Setor 4 – Serra dos Órgãos

O Setor 4 está compreendido entre os bairros Humberto Rovigatti e Bonfim, estendendo-se até a Serra dos Órgãos, na divisa com os municípios de Magé e Guapimirin.

18. Morro do Teto (1.600 m)

Caracterizado por possuir um imenso teto, com cerca de 100 m latitudinais por 15 m de projeção da parede, e que, por si só, é suficiente para nomear a própria montanha onde está localizado, o Morro do Teto oferece ainda um grande potencial para a conquista de novas vias. Apesar de o grande teto ser totalmente liso e não oferecer possibilidades de escalada em livre, proporciona uma escalada bastante “aérea” e com um belo visual de boa parte da cidade, em um desnível de cerca de 400 m.

Localização: Humberto Rovigatti / Loteamento Samambaia

Como chegar: partindo do Centro, dirigir-se ao bairro do Samambaia, tomando as mesmas indicações para o Morro do Samambaia.

Próximo à antiga Clínica do Caldara, subir a ladeira da Rua Humberto Rovigatti, já no bairro de mesmo nome, até chegar ao portão da Florália. Após chegar à Florália, ponto final do ônibus Humberto Rovigatti, seguir pela rua à esquerda do portão, em direção ao Condomínio Vale do Samambaia. A partir daí, pode ser necessária uma verdadeira “negociação” com os vigias e, eventualmente, o síndico do condomínio, que costumam proibir a passagem. No entanto, pode-se utilizar como referência o Centro Excursionista Petropolitano, que conseguiu, junto à promotora pública Denise Tarim, em 1999, a permissão de passagem pelas ruas do condomínio, por se tratarem do único acesso à montanha, utilizado há muitos anos por montanhistas. De todo modo, é importante que seja informada ao condomínio, previamente, a intenção de escalar a montanha, para que não se corra o risco de perder um dia à toa. Após entrar no condomínio, seguir até o ponto onde a rua mais se aproxima da mata da Reserva do Alcobaça e subir pelo aceiro existente, caso se vá escalar o teto Fora-da-lei, no Setor do Teto. Ou então, seguir em direção à crista posicionada paralela à parede da montanha, para escalar as vias de baixo, do Setor da Ursa Menor, por onde também é possível atingir o teto.

Setor da Ursa Menor

1. Ursa Menor, Pr. (1º I)
115 m

05/04/1981 – Carlos Alberto Moreno de Macedo e Marcelo Moreno de Macedo

2. Highlander, Pr. (2º III)
90 m

26/09/1987 – Carlos Alexandre Soares e Flávio Stock

Setor do Teto

3. Fora-da-lei, Teto (6º A1)
110 m

A escalada proporciona um belo visual da cidade e cenários muito interessantes para fotografias. São necessários fitas diversas, friends pequenos e médios, estribos, ascensores e 20 mosquetões avulsos. O teto possui cerca de 15 m de extensão, e é imprescindível o uso de costuras grandes ao longo dele, e em sua conjunção com a parede, de modo a reduzir o atrito.

09/01/1999 – Ildinei de Oliveira, Luciano Bender e Marcel Leoni

19. Cabeça de Cachorro (1.400 m)

Com características bastante peculiares, é sem dúvida um dos melhores locais em Petrópolis para se escalar, principalmente para os adeptos da escalada esportiva. De coloração amarelo-alaranjada e inclinação bastante vertical, o trecho da primeira metade inferior da parede fica protegido pelo grande negativo acima, na segunda metade da parede. Ótimo local para tirar fotos, especialmente na parede principal, com seus tons de cores não habituais para as paredes petropolitanas. O granito é de textura “macia”, pouco abrasivo, com vias negativas sem igual no Brasil – passadas criativas  e algumas vezes bastante “explosivas”, em agarras invertidas, buracos e batentes. Quedas seguras no vazio tornam o local especial. Oferece vias desde esportivas até escaladas em artificial – excelentes no treinamento para Big Walls. Fendas e muitas agarras são constantes em praticamente todas as vias desta parede. Na face norte há também algumas rotas em aderência, como o Paredão Reticências, além de duas vias fáceis: os paredões Roda de Fogo e O Outro.

Localização: Humberto Rovigatti / Loteamento Samambaia.

Como chegar: partindo do Centro, dirigir-se ao bairro do Samambaia, tomando as mesmas indicações para o Morro do Samambaia.

Próximo à antiga Clínica do Caldara, subir a ladeira da Rua Humberto Rovigatti, já no bairro de mesmo nome, até chegar ao portão da Florália. Após chegar à Florália, ponto final do ônibus Humberto Rovigatti, que fica na praça da entrada da Florália, dirigir-se a uma pequena queda d’água que fica na beira da rua, 100 m adiante. Seguindo ainda pela R. Humberto Rovigatti, após passar por esta queda d’água, cruzar uma pequena ponte e caminhar por mais uns 100 m até encontrar uma estrada de terra à direita de quem caminha. Deve-se subir pela estrada, abrir a porteira e passar por algumas poucas residências, sem deixar de pedir permissão aos moradores. E é só subir pela estradinha. Depois de andar por cerca de 15 minutos, há uma discreta bifurcação, na qual se deve tomar o caminho da direita. Daí é só subir em direção à base da pedra.

Face Norte

1. Roda de Fogo, Pr. (1º III)
60m

Boa opção para iniciantes; no entanto, deve-se tomar cuidado especial na grande horizontal do início da via. Seu nome faz alusão a uma telenovela da TV Globo.

05/04/1987. João Ferreira Barbosa “Joãozinho”, Rosane Vasconcellos e Lis Maria Rabaço

2. O Outro, Pr. (2° IIIsup)
90m

Ótima opção para quem desejar atingir o cume desta montanha, aliando uma caminhada rápida a uma escalada fácil. Trata-se de uma continuidade do Roda de Fogo e, por isto, também ganhou nome de telenovela da TV Globo.

01/05/1987 – Rosane Vasconcellos e Lis Maria Rabaço

3. Reticências, Pr. (5º V)
80m

Predomina a técnica de aderência, sendo o seu crux em lance vertical de pequenas agarras. A via possui este nome pois, desde a conquista, apesar de se ter atingido o cume da montanha, pela extrema esquerda da via, ainda existe uma continuidade a ser explorada, seguindo-se reto no trecho final.

03/05/87 – Alexandre Galvão, Eric Nyssens e Otto Koptcke

4. CEP, Fiss. (4º VI)
120 m

Seguindo um óbvio sistema de fendas, a via inicia em uma pequena chaminé e continua por trechos de fissura e aderência. É toda grampeada, não sendo necessário, portanto, fazer colocações móveis. Seu nome homenageia o Centro Excursionista Petropolitano – CEP.

04/08/2002 – André Ilha, Carlos Alexandre Soares e Wanderlei Stumpf

5. O Curupira, Pr. (5º VIsup)
100 m

Via muito bonita, bastante protegida, com uma pequena seqüência de lances mais exigentes. Começa por uma rampa de 10 m, em aderência, e segue por uma parede um pouco negativa, de tons amarelados. Depois do último grampo, há uma “escalaminhada” de cerca de 50 metros, em costões, até o cume. 

21/02/1999 – Adriano Peixoto e Lourenço Fróes

Setor da América

6. projeto

7. Inesperado, Pr. (A2+)
140 m

Subir em estribos, transpor tetos e negativos pendurado em friends, nuts, pitons, cliffs e parafusos é o que o escalador encontrará nesta via, uma escalada muito bonita e “aérea”. São necessários 2 jogos de friends e dois friends # 1, 1 jogo de nuts pequeno (nuts de cabo para artificial em parafuso de 1/4)”, 2 pitons angle médios, cliffs para buraco 1/4”, várias fitas longas e alguns parafusos de 1/4” para utilização móvel no chumbadores fixos.

12/10/1999 – Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

8. Bulldog, Vr. (IVsup) – variante do Tridedo Perdido
7 m

Opção mais fácil e rápida para quem desejar escalar apenas os negativos desta montanha. Segue rumo à base das vias Em Busca do Tridedo Perdido, Cabeça Feita e Bala Perdida, mas também pode ser utilizada desviando-se para a direita e costurando apenas seus grampos iniciais, para atingir o platô do meio da parede, de onde parte a maioria das vias do negativo. No entanto, esta última opção exige bastante cuidado, pois não há grampos nesta diagonal que, apesar de bastante fácil, torna-se exposta.

22/01/1996 – Alexandre Aguiar “Shacundum”, Daniel Rabelais e Luciano Bender

9. Em Busca do Tridedo Perdido (IXb)
12 m

Explosiva. Vários cruxes que exigem boa leitura. Trabalho de pés e pressão em agarras invertidas. Recuperação antes do último lance em um tridedo, suficiente para ser o responsável pelo nome da via. A movimentação nessas três vias que são o conjunto do Tridedo é bem atlética, acrobática e bem criativa. Além disso, tem que ter força nos cruxes.

1997 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

10. Cabeça-feita (IXa) – variante do Tridedo Perdido
10 m

Via bastante parecida com a Tridedo Perdido, com saída técnica e um pouco exposta.

1997 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

11. Bala Perdida (Xa) – variante do Tridedo Perdido
14 m

Como a anterior, só que mais diluída até o crux final, que é bem difícil, exigindo um pouco de trabalho de pés.

1997 – Fernando Aires

12. Camundongos Nojentos (VIsup) – variante da América Tropical
30 m

Passadas técnicas em oposição.

1994 – equipada por Jamerson Souza e Rogério Matos

13. América Tropical (IXa)
50 m

Durante vários anos, esta via figurou como a escalada mais difícil de Petrópolis e campo de treinamento para uma nova geração de escaladores. Diversas pessoas tiveram participação na “construção” desta rota de escalada, que ainda não atinge o cume da montanha. Depois de seu 1º esticão de VIsup técnico, numa angulação quase vertical, com boas agarras de bolso, buracos e regletes laterais de uma ótima textura, a via segue para a esquerda, em diagonal. Exige resistência, explosão, sendo o crux de difícil visualização no final do 2º esticão, onde encontram-se bons pontos de recuperação antes desta seqüência. Possui várias agarras invertidas e laterais.

Projeto não concluído, iniciado por Alexandre Galvão, Fábio Muniz,  Gláucio Tavares, Leandro Borré,  Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”, Reinaldo Rabelais, entre outros.

14. Bala na Agulha (IXc)
12 m

Variante da América Tropical. Via explosiva que exige força e continuidade em regletes e agarras invertidas.

1997 – Fernando Aires

15. Salada Mista (Xa/Xb) – 3º e 4º esticões não encadeados
100 m

Muito exigente, provavelmente trata-se da via de escalada esportiva mais díficil do País. O 1º esticão (VIIc), apesar de pequeno, exige resistência, parando na base do 2º e maior negativo da parede. A seguir, o 2º esticão (IXc/Xa) é de resistência e explosão, com escalada em oposição, exigindo um eficiente trabalho de pés. Lançamento chave para iniciar a seqüência de resistência final no último terço do esticão. O 3º esticão (IXc/Xa) também exige resistência em regletes, lembrando a via Laranja Mecânica (IXa), nos blocos do Morro da Formiga, contando, no entanto, com um pouco mais de agarras laterais. Já o 4º esticão (Xa/Xb), que ainda não foi todo encadeado, é bastante técnico e de continuidade em abaulados e aderência. As proteções não estão tão próximas como nos esticões anteriores.

Fernando Aires

16. Gritos de Pavor, Pr. (6° VIsup A2)
130 m

Belíssima via, foi uma das primeiras conquistadas em Petrópolis na atual concepção do “estilo Big Wall”, apesar de não se tratar de uma parede grande, nem exigir muitas horas para repeti-la. Todo o 1º esticão é feito em livre, com grandes agarras sólidas, em uma parede de inclinação próxima aos 90º. No 2º esticão, iniciam-se os trechos em artificial, onde são necessários nuts de cabo para passadas em parafusos de 1/4”, friends, um piton angle e um cliff de laca para uma passada perto da parada. O terceiro esticão é praticamente todo feito em parafusos de 1/4”, utilizando-se nuts de cabo. Nesta última parte, há três chumbadores de 5/6”, intercalando os parafusos de 1/4”, nos quais podem ser fixadas plaquetas removíveis de chapeletas, caso se queira dar mais segurança ao trecho. E, no final da via, pode ser necessário fazer uma passada com cliff de buraco. Portanto, é interessante levar uma pequena talhadeira de 1/4” pois os furos antigos podem não ser vistos. Para repetir a via, é necessário levar 1 jogo de friends, 1 piton angle (ou microfriend), nuts de cabo, 2 cordas (uma deve ter pelo menos 55 m), 1 par de cliffs talon (furo 3/8”), 1 par de cliffs de laca e três plaquetas de chapeletas para parafusos de 5/16” (opcional). A descida é feita somente pelo cume ou encordando-se todo o 2º esticão.

27/11/1994 – Jamerson Souza, Paulo Azevedo “Pulim” e Rogério Matos

17. Variante da Gritos (VIIa)
15 m

Variante bastante protegida, com lances técnicos e de força.

Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

18. Pega Aí (IXa)
25 m

Tem em seu início uma seqüência explosiva de microagarras, terminando em uma fenda de VI grau, para a qual é necessário levar alguns friends. Via técnica/continuidade de força. Escalada bem curta em regletes e agarras laterais. Dentro dos IXa “curtos” de Petrópolis, este é o mais difícil.

Gláucio Tavares, Marcos Vinícius e Ralf Côrtes

Vizinho de Rocha

19, 20 e 21 – projetos

22. Dineilândia, Pr. [6º VIIb A1+ (A1/VIIIa)]
230 m

É a única via localizada na porção direita da montanha, no setor  conhecido como “Vizinho de Rocha”.  A base da via é facilmente localizada, estando em uma rampa ao lado de uma grande laca encostada na parede. Possui um negativo de cerca de 30 metros, todo escalado em livre (VIIIa), mas que também pode ser feito em  artificial (A0). Para o rappel, a partir da 4ª parada, são necessárias duas cordas de 50 m, ou então a descida pode ser feita pelo cume. Uma outra dica é encordar os 15 m iniciais do negativo do 5º esticão, de modo que, com uma corda apenas, possa ser feito o rappel completo pela via. Caso se escolha descer pelo cume, é interessante levar um facão, pois há cerca de 30 minutos de “vara-mato” do final da parede até o cume. São necessários cliffs de buraco e estribos para se repetir a via, além de muitas costuras.

14/02/2002 – Felipe “Batata”, Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

23. Vai Lá, Vr. (A1+)
30 m

Começa à direita de um grande diedro, sendo necessários nuts de cabo para as passadas em parafusos de 1/4”.

07/2000 – Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

20. Pico do Alcobaça (1.811 m)

Montanha símbolo do Centro Excursionista Petropolitano, possui apenas uma via de escalada em sua face noroeste, cujo acesso é feito pelo bairro Bonfim, partindo-se do cume da Pedra do Mãe D`água. A vistosa parede oeste possui um enorme diedro que forma um número sete. Esta formação na parede é tão peculiar a ponto de fazer com que o Alcobaça também seja conhecido como “Pedra do Sete”. A Reserva Ecológica do Alcobaça é uma área de preservação permanente da floresta de seu entorno, de onde brotam diversas nascentes responsáveis por abastecer grande parte da região.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda, segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita, uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Paraíso Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m depois fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda de escalada esportiva mais difícil de toda a cidade. Continuar pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Seguir pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada. Mais 300 m à frente, há outra bifurcação. À direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda e virar na primeira à direita, seguindo a estradinha até visualizar uma grande crista à direita do Alcobaça. A crista da esquerda dá acesso ao cume do Alcobaça, por caminhada. Já a da direita é a que dá acesso ao cume do Mãe D’Água e, para se escalar a Face Noroeste do Alcobaça, é por esta crista que se deve subir. Chegando à parte mais alta dela, basta seguir à esquerda em direção à parede da Face Noroeste.

. Face Noroeste do Alcobaça (2º III)
60 m

15/05/1982 – Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens, Murilo Pércia e Cesar Augusto Delgado

21. Mãe D’Água (1.600 m)

Toda a face norte desta montanha oferece vias belas, técnicas e de grande extensão. Do bairro Corrêas e da Estrada União e Indústria, sua parede chama bastante a atenção. A conquista da Face Norte representou um marco para a escalada em rocha em Petrópolis, por se tratar de uma via engajada e técnica, sendo em sua época a rota mais longa da cidade, além de ter sido conquistada num estilo bastante aventureiro para os padrões vigentes.

Localização: Bonfim / Corrêas.

Como chegar: para se chegar na base das vias de escalada da Mãe D’Água, o melhor caminho é tomar as mesmas indicações para o Cabeça de Cachorro e, ao atingir um grande bloco a cerca de 50 m da base da montanha, que possui alguns grampos (bloco da Dança do Sol) tomar uma trilha à esquerda, em direção à estrada da fazenda. Após andar por uma estrada, sombreada pela mata, haverá uma cerca. Passar por ela, seguir a estrada e, no momento em que o pasto à direita estiver no mesmo nível da estrada, seguir por uma trilha sentido nordeste, até chegar a um riacho que corta o vale entre o Mãe D’Água e a Cabeça de Cachorro. Depois de atravessar uma cerca de arame-farpado, atravessar o riacho e, exatamente na reta após sair da trilha, procurar o leito de um riacho seco, perpendicular ao riacho maior que corta o vale. A partir deste ponto, pode ser necessária a utilização de um facão para abrir a trilha. Depois de andar um pouco pelo riacho seco, sair dele subindo por uma mata. Depois, basta utilizar-se do bom senso e trilhar em direção à base da montanha. A primeira via a se atingir será a No Mundo Maior.

1. Mãe D’Água, Vr. da Crista NE (IIsup)
50 m

A variante é composta por um lance inicial em aderência, passando por fissuras rasas em entalamento, e terminando novamente em aderência. A via acaba em um grande platô, a partir de onde pode-se continuar subindo pela crista nordeste até o cume, por mais 400 m. No decorrer desta crista, há alguns pequenos trechos em costões de I grau. São necessários nuts, fitas e friends diversos. Árvores e bicos de pedra também podem ser utilizados como pontos de costura. Não se recomenda, no entanto, que a descida seja feita pela mesma crista, pois esta não possui ponto fixos de proteção. O melhor é descer pela via normal de caminhada. Como não há registros, é possível que, durante a conquista desta variante, tenha-se conquistado, também, todo o acesso pela crista nordeste.

09/01/1982 – Antônio Carlos Magalhães, Eric Nyssens e Lis Maria Rabaço

2, 3, 4 e 6 – projetos

5. Via do Lagartão do Mãe D’Água [6º VIIb (A0(5)/VIIIa)]
370 m

Sem dúvida, uma das escaladas mais completas e bonitas da cidade. Necessário 1 jogo de friends para o 1° esticão e 15 costuras, pois a via é bastante protegida. O trecho do lagarto – um enorme bloco de cerca de 100m – pode ser todo feito em livre, mas não é obrigatório. A via começa em um diedro, à esquerda de um teto.

10/98 – Rogério Matos e Ildinei de Oliveira

7. Mãe D’Água, Face N [5º Vsup (A0(1)/VIIb)]
400 m

Escalada que representou um marco para a sua época, pois, além de longa e exigente, toda protegida com grampos, foi conquistada num espírito bastante aventureiro, sendo de uma dificuldade elevada para os padrões vigentes. A via começa em cima de uma grande laca, até a qual faz-se caminhando. O crux da via, se feito em livre, está logo na primeira metade, em um lance bastante liso e técnico, que, no entanto, não é obrigatório. O trajeto da rota segue por uma óbvia diagonal para a esquerda, natural da montanha, passando por alguns platôs de mato, e terminando em uma grande horizontal/diagonal para a esquerda, que passa por baixo de um grande negativo com tons amarelados que podem ser vistos de longe. O rappel neste trecho torna-se complicado, em função da trajetória diagonal. Por isto, o melhor é descer pelo cume ou encordar o penúltimo esticão.

27/05/1979 – André Ilha e Wanderlei Stumpf

8. No Mundo Maior (4° Vsup)
380 m

Apesar de ser tecnicamente fácil, exige um bom preparo psicológico por contar com grampeação distante em alguns trechos. Passa por um grande diedro no penúltimo esticão, onde é necessário o uso de 1 jogo de friends. A base da via é facilmente identificável, pois está localizada no ponto onde a face norte faz conjunção com a face noroeste, exatamente na parte mais alta de uma pequena crista.

11/04/2002 – Marcel Leoni, Marcos Vinícius e Nicolau Araújo

22. Pedra do Cone (1.342 m)

De aspecto imponente e formato cônico, como o próprio nome indica, a Pedra do Cone conta com quatro vias longas, em granito bastante sólido, oferecendo, ainda, grande potencial para a conquista de novas vias com extensão que pode oscilar entre 250 e cerca de 600 m. A característica predominante nesta parede é a aderência com abaulados. Eventualmente, podem ser encontrados grandes veios de cristal, como no Paredão Dilúvio, ou mesmo pequenas fissuras. A conquista da Face Oeste, em 1979, representou um marco pois, além de ter se tornado a escalada mais longa da cidade na época, utilizaram-se diversas proteções móveis, de forma inédita no município. O grande dificultador para se atingir a maior parte das vias, no entanto, é a necessidade de ter que passar pelo Condomínio Mata-Porcos. Assim, pode ser necessária uma boa argumentação com o vigia, síndico ou algum proprietário de uma das residências. E, após entrar no condomínio, é necessário, ainda, pedir autorização aos donos das propriedades por onde vai se passar para atingir a base das vias.

Localização: Serra dos Órgãos. Bonfim.

Como chegar: seguir pela Estrada União e Indústria, em direção à praça de Corrêas. Contornar a praça e cruzar a ponte sobre o Rio Bonfim, entrando à direita na grande reta da Rua Agostinho Goulão. Prosseguir por 3 km até o final da rua, onde há uma bifurcação da qual pode se avistar, em primeiro plano e à esquerda, a Pedra do Cone; ao fundo e à direita, a Pedra Comprida. Tomar a Estrada do Mata-Porcos, à esquerda. Para se chegar à base da Face Sudoeste, após entrar na Estrada Mata-Porcos, virar na primeira rua à direita – Rua Vale das Flores – e perguntar aos moradores como é que se faz para chegar à base da parede. Para atingir as demais vias, continuar seguindo pela Estrada Mata-Porcos em direção ao Condomínio de mesmo nome, à esquerda. Para chegar à base dos paredões Dilúvio e Traição na Segunda-feira, deve-se passar pela propriedade onde há o trutário do “Seu Oscar”, com a devida autorização. Já para atingir a Face Oeste, deve-se passar pela casa da Dona Maria, logo no início do condomínio. Ou então, caso não se consiga êxito em entrar no condomínio, as possibilidades são ir costeando a pedra a partir da Rua Vale das Flores ou descer do cume, por rappel, até a base.

Face Noroeste

1. Dilúvio, Pr. (3º III)
320 m

Escalada longa e muita bonita, por possuir uma interessante formação de agarras e abaulados nos seus esticões iniciais, assemelhando-se a uma escada. Trata-se de uma ótima opção para iniciantes, devendo-se tomar cuidado, no entanto, pois as proteções são distantes, com média de 15 m entre um grampo e outro.

12/01/1988 – Jeferson Costa, Lis Maria Leoni Rabaço, Otto Köptcke “Campainha” e Paulo César Fernandes “Professor”

2. Traição na Segunda-feira (4º VIsup)
350 m

Escalada interessante, mas que exige bastante atenção do escalador, pois os lances, apesar de fáceis em sua maior parte, são geralmente mal protegidos. Necessário levar um jogo de friends e 2 cordas para a descida, casa não se queira fazê-la pelo cume. Os pontos de parada estão sempre a 50 m de distância do último ponto de reunião.

2002 – Alessandro “Flores” Rosário, Marcel Leoni, Nicolau Araujo e Vitor Christ

Face Oeste

3. Pedra do Cone, Face W (3º IIIsup)
570 m

Conquista que representou um marco na escalada em rocha na cidade pois, além de ter sido a maior via de sua época, foi a primeira escalada na qual se empregou equipamento móvel, em Petrópolis. Para se chegar à base, o melhor acesso é pelo sítio nº 900, da Estrada do Mata-Porcos, seguindo-se um fio de antena de TV que levará até a base. Composta basicamente por lances em aderência, é necessário levar algum equipamento móvel, como 1 jogo de nuts ou friends, para proteger eventuais lacas, especialmente nos últimos esticões; além de 2 cordas de 50 m para trabalhar a redução de atrito e em caso de rappel pela própria via. A descida é dificultada após os 200 m iniciais, portanto, deve-se tomar cuidado em caso de chuva. Uma boa dica é descer pelo próprio cume e aproveitar a caminhada.

02/08/1979 – Wanderlei Stumpf e César Augusto Delgado

Face Sudoeste

4. Pedra do Cone, Face SW (4º VIsup)
450 m

Via mais diversificada e exigente da Pedra do Cone. Apesar de ser tecnicamente fácil, possui lances expostos e delicados em aderência, com proteções e paradas móveis. A partir do 6º esticão não há mais proteções fixas. A partir daí, o rappel terá que ser feito com 2 cordas, utilizando-se de eventuais arbustos para ancoragem e, até mesmo, desescalando ou abandonando material móvel pela parede. Desta forma, o mais interessante é que se desça pelo cume, por caminhada. São necessários 2 jogos de friends.

1998 – Marcel Leoni e Vitor Christ

23. Morro da Reunião (1.520 m)

Esta montanha tem duas faces de rocha que abrigam uma escalada em cada lado, sendo que a face nordeste está situada no Vale do Bonfim,  enquanto que a face noroeste está situada no vale formado entre o Morro da Reunião e a face leste do Alcobaça, com visual para muitas plantações de hortaliças. Ambas são tecnicamente bastante fáceis, constituindo-se boa opção para iniciantes, além de possuírem acesso fácil e rápido, devido à proximidade da rua com a base das vias. No entanto, é necessário atravessar áreas de plantio e, por isto, deve-se pedir permissão antes de fazê-lo. A montanha oferece, ainda, grande potencial para abertura de novas vias fáceis, predominando a técnica de aderência.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita, – uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Paraíso Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m adiante fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda de escalada esportiva mais difícil de toda a cidade. Continuar pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Continuar pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada. Mais 300 metros à frente, há outra bifurcação. À direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda. Para atingir a base do Paredão Ana Cristina, basta percorrer um trecho curto de mata, imediatamente à frente da linha da via. Para acessar a base do Paredão Alcides Costa, após passar pela bifurcação da capela, virar na primeira à direita, seguindo a estradinha até encontrar o ponto mais próximo ao traçado da via. É importante se ter cuidado com abelhas e marimbondos pela trilha.

Face Nordeste

1. Ana Cristina, Pr. (3º V)
220 m

16/10/1984 – Deusdedith Côrtes e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

Face Noroeste

2. Alcides Costa (3º IV)
210 m

01/05/1983 – Antônio Carlos Magalhães, Jeferson Costa e Willian Walsh “Zaraba”

24. Pedra Comprida (1.618 m)

É um setor de escalada esportiva com excelentes rotas em granito  de grande qualidade. Situada no caminho para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, é uma das áreas de escalada do município com maior desenvolvimento nos últimos anos, tendo, atualmente, mais de 30 vias e oferecendo, ainda, potencial para abertura de outras dezenas de excelentes rotas em livre. Tem sofrido com a depredação através da construção de vias ferratas, pelo turismo de aventura local.

Localização: Bonfim.

Como chegar: do início da Estrada do Bonfim, anda-se por 2,9 km até uma bifurcação. Para a esquerda segue a Estrada do Mata-Porcos (caminho para as escaladas da Pedra do Cone). Deve-se tomar o caminho da direita – uma pequena descida onde, dentro de uma curva, há uma ponte e, logo após, a Escola Municipal Odette Young Monteiro, à esquerda. Há placas indicando o caminho para a Pousada Paraíso Açu, que é o mesmo para a Pedra Comprida. A partir daí, 800 m adiante fica o ponto final do ônibus que faz a linha “Bonfim”. Em frente ao ponto final do ônibus há um bloco onde está localizada a via Âmago do Ser, provavelmente a fenda esportiva mais difícil de toda a cidade. Continue pela estrada principal, seguindo por mais 1,6 km até o Bar do Tchê – onde está localizado o Poço do Pinheiral. Continuar pela principal, cruzar a ponte e, na bifurcação seguinte, 300 m adiante, tomar a estrada da esquerda, seguindo as placas para a pousada.  Mais 300 metros à frente, há outra bifurcação. A da direita é a estrada que dá acesso à antiga capela da Fazenda Sampaio. Outra vez, continuar pela estrada da esquerda. A partir deste ponto, avista-se a Pedra Comprida exatamente à frente de quem segue a estrada. Prosseguir por mais 300 m até chegar a outra bifurcação. Tomando-se a pista da direita, por mais uns 200 m, chega-se à porteira do Parque Nacional da Serra dos órgãos. Ao invés disso, tomar a pista da esquerda, seguindo as placas em direção à Pousada Paraíso Açu. Após atravessar a ponte de madeira, é interessante informar-se melhor na Pousada Paraíso Açu, sobre o trajeto para atingir a base da Pedra Comprida, que está bem próxima dali.

Setor da Ironia

1. Bico de Pé (VIIIa)
17 m

Via que tem o crux logo no início, exigindo boa visualização no seu terço final. É tecnicamente constante e se destaca por estar longe das demais vias da falésia, próxima a Fissura Ironia do Destino e com todo o visual da parede da esquerda. Um infeliz detalhe é estar próxima a uma escada de aço.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum” e Pedro Leal David “Pedrinho”

2. Ironia do Destino, Fiss. (3º V)
200 m

A maior parte da via é feita por dentro de uma grande canaleta, sem visual externo. Seu início pode ser feito tanto pela esquerda de uma grande laca, quanto por sua direita, sendo que em ambos os lados são exigidas técnicas de entalamento, além de equipamento móvel. Via interessante pela aventura dos trepa-pedras e movimentos em tesoura exigidos nessa fácil escalada. É a única rota que vai diretamente até o cume da montanha. Necessário 1 jogo de friends.

1986 – Leonardo Alvarez e Ulisses Mello

3. Grito Guardado (A2/VIIIa)
40 m

A via possui 2 esticões. Se feita em livre exige, em grande parte, entalamento de punho. O segundo esticão é um pouco mais vertical e técnico, com uma colocação de peças mais exigente. Até a impressão deste guia, só foram trabalhados alguns movimentos do 1º esticão, sendo que o grau proposto em livre gira em torno do VIIIa. São necessários 1 jogo de friends, nuts médios e 1 rurp.

1998 – Fábio Muniz e Marcel Leoni

4. Cowboy Friend, Fiss. (VIIc/A2 – grau sugerido)
40 m

O primeiro esticão foi trabalhado em livre, sendo dois terços deste em um contínuo off-width. O 2º esticão é de entalamentos rasos de punho e oposição. Ambos os esticões foram trabalhados em livre, mas ainda não encadeados. Encontra-se, no final, com a Grito Guardado. São necessários 1 jogo de friends, sendo alguns grandes repetidos, e 1 jogo de nuts.

Flávio e Ralf Côrtes

5. Vice-versa, Fiss. (VIIc/A1)
18 m

A 1ª via esportiva móvel a ser encadeada neste setor. Um teto de VIIc em fenda de entalamento de punhos. Depois da virada do teto, sai num contínuo VIIa, com possível colocação móvel tanto na fenda esquerda quanto na da direita. Apesar de curta, a via é muito bonita, proporcionando movimentos exóticos e técnicos. É necessário 1 jogo de friends.

1993 – Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

6. Via do Píer (VI)
15 m

Única via em um dos poucos blocos aproveitáveis próximos à parede. Do topo do bloco tem-se um panorama geral de quase todas as vias do Setor da Ironia.

Luciano Bender e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”. Equipada por Gláucio Tavares, Marcos Vinícius e Rodrigo Cardoso

7. Necas de Petibiriba (VIIIc/IXa)

Uma das vias mais bonitas e técnicas do local. Seqüência técnica que a liga a uma pequena, mas exigente, oposição. A cor da rocha e a textura são bastante peculiares.

Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

8. Hieróglifo, Fiss. (VIIIa/A1 – 1º esticão, grau confirmado; VIIIb/c – 2º esticão, grau sugerido)
50 m

Belíssima fissura frontal com 2 paradas fixas, uma a cada 25 m. Feita em livre, representa uma das escaladas em fendas mais difíceis de Petrópolis, com exigentes entalamentos de punho em trechos negativos, tendo uma ótima continuidade de punho raso e dedos no 1º esticão, e delicado entalamento de dedos no 2º (não encadeado ainda). Pode também ser toda feita em artificial móvel, com colocações perfeitas das peças, como em todas as outras vias mencionadas do setor. São necessários 2 jogos de friends, 1 jogo de nuts e 1 micronut. Duas cordas facilitam o rappel.

1993 – Alexandre Galvão e Mário Arnaud

Setor do Ser

9. Fissura Atalho do Louco, Vr. (A2) – variante da Fissura Hieróglifo
20 m

Microfissura levemente negativa, tendo em sua maior parte colocações não muito fáceis de material móvel. À medida que progride, vai se afinando até desaparecer. São necessários 1 jogo de micronuts de cabo e alguns friends pequenos/médios, para se chegar à primeira parada da Fissura Hieróglifo, onde há 2 grampos de ½”.

01/05/1997 – Luciano Bender e Reinaldo Rabelais

10. Balacobaco (IXb)

Sendo levemente negativa, é uma escalada de resistência-técnica em regletes e movimentos em oposição. É mais técnica e explosiva no final.

1998 – Daniel Rabelais

11. Ziriguidum (IXa)

É parecida com a via anterior. Possui uma bonita oposição na metade da via, uma seqüência técnica no final do 1º terço e, depois, continuidade com recuperação e agarras grandes.

1998 – Daniel Rabelais

12. Espumas Flutuantes (Xa)
27 m

Técnica e de continuidade de força. Caracteriza-se por possuir regletes pequenos e médios, com 2 cruxes bem explosivos da metade para cima.

1998 – Fábio Muniz

13. Colher de Chá, Vr. (IXc/Xa) – variante da Gargalhadas e Lágrimas
27 m

Bem bonita, técnica e com passadas longas, exige atenção em sua visualização.

1998 – Fábio Muniz

14. Gargalhadas e Lágrimas (Xa)

Entre as vias mais difíceis deste setor, certamente esta é a mais bonita, contando com grande continuidade de passadas em regletes. Técnica/continuidade de força.

Fernando Aires e Nicolau Araújo

15. Black Bird (VIIc/VIIIa)
70 m

O primeiro esticão é de continuidade, explosivo e técnico. Seqüência chave no último terço. O segundo esticão (A1/VIIc) tem uma interessante virada do negativo.

1994 – Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

16. Manguetown (Xa)
30 m

Bastante vertical e supertécnica/explosiva de continuidade nos seus 13 m finais. É a via mais difícil da montanha, dentro de suas características.

Daniel Rabelais

17. Quebra-galho (VIIIc)

Crux técnico/explosivo bem difícil, logo no início, e continuidade de VIIa típico do local.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Marcos Vinícius da Silva “Marquinho” e Prudente Aguiar

18. Testosterona (VIIc)

Via técnica e de continuidade, com crux logo no início. Movimentos aéreos e bonitos no final do 1º esticão.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Alexandre Galvão e Prudente Aguiar

19. Não é a Mamãe (VIIIa)

É bastante parecida com a via anterior, sendo que a seqüência técnica inicial é menos concentrada.

Alexandre Aguiar “Shacundum”, Marcos Vinícius da Silva “Marquinho” e Prudente Aguiar

20. Madre Mia (VIIIb)

Dois cruxes explosivos/técnicos no início, seguindo em VIsup.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum”, Daniel Rabelais e Prudente Aguiar

21. Reluzências do Ser (VIIIb)
120 m

Foi a primeira via de escalada esportiva conquistada no local, originalmente conhecida como Ser de Pedra. Técnica e de resistência, com cruxes explosivos no início, e lance técnico no final do 1º esticão. Sendo bastante variada em estilo, é certamente uma das vias mais bonitas da montanha. O 3º e último esticão é cotado em VIsup de resistência, sendo levemente negativo, com buracos e agarras grandes e perfeitas, proporcionando uma sensação de “estar nas alturas”. Para completar, há ainda um semi-teto no final da via, garantindo passadas bastante aéreas.

07/1991 – Alexandre Galvão, Fábio Muniz, Gláucio Tavares e Marcos Vinícius “Marquinho”

22. Metais Leves (VIIIb)

Possui cruxes de técnica/força logo no início da via e, quando se junta a  Reluzências do Ser, passa a ser técnica e de resistência.

Gláucio Tavares e Marcos Vinícius da Silva “Marquinho”

23. Anti-doping (VIIc)

Via que possui algumas agarras cavadas, logo nos primeiros movimentos. Proporciona bonita movimentação técnica e de resistência quando se junta à via Reluzências do Ser.

Alexandre Galvão e Mário Arnaud

24. A Insustentável Leveza do Ser (Vsup)

Ótima alternativa de se escalar na parte mais alta da parede, sendo uma via de resistência com muitos buracos e agarras grandes.

Alexandre Aguiar “Shacundum” e Daniel Rabelais

25. Com Unhas e Dentes (VIIb)

Via técnica que exige um pouco de resistência.

1998 – Alexandre Aguiar “Shacundum” e Daniel Rabelais

26. Chuva Eterna, Fiss. (A2/VII)
60 m

Necessários 2 jogo de friends e 1 jogo de nuts.

17/08/1996 – Marcel Leoni, Leandro Siqueira e Rogério Matos

27. Crepúsculo do Ser, Fiss. (VIIb)
60 m

Possui 3 esticões de escalada esportiva móvel de 1ª qualidade. Posicionamento em tesoura e oposição relativamente fácil. Via clássica do local. É necessário 1 jogo de friends.

1993 – Alexandre Galvão e Mário Arnaud

25. Morro Açu (2.232 m)

O Morro Açu, além de ser conhecido como uma das montanhas mais altas de Petrópolis, é caracterizado por oferecer um dos visuais mais belos da Serra dos Órgãos, sendo caminho para a famosa Travessia Petrópolis-Teresópolis. A formação geológica dos “Castelos do Açu”, no cume da montanha (mas não em sua parte mais alta), proporcionam um espetáculo à parte – um aglomerado de grandes blocos arredondados de granito polido, que compõe a forma de uma gigantesca tartaruga, a 2.216 m de altitude. Para escalar nesta área, deve-se estar atento às orientações e horários de funcionamento previstos pela administração do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Localização: Serra dos Órgãos. Divisa Petrópolis / Magé / Guapimirim.

Como chegar: partindo-se de Petrópolis, seguir em direção ao bairro Bonfim. Do ponto final do ônibus “Bonfim”, seguir por 1,6 km até o Bar do Tchê, onde está localizado o “Poço do Pinheiral”. Dali, anda-se por mais 1,2 km até a porteira do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que é o último ponto até onde o carro pode chegar. Neste local, há um pequeno largo para quem quiser parar o carro. Na porteira, é necessário identificar-se, deixando os dados pessoais anotados com os guardas-parques e informando a previsão de retorno, os participantes da excursão, entre outros detalhes. Anda-se por mais 1,6 km até o primeiro ponto de água potável. Depois é só seguir pela trilha principal, tomando-se sempre muito cuidado para não pegar algum atalho, principalmente à direita de quem sobe. Para isto, basta se guiar pela trilha mais batida. Deste primeiro ponto de água, anda-se por mais 1 km até o início da subida da Pedra do Queijo. Até este ponto há água potável em diversos trechos. No entanto, a partir daí, só se encontra água em boas condições no cume do Morro Açu e, ainda assim, é aconselhável o uso de purificadores de água e/ou cloro. Neste trecho há uma bifurcação. Seguindo para a esquerda, toma-se a direção para a Gruta do Presidente, cachoeiras do Véu da Noiva e do Alicate, Morro do Alicate, Pico do Glória, Mamute, Morro do Cubaio, Castelitos e Travessia Petrópolis-Teresópolis via Morro do Cubaio. Seguindo pela direita, toma-se a direção para o caminho tradicional do Morro Açu, passando-se pela Isabeloca, e, depois do Açu, para o caminho normal da Travessia Petrópolis-Teresópolis. Após a bifurcação que marca o início da subida do Queijo, anda-se por mais 1 km até se atingir o platô da Pedra do Queijo. Deste ponto, anda-se por mais 1,8 km até atingir o local conhecido por Ajax, onde é possível encontrar água. No entanto, não é recomendável consumi-la, pois testes já apresentaram a presença de coliformes fecais. Do Ajax até o Chapadão ou Morro da Isabeloca são cerca de mais 900 m de caminhada, onde atinge-se um grande marco de pedra. Dali até os Castelos do Morro Açu são apenas mais 1,9 km. Desta forma, o total da caminhada, partindo-se do ponto final do ônibus, é de cerca de 11km, sendo 8,2 km partindo-se da porteira do Parque.

* Estas medidas foram feitas por Jaci Corrêa.

1. Diedro A Grande Ilusão (3º IIIsup)
400 m

A via não possui proteções fixas, sendo necessário levar 1 jogo de friends. O Diedro A Grande Ilusão fica à esquerda do grande e principal diedro da parede do Morro Açu. Este último, por sua vez, não é favorável à escalada.

Como chegar: dirigir-se até o cume do Morro Açu e caminhar em direção à Pedra do Sino. Descer no vale entre o Morro Açu e o Morro do Marco e tomar à esquerda em direção à parede. Chegando-se próximo ao destino, perto da base da parede, o terreno fica bastante inclinado e há um grampo de 3/8” no qual deve ser feito um rappel. Descer e costear a parede até chegar ao primeiro diedro, que começa a 60 metros da base.

17/11/1990 – André Ilha e Ricardo de Moraes

Castelos do Açu

2. Canal dos Ventos (VIIc)
15 m

Localizada na parte de trás da pedra que forma o “Abrigo 1”, ao lado da pedra do mirante do cabo-de-aço, possui apenas 5 grampos para proteger os lances, além de mais um outro para o rappel, já no topo, sendo todos de 3/8”. No entanto, a via é muito protegida. O crux está entre o 2º e o 3º grampo. É facilmente identificável pois está bem perto da aresta esquerda, de quem vê os blocos como na foto acima. Possui este nome devido aos fortes ventos canalizados que circulam entre os grandes blocos.

09/02/1992 – Jamerson Souza e Rogério Matos

3. Tremedeira (A1+)
15 m

Está localizada no bloco central dos Castelos do Açu, e sua base fica no grande salão entre a parte de trás do “Abrigo 2” e a parte de trás da pedra onde está localizada a via Despertar da Campainha. A via possuia penas 3 chapeletas com chumbadores de 8 mm e um grampo no final para o rappel. Para repetir a via, são necessários 1 par de cliffs de buraco, 2 pares de estribos e alguns nuts de cabo.

06/01/1996 – Álvaro Barros, Marcel Leoni e Rogério Matos

4. Despertar da Campainha (VIIc)
15 m

Com apenas 5 grampos para proteger os lances e 1 no topo, para facilitar o rappel, na parte da extrema direita do bloco (tendo como referência quem sobe a via), possui em sua 2ª metade uma difícil seqüência de “barrigas” para serem transpostas. O nome é uma homenagem ao falecido Otto, um dos conquistadores. “Campainha” é o apelido pelo qual Otto era carinhosamente chamado por seus amigos, em alusão ao apelido do irmão – Márcio Köptcke “Buzina”.

17/12/1995 – Jeferson Costa, Luciano Bender e Otto Köptcke

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Veja também os outros Setores:

Setor 1 – Quitandinha

Setor 2 – Serra da Estrela

Setor 3 – Itamarati

Setor 5 – Serra das Araras

Setor 6 – Serra do Cantagalo

Setor 7 – Secretário

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