia BR-040, sentido Juiz de Fora, e, por volta do km 58,5 – já no distrito de Itaipava, tomar o retorno à direita da pista, indo em direção ao Condomínio Saison.
1. Projeto
Iniciado por Ricardo Serrano e Wanderlei Stumpf
2. Pedra que Chora, Pr. (4° IVsup A1)
350m
Sua maior característica é uma grande horizontal, fácil, que cruza um teto por baixo. Após este trecho, há uma pequena seqüência em artificial A1. Predomina a técnica de aderência.
08/05/1983 – Antônio Carlos Magalhães, Luiz Carlos Gomes, Paulo Vitor Penna da Rocha, Ricardo Serrano, Wanderlei Stumpf e Willian Walsh “Zaraba”
34. Pedra do Capim Roxo (1.332 m)
Enorme monolito rodeado de paredes por todas as suas faces, que conta apenas com uma via de escalada e oferece potencial para a abertura de inúmeras outras. Dependendo da face, oferece belíssimo visual do vale de Secretário e do Pico da Maria Comprida.
Localização: Secretário
Como chegar: após passar a entrada para a Pedra Roxa, seguir em direção ao Condomínio Capim Roxo. Passando o condomínio, tomar a primeira à esquerda e, depois, novamente à esquerda. Seguir até o fim da estrada. Pedir permissão e entrar pelo terreno da residência que fica bem próximo à parede. Pular a cerca à esquerda de uma caixa d’água e seguir em direção a uma segunda e grande caixa d’água. Caminhar por um leito de rio seco até a base, de onde avista-se com facilidade o primeiro grampo zincado do Paredão Quinze Anos de Atraso, a cerca de 4 m do chão. Da estrada até a base leva-se aproximadamente 10 minutos.
. Quinze Anos de Atraso (4º Vsup)
450 m
Escalada bastante variada, com fendas e fissuras para dedos e mãos. A via alterna, ainda, passadas em agarra e aderência. Nos dois primeiros esticões, pode-se fazer diversas costuras com proteção móvel. A partir do 4º esticão, a via torna-se bastante desprotegida; no entanto, os lances não passam de IV ou V grau. É importante tomar cuidado no 5º esticão para não errar o traçado da via. Necessário levar jogo de friends e nuts diversos, fitas tubulares e duas cordas de 50 m.
30/04/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Chê” e Jorge Fernandes
35. Pedra Roxa (1.267 m)
Belíssimo point com diversas vias que podem ser inteiramente escaladas com proteção móvel, incluindo fissuras e chaminés, além de várias rotas com proteção fixa. A via mais fácil é uma chaminé de I grau. As vias grampeadas, em geral, estão classificadas entre o IV e o VI grau; e as mais difícieis são as fendas, que chegam até o VII grau. No inverno, é importante tomar muito cuidado com os carrapatos!
Localização: Secretário.

Como chegar: para chegar à Pedra Roxa, deve-se seguir pela BR-040, sentido Belo Horizonte. Por volta do km 52, em frente à cervejaria Itaipava, é necessário sair da rodovia e entrar à direita, passando por baixo do viaduto. Depois, dirigir-se para Secretário, seguindo as placas, pela RJ-123, e descer uma pequena serra. Após 7,5 km, chega-se ao centro de Secretário. Passa-se por um posto de gasolina e pelo pequeno comércio até chegar à primeira entrada, à esquerda, onde há uma pequena ponte. Continuar por esta estrada de terra, por cerca de 4,5 km, até chegar à porteira da Pedra Roxa. Esta estrada é a mesma que leva às famosas cachoeiras de Secretário (uma boa referência), localizadas pouco antes da entrada para a Pedra Roxa, no Rio Maria Comprida. A Pedra Roxa pode ser avistada por trás destas cachoeiras. Após passar a porteira, continuar em direção à Pedra, estacionando o carro cerca de 500 m adiante, antes de uns grandes blocos de pedra à esquerda.
Face Nordeste

1. Promenade, Ch. (1º II)
150 m
Canaleta óbvia, localizada na face nordeste da montanha. Toda a segurança é feita “de ombro”, a partir dos diversos platôs de pedra existentes. Boa opção para quem desejar fazer uma incursão rápida ao cume.
19/09/1982 – André Ilha e Lúcia Duarte
Face Noroeste

2. Bezerro Desmamado, Pr. (5º VI)
160 m
Via bem protegida, com lances de agarras e aderência. Deve-se tomar cuidado, apenas, com as agarras quebradiças do segundo esticão. Não possui grande verticalidade em sua maior parte. No entanto, a seqüência onde se encontra o crux possui inclinação próxima aos 90º.
05/11/1995 – Francisco Balter, Jeferson Costa, Leandro Borré e Luciano Bender
3. Vaca Preta, Pr. (5° VI)
100 m
Via relativamente bem protegida. Deve-se tomar cuidado com agarras quebradiças. Interessante que se leve alguns cordeletes para eventual rappel em chapeletas ou grampos pequenos. É bom também levar um friend 1.5 ou 2.0, para proteger o lance que fica depois do primeiro grampo da 2ª parada, no local onde desceu a laca. O nome da via foi dado em homenagem à queda de 35 m que o conquistador Paulo “Mariola” sofreu durante a conquista da via.
10/1993 – Jeferson Costa, Paulo Jorge Moreira “Mariola” e Renato Walter Mattos
4. Boi Paralelo, Pr. - projeto
Iniciado por Marcelo Garcia, Marcelo Mussel e Waldyr Garcia
5. Boi Reto, Pr. (3º IV)
180 m
Predominantemente em técnica de agarras, esta é uma belíssima linha reta e ideal para quem está começando a escalar. Possui um trecho bastante vertical, beirando os 90º de inclinação, mas todo em agarrões, o que dá um charme especial à via. Quase todas as paradas são duplas.
1994 – Francisco Balter, Leandro Borré, Luciano Vogel e Marco Telles
6. Vaca da Sua Mãe, Pr. (4° VI)
180 m
Via que alterna bonitas e fáceis passadas de aderência no início, e lances mais delicados em agarras no final.
Adriano Peixoto “Ted” e Dalton Chiarelli
7. Boi que Nada, Pr. (4° VI)
150 m
A via é toda em chapeletas, com grampos somente nas paradas, a cada 50m. O rappel pode ser realizado com corda única, utilizando-se os mailons fixos nas chapeletas. De todo modo, é interessante levar duas cordas para não se correr o risco de fazer a descida em chapeletas, ou então, carregar fitas/cordeletes sobressalentes para abandonar na chapeleta, se for o caso, na hora do rappel, e não danificar a corda. O início da via é mais protegido; no entanto, os 2º e 3º esticões apresentam alguns lances mais desprotegidos. Não atinge o cume.
25/08/1999 – Adriano Peixoto “Ted”, André Carneiro, Ildinei de Oliveira, Gustavo Madeira e Rafael Tórtora
8. Vaca Louca, Pr. (4º V)
150 m
Via exposta, contando com uma média de uma a duas proteções entre uma parada e outra. São necessárias 2 cordas de 50 m para a descida pela via.
26/09/1998 – Jeferson Costa e Reinaldo Rabelais
9. Touro Louro, Pr. (5° Vl)
150 m
Via bem protegida, apresenta algumas passadas mais técnicas, principalmente no final do último esticão.
11/1998 – Jeferson Costa e Julian Kronemberger
Setor do Lagarto

Face Nordeste do Lagarto

10. Bedrock, Fiss. (7° VII)
150 m
Escalada exigente, toda realizada com proteção móvel. Possui um difícil trecho, logo no início da via, em off-width (entalamento de meio corpo). São necessários 2 jogos de friends, camalots 4, 4/5, 5 e pelo menos 1 big brother.
1986 – Annelise Fraga, Leonardo Alvarez e Marcello Ramos
11. Bumba-meu-boi, Fiss. (4° V)
150 m
Via inteiramente com proteções móveis. São necessários nuts médios e grandes, friends diversos e TCU.
04/06/1995 – André Ilha, Dalton Chiareli e Fábio Cox
Face Noroeste do Lagarto

12. projeto
13. Metamorfose, Fiss. (5º VIsup)
150 m
Necessário 1 jogo de friends. A via não foi repetida pelos autores e, por isto, o croqui não está sendo informado neste Guia.
1986 – Annelise Fraga e Leonardo Alvarez
14. Bubulubu, Ch. (II)
35 m
Chaminé média que facilita o acesso à Chaminé Maitaca e suas variantes – as fissuras Drácula e das Trevas. Não há proteções, nem pontos naturais para costurar.
07/09/1995 – André Ilha
Face Sudoeste do Lagarto

15. Maitaca, Ch. (5º VI)
170 m
Localizada no “lagarto” da Pedra Roxa, seguindo um óbvio sistema de chaminés, pode ser toda escalada utilizando-se nuts como proteção, inclusive em suas paradas. É considerada a primeira escalada mais engajada, em Petrópolis, com o uso deste tipo de equipamento.
17/02/1982 – André lha, José Lozada e Lúcia Duarte
16. Fissura das Trevas, Vr. (VIsup) – variante da Chaminé Maitaca
45 m
Necessários big brothers, nuts grandes e friends médios/grandes.
09/09/1995 – André lha e Luiz Fernando Mattos
17. Fissura Drácula, Vr. (V) – variante da Chaminé Maitaca
40 m
Necessários big brothers e friends médios/grandes.
24/09/1995 – André lha e Fábio Cox
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