Setor 3 – Itamarati

O Setor 3 está compreendido entre os bairros da Estrada da Saudade, Bela Vista, Boa Vista, Itamarati, Samambaia, Retiro e Corrêas.

11. Monte Florido (1.168m)

Pouquíssimo freqüentado, o Monte Florido está situado em um dos bairros mais altos de Petrópolis. Possui somente três vias de escalada que, da esquerda para a parte direita da montanha, tornam-se progressivamente mais difíceis. Uma boa dica é que se chegue cedo à base, de modo a aproveitar a oportunidade e escalar todas as vias em um único dia. A pedra possui coloração escura e inclinação positiva, oferecendo granito de excelente qualidade e algumas pequenas fendas. As vias, geralmente, possuem poucas agarras e vários trechos em aderência. E a extensão das rotas varia em torno dos 150 m. O único ponto negativo é a grande quantidade de residências no sopé da montanha.

Localização: Estrada da Saudade / Fragoso.

Como chegar: partindo do Centro, depois de entrar na Estrada da Saudade, deve-se tomar a segunda rua à esquerda. Subir a Ladeira João Ventura ou a Rua Veridiano Félix, logo a seguir, e ir até o final, continuando sempre pela rua principal. Depois de uma subida bastante íngreme, avista-se a montanha à esquerda. A identificação do caminho é bastante óbvia. O acesso à base das escaladas é feito por uma servidão, antes do ponto final do ônibus.

1. Casca-fogo, Pr. (2° III)
120 m

Toda com proteções fixas. Ótima opção para iniciantes.

23/05/1982 – Antonio Carlos Magalhães, César Delgado, Gian Converso e Murilo Pércia

2. Asmodeu, Pr. (2° III)
100 m

Interessante que se levem friends (0.5, 1, 1.5) e 01 hexcentric (nº 7), ou equivalente, para proteger a fenda inicial da via, antes do 1º grampo.

03/07/1983 – Antonio Carlos Magalhães, Jeferson Costa, Márcio “Buzina” e Marcos Gall

3. Belzebu, Pr. (3° III)
100 m

Necessários alguns nuts médios ou friends pequenos.

26/07/1986 – Francisco Balter, Jeferson Costa e Marco Telles “Horácio”

12. Morro da Formiga (1.120 m)

Do ponto de vista da quantidade de vias, diversidade de níveis de dificuldade e variedade de estilos, o Morro da Formiga pode ser considerado o  mais completo campo-escola de Petrópolis. Em outros tempos também conhecido como Campo-escola Huss, em homenagem a José Luiz Huss – um dos fundadores do Centro Excursionista Petropolitano, o Morro da Formiga, sem dúvida, é o ponto de encontro entre novatos e veteranos na prática da escalada em rocha. Isto porque a montanha consegue reunir, em cerca de 40 vias de escalada, lances esportivos, paredes clássicas, boulders, chaminés, diedros, fendas para entalamento e oposição, lances em aderência e agarras pequenas, em todos os níveis de dificuldade, desde o I ao IX grau. Pedra de coloração escura e inclinação positiva, oferece granito de excelente qualidade, com rocha bastante sólida. A extensão das vias da parede principal oscilam em torno dos 150 m. O único ponto negativo é a grande quantidade de residências no sopé da montanha.

Localização: Estrada da Saudade / Boa Vista.

Como chegar: tomar a direção da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) e da Faculdade Arthur Sá Earp (FASE). O Morro da Formiga é a montanha que se destaca na região e os acessos são bem próximos às faculdades. Caso se vá escalar o Setor dos Blocos ou as paredes à esquerda da Chaminé Petrópolis (Setor do Giabra), subir pela Rua Vereador Orlando Ditadi. Se for escalar as paredes à direita da Chaminé (Setor do Vogel), o melhor caminho é subir à direita da Rua Orlando Ditadi. De todo modo, tanto por um lado quanto pelo outro, as trilhas se juntam na base da montanha.

Setor dos Blocos

 

1. Adhérence avec Élegance (VIIc)
35 m

Via muito bem protegida, com lances extremos em aderência.

14/04/2001 – Antonio Carlos Magalhães “Tonico”, Eric Nyssens, Juliano Magalhães, Márcio Köptcke “Buzina” e Renato Walter Mattos

2. Gato Negro (VIsup)
40 m
07/01/84 – Alexandre Motta, Antônio Carlos Magalhães “Tonico” e Jeferson Costa

3. Tigre de Bengala (VI)
23 m
02/08/85 – Jeferson Costa e Márcio Köptcke “Buzina”

4. O Brilho da Malacacheta (VIIIb)
8 m

Mais conhecida simplesmente por “Malacacheta”, predominam nesta via uma belíssima fenda negativa e um visual bastante aéreo. Ótima para fotografias.

1990 – Alexandre Galvão, Eric Nyssens e Francisco Balter

5. Airadacse (Vsup)
6 m

“Escadaria”, escrito de trás para frente, em referência à grande quantidade de agarras e inclinação negativa, assemelhando-se a degraus invertidos. Ótima opção para quem desejar escalar uma via negativa pela primeira vez. Deve-se tomar cuidado, no entanto, antes de costurar o primeiro grampo, pois uma queda pode ser perigosa.

1992 – Fábio Muniz e Reinaldo Rabelais

6. Pantera Cor-de-rosa (VI)
12 m

Fenda larga/chaminé estreita, bastante desprotegida. São necessários nuts  e friends grandes.

05/04/86: Francisco Balter, Jeferson Costa, Márcio Köptcke “Buzina” e Willian Walsh “Zaraba”

7. Cara-pálida (VIIb)
11 m

Via curta, mas com movimentos bastante exóticos e aéreos.

1994 – Daniel Rabelais e Reinaldo Rabelais

8. Leopardo, Fiss. (VIIa)
40 m

Dividida em duas partes, sua primeira seção não passa do V grau de dificuldade e é bastante interessante para treinar a utilização de equipamento móvel. Depois do platô que a divide e se comunica com a trilha, sua continuação é bastante exigente e reservada aos que têm maior intimidade com as técnicas de fenda e colocação de proteções móveis. A partir daí, a fenda é toda negativa e os posicionamentos geralmente exigem bastante técnica e força. São necessárias diversas costuras, 1 jogo de nuts e 1 jogo de friends.

11/07/84 – André Ilha e Antonio Carlos Magalhães “Tonico”

9. Gata Borralheira (VI)
15m

Tradicional bloco do setor dos “felinos” no Morro da Formiga.

29/10/86 – Eric Nyssens e Jeferson Costa

10. Lusco-fusco (VIsup)
5m

Jamerson Souza e Rogério Mattos

11. Ignorância Humana (IXa)
10 m

Originalmente conhecida pelo nome de “Lima Eletrônica”, ganhou várias agarras cavadas, mas não pelos conquistadores.

Marcos Vinícius “Marquinho” e Gláucio Tavares

12. Puma, Fiss. (VIIa)
15m

Necessários nuts pequenos, médios e friends pequenos.

11/07/87 – Alexandre Galvão e Otto Köptcke “Campainha”

13. Rédea Curta (VIIIc)
15 m

2000 – Fábio Muniz

14. Denêbola (VIIIb)
3m

1989 – Alexandre Galvão

15. Laranja Mecânica (VIIIc/IXa)
15 m

Considerada por vários anos como sendo o primeiro IX grau de Petrópolis, a realização desta via, posteriormente sem a utilização de pontos de apoio e sem descanso, revolucionou a escalada esportiva na cidade. Contudo, gerou bastante polêmica pela fixação de uma agarra de resina, logo no 1º movimento, que foi eliminada anos mais tarde.
 
1990 – Alexandre Galvão e Eric Nyssens

16. Bagaço da Laranja (IXb)
10 m

1995 – Fábio Muniz e Fernando Aires

17. Caroço da Laranja (IXb)
5 m

1995 – Fábio Muniz e Fernando Aires

18. Via  dos  Iniciantes (1º II)
25 m

Via fácil, conquistada durante um curso básico de escalada pelos próprios alunos. Excelente opção para ministrar cursos e expor novos adeptos ao primeiro contato com a rocha.

08/05/93 – Adriano Peixoto “Ted”, Adriano Ferreira, Alexandre Berner, Alex Sandro Ribeiro, Marcel Leoni e Marcelo Garcia

Face Sudeste – Setor do Giabra

19. Fissura do Chico (V)
25 m

Via para ser escalada com corda de cima (top-rope).

08/05/93 – Francisco Balter e Leandro Borré

20. Giabra, Pr. (5° VIsup)
180 m

Via muito bonita, com belas passadas verticais, tendendo ao negativo, e grandes agarras no segundo esticão. Uma das mais antigas e tradicionais vias do local, inicialmente era escalada utilizando-se estribos em diversos trechos. O mais usual é que esta escalada seja iniciada por uma de suas variantes (Jaguar, Pássaros Esperneantes ou Bulldog Nervoso), de modo a se evitar a imensa travessia horizontal do primeiro esticão e tornar a escalada tecnicamente mais proveitosa.

09/12/1973 – Luiz Cláudio Jatobá e “Joãozinho” Ferreira Barbosa

21. Dente de Sabre, Pr. [6° VIIa (A0(1) / VIIc)]
100 m

Apresenta um bonito semi-teto no início do segundo esticão, com 1,5 m de projeção e uma fenda para entalamento dos pés, entre o teto e a parede. Este entalamento é fundamental para a troca de mãos nas agarras acima do teto. Possui lances bastante técnicos em aderência no terceiro esticão, considerado o mais difícil da via. Para maior segurança, pode-se proteger a fenda do primeiro esticão, com 2 friends pequenos (2, 2 ½, 3, 3 ½).

20/09/92 – André Telles “Zumbi”, Francisco Balter, Jamerson Souza, Jeferson Costa, Leandro Borré, Marco Telles “Horácio”, Paulo Jorge Moreira “Mariola”” e Rogério Matos

22. Jaguar, Vr. (VIsup) – variante do Pr. Giabra
50 m

26/11/83 – Antônio Carlos Magalhães “Tonico”, Jeferson Costa e Marcio Köptcke “Buzina”

23. Pássaros Esperneantes, Vr. (V) – variante do Pr. Giabra
30 m

Via em aderência com lances um pouco desprotegidos.

1992 – Jamerson Souza e Rogério Matos

24. Bulldog Nervoso, Vr. (IV) – variante do Pr. Giabra
45 m

Interessante variante, relativamente bem protegida. Sabe-se que, antes de ser grampeada, já fora escalada com corda de cima; no entanto, desconhece-se a autoria. O nome da via foi dado em alusão ao modelo da furadeira utilizada na sua conquista – uma ”Bosch Bulldog” e, não intencionalmente, acabou fazendo alguma referência aos nomes “felinos” de algumas vias do Morro da Formiga.

26/08/95 – Jeferson Costa e Luciano Bender

25. Juliano Magalhães, Pr. (6° VIsup)
160 m

Sem dúvida, uma das mais belas e diversificadas vias do Morro da Formiga. Alterna lances de aderência, agarras e fendas. A via é bem protegida e o crux, em aderência, localiza-se quase no final da via.

01/05/82 – Antônio Carlos Magalhães “Tonico” e Eric Nyssens

26. El Toro, Pr. [5° Vsup A0(4)]
150 m

Uma das mais antigas vias locais. Nos últimos anos tem sido pouquíssimo freqüentada, pois a escalada não oferecia boas condições de segurança, com grampos muito antigos. Em 2002 a via foi toda recuperada, quando se deu à escalada uma concepção moderna, eliminando diversos artificiais e aproveitando fendas para proteção móvel. Trata-se de uma rota muito bonita e diversificada, possuindo dois lindos diedros e uma fenda inicial, que permitem perfeita utilização de friends. A escalada é predominantemente em lances de agarras, possuindo também pequenos trechos em aderência. No terceiro esticão, é aconselhável que seja utilizada a variante à direita, para evitar grande quantidade de mato com muitas bromélias e vários cactos.

30/12/1970 – “Joãozinho” Ferreira Barbosa e Luiz Cláudio Jatobá

27. Los Becerritos, Vr. (Vsup) – variante do Pr. El Toro
30 m

Excelente opção para se evitar o penúltimo esticão do El Toro, de modo a desviar dos cactos e do mato existente no entorno do grande diedro. Possui lances bonitos, além de a escalada ser totalmente limpa.

14/04/2002 – Luciano Bender e Renato Walter Mattos

28. Fissura La Vaca, Vr. (VI) – variante do Pr. El Toro
10 m

Com a vinda do escalador americano Michael Peters ao Brasil, esta perfeita fissura foi conquistada empregando-se a utilização exclusiva de equipamento móvel. Sendo uma das primeiras vias no município onde foram empregados os friends, contribuiu também para a abertura do precedente ao surgimento da concepção moderna de escalada limpa em Petrópolis, estimulando a conquista de outras vias no mesmo estilo.

12/10/84 – Antonio Carlos Magalhães “Tonico”, Jeferson Costa e Michael Peters

29. Touro Alucinado, Vr. (VIIa) – variante do Pr. El Toro
10 m

Aresta muito bonita e aérea. Proporciona excelentes ângulos para fotografias. Exige força no início, em lance de oposição; e técnica no final, em lance de aderência.

1995 – equipada por Jeferson Costa e Luciano Bender

Face Leste – Setor do Vogel

30. Petrópolis, Ch. (2° IIsup)
110 m

Via pouco freqüentada e, por isto, geralmente encontra-se com muito mato. O último lance de chaminé é estreito e pode ser necessário o uso dos joelhos. Portanto, é aconselhável a utilização de calças ou joelheiras. Devido à grande quantidade de mato e terra no interior da chaminé, uma boa dica é que se utilize um tênis velho para escalá-la, em vez de sapatilhas de escalada. Boa opção para quem quiser treinar a técnica de chaminé.
 
14/04/1961 – Jayme Quartim Netto, Virgínio Cordeiro de Mello Junior e Klaus Weber

31. Petrópolis, Pr. (4º IVsup)
170 m

Via com diversos lances em aderência e agarras pequenas. É opcional levar um friend médio para proteger uma laca no segundo esticão. Esta parede, inicialmente, era utilizada como via de descida para a Chaminé Petrópolis. Em 08/08/61, Paulo Lúcio da Cruz Loureiro e José Luiz Huss realizaram a descida pela primeira vez, fixando alguns grampos para isto. Na ocasião, a conquista desta via de descida levou o nome de Paredão Petrópolis. Anos mais tarde, esta bela escalada foi realizada de baixo para cima, quando foram fixados grampos, intermediando a grampeação antiga que era utilizada somente para a descida. Assim, o nome original da via foi preservado.

07/12/85 – Jeferson Costa, Ricardo Lidizzia “Tombinho” e Otto Köptcke “Campainha”

32. Pelvelso , Vr. (VI) – variante do Pr. Vogel
18 m

Deve-se tomar cuidado antes de se atingir o 1º grampo, a 8 m da base.

14/02/02: equipada por Alex Sandro Ribeiro, Jorge Fernandes e Marcelo Garcia

33. Bafo-bafo, Vr. (VIsup) – variante do Pr. Vogel
35 m

Belíssima variante do Pr. Vogel. Alterna lances delicados de aderência e microagarras.

16/04/93: Francisco Balter, Jeferson Costa e Paulo Jorge Moreira “Mariola”

34. Instinto Assassino, Vr. (VI) – variante do Pr. Vogel
22 m

29/03/86 – Francisco Balter e Jeferson Costa

35. Vogel, Pr. (2º IIIsup)
120 m

Uma das primeiras vias de escalada do Morro da Formiga, é ideal para iniciantes. Proporciona a utilização das mais diversas técnicas de escalada, como chaminé, fissura, aderência e agarras.

04/08/68 – Luiz Carlos Vogel, Nelson Trindade Costa e Paulo Lúcio da Cruz Loureiro

36. Manda-chuva, Pr. (4° V)
180 m

Escalada bastante interessante, tem como peculiaridade duas “barrigas” que devem ser transpostas, e uma horizontal bastante aérea no trecho final da escalada.

06/1990 – André Telles “Zumbi”, Francisco Balter, Leandro Borré, Luis Eduardo Nogueira “Duda” e Paulo César Fernandes “Professor”

37. Via do Renatão (IV) – variante do Pr. Vogel

Pequena variante, interessante para quem desejar transpor a grande pedra que forma uma gruta ao final da Chaminé Petrópolis e dos paredões Petrópolis e Vogel.

1993/94 – Alessandro Rangel e Renatão “Jiu-jitsu”

38. V2, Vr. (IV) – variante do Pr. Vogel

Excelente opção para se desviar de alguns zigue-zagues do Pr. Vogel. O trecho final, após o último platô do Vogel, é bonito e bastante vertical.

1993 – Jeferson Costa e Luciano Vogel

39. Sírius, Vr. (II) – variante do Pr. Vogel

Conquistada para ser uma fácil opção para se atingir o cume do Morro da Formiga, liga o último grampo do Pr. Vogel ao último grampo do Pr. Manda-chuva, conquistado anos mais tarde.

1980 – Cézar Vasconcellos e Lauro Junior

13. Cabeça de Cavalo (1.120 m)

Esta interessante formação de granito se destaca da paisagem por seu formato curioso, assemelhando-se, como o próprio nome da montanha já indica, a uma cabeça de cavalo. Sua única via de escalada ativa, o Paredão Kim-kim, conquistado no final dos anos 60, é uma ótima dica para quem está começando a guiar. Após sua reestilização em 1997, o Kim-Kim passou a proporcionar o uso de proteções móveis, pois suas fendas tiveram diversos grampos desnecessários removidos.

Localização: Bela Vista

Como chegar: dirigir-se ao ponto final do ônibus Bela Vista (303) e descer no largo. Tomar uma ladeira íngreme, à esquerda e, na bifurcação, tomar a direita. Pedir licença aos proprietários da última residência e atravessar a horta, em direção ao capim que leva até a base. Esta fica em baixo do grande negativo e a via de escalada é facilmente visível. Do cume, descortina-se uma bela paisagem de toda a Travessia Cobiçado x Ventania. O rappel é feito pela própria via, terminando exatamente na base do negativo.

1. Kim-kim, Pr. (3º V)
90 m

Localizado na face noroeste da Pedra Cabeça de Cavalo, o Paredão Kim-kim é uma via pequena, porém não menos interessante por isto. Proporciona um visual fantástico e lances de escalada bastante diversificados, desde diedros, fendas, agarras e aderência. Regrampeada em 1997, quando foram eliminados alguns grampos antes utilizados como apoios fixos, o Paredão Kim-kim ganhou uma concepção mais moderna, onde passou a ser necessário o uso de alguns friends pequenos a médios. O cume é pequeno e muito bonito. A via possui este nome em homenagem ao apelido de Joaquim Christiano Tesch, pai de Vera Regina e sogro de Paulo Lucio, um dos conquistadores.

24/09/1969 – Eduardo Gomes, Nelson Trindade e Paulo Lucio da Cruz Loureiro.

2. Nelson Tesch, Ch. (C)

Escalada em cabo-de-aço, localizada na face sudoeste da montanha, cujo estado de conservação é desconhecido. A via possui este nome em homenagem a um dos mais ousados e representativos escaladores de Petrópolis na década de 50.

02/11/1967 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Roberto Brand.

14. Pedra do Itamarati (1.326 m)

De aspecto imponente por sua verticalidade, a Pedra do Itamarati está localizada na região de mesmo nome. No entanto, devido à sua inclinação bastante vertical e textura lisa, a Pedra do Itamarati não oferece grandes atrativos para a escalada em livre. Possui um interessante sistema de fendas, concentrado na metade direita da montanha, no qual a via mais conhecida é a Fissura Vera Regina. Vem sofrendo com a ocupação irregular em torno de sua base, chegando a ter barracos literalmente colados na pedra, em áreas de risco. De todo modo, ainda não há problemas de acesso e a freqüência de escaladores é muito pequena.

Localização: Alcobacinha / Itamarati.

Como chegar: dirigir-se ao ponto final do ônibus Alcobacinha, no bairro de mesmo nome. Uma boa referência é o Bramil Supermercados . A parede está localizada bem próxima ao final da Rua João de Farias, que vai para o bairro e fica à esquerda da fábrica. Depois, basta subir por uma escadaria em direção à base da Pedra e ir costeando-a até chegar à via desejada. É provável que se tenha que passar por dentro do terreno de alguma residência. Se isto acontecer, basta pedir permissão para passar.

1. Poeira Cósmica, Pr. – projeto iniciado por Luciano Bender
2. Tulipa Negra, Pr. – projeto iniciado por André Telles “Zumbi” e Francisco Balter
3. projeto iniciado por Fernando Aires, Ildinei de Oliveira, Paulo Azevedo e Rogério Matos
4. projeto iniciado por Fábio Muniz
5. Cascatinha, Ch. – via antiga inacabada

6. Revolta dos Morcegos, Pr. (A2)
100 m

A via possui este nome devido à barulheira feita, durante a conquista, pelos morcegos residentes dentro da fenda do início da via. É necessário levar 1 jogo de friends, nuts de cabo ou plaquetas recuperáveis (rivets) para artificial em parafusos de 1/4”, 1 piton angle médio, 1 par de cliffs de buraco (3/8) e 1 cliff de agarra.

07/09/1994 – Marcel Leoni e Rogério Matos

7. Vera Regina , Fiss. [4° V A1 (A0(1)/VIIa)]
120 m

Possui este nome em homenagem à esposa de Paulo Lucio, um dos conquistadores da via. Em 1993 foi iniciado um trabalho de recuperação e reestilização da rota, que, no entanto, não foi concluído. Há grampos em condições precárias e trechos em artificial fixo ainda a serem eliminados.

04/05/1968 – Gilberto Amaro, Luiz Carlos Vogel e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

8. Guilhotina, Pr. (7° A2+)
70m

O nome “guilhotina” foi dado em função de uma laca existente na via. É necessário levar 1 jogo de friends, nuts pequenos, piton angle, cliffs para lacas e furos de 3/8”.

1995 – Álvaro Barros, Ildinei de Oliveira e Rogério Matos

15. Morro do Samambaia (1.028 m)

Apesar de pouquíssimo freqüentado atualmente, o Morro do Samambaia, localizado no bairro de mesmo nome, possui um grande valor histórico para o desenvolvimento da escalada em rocha na cidade. Antes da conquista da primeira via nesta montanha – o Paredão Ana Paula, os precursores da escalada em rocha no município tinham como opção de escalada mais próxima apenas as paredes das cidades do Rio de Janeiro e de Teresópolis. O Paredão Ana Paula motivou a conquista de diversas outras vias, seguindo a mesma concepção de escalada em livre, sem a necessidade de recursos artificiais grotescos, como escadas e cabos-de-aço. Atualmente, o Paredão Ana Paula ainda é considerado uma excelente escalada para iniciantes no esporte, além de ser uma das poucas vias na cidade com esta graduação.

Localização: Samambaia / Loteamento Nova Cascatinha.

Como chegar: seguir as mesmas indicações para a Pedra do Itamarati e, após passar pelo Bramil Supermercados, continuar pela Rua Hívio Naliato por mais 2,5 km. Seguir em direção à Igreja Matriz de Cascatinha, entrando à direita na primeira bifurcação após o Bramil, de onde já se avista o Morro do Samambaia. Subir o Loteamento Nova Cascatinha, à direita da Estrada do Samambaia, até o ponto final do ônibus. Após isto, basta encontrar uma brecha na mata, entre a casa de um morador e de outro, e seguir em direção à base. Se for necessário, pedir permissão para passar nos fundos de alguma residência.

1. Penna da Rocha, Teto (4º IVsup A1)

Esta conquista marcou época, caracterizando-se como uma das vias mais peculiares de Petrópolis, durante muitos anos. Possui um teto com 12 grampos, o que proporciona uma escalada singular, além de ótimas tomadas para fotografias. O nome da via homenageia Victor Penna da Rocha, grande benemérito do CEP.

08/09/1970 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro, Mario Penna da Rocha e Roberto Brand

2. Lúcio Vasconcellos, Descida
120 m

Boa opção para quem desejar fazer uma descida rápida. Todos os grampos são de 1/2 polegada, mas há alguns com o olhal virado para baixo, além de estarem um pouco tortos. No entanto, nestes pontos, as paradas são sempre duplicadas com um grampo de 1/2 polegada, novo, ao lado. O nome da via faz homenagem ao 1º sócio e presidente do CEP, e um dos principais escaladores de Petrópolis, em sua época.

14/01/1970 – Gilberto Amaro, Mário Penna da Rocha e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

3. Paulinho, Pr. (1º II)
120 m

O nome da via é uma homenagem a Paulo Lucio, um dos autores deste Guia. Possuía um pequeno cabo-de-aço, de 7m, no trecho final da escalada e que, por obra do tempo, não existe mais.

07/05/1978 – Breno Tesch Sadock, Bruno Tesch Sadock e Paulo Lucio da Cruz Loureiro

4. Ana Paula, Pr. (1º II)
110 m

Lances fáceis, em sua maioria de aderência. Ótima opção para iniciantes.

30/12/1969 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Mário Penna da Rocha

16. Pedra do Retiro (1.541 m)

Apesar de possuir enorme potencial para a conquista de diversas novas rotas, com cerca de 500 a 600 m de extensão, a Pedra do Retiro ainda está pouco explorada e conta com apenas quatro vias concluídas, além de outras abandonadas. Por ser uma das maiores elevações da região, desperta bastante a atenção de quem a vê, mesmo ao longe. A Pedra do Retiro, a Serra Negra e o Seio de Vênus estão posicionados de tal forma que, juntos, assemelham-se a uma formação triangular, na qual a primeira representa o vértice inferior da esquerda; a segunda, o ápice do triângulo; e a terceira, o vértice inferior da direita.

Localização: Retiro.

Como chegar: partindo-se do Centro, tomar a Av. Barão do Rio Branco, sentido bairro do Retiro. Após passar pelo Sesi e depois pelo “Sacolão” subir pela Rua Felipe Camarão, à esquerda de quem vai em direção a Corrêas e Itaipava. Após passar pelo Orquidário Binot, tomar a rua da direita, cruzando a ponte, e seguir até o ponto onde a rua fica mais próxima à parede. Neste trecho há um grande bloco de pedra à direita. A partir daí, é só atravessar um córrego e caminhar em direção à base, que está a cerca de 100 m da rua, costeando a pedra em direção à via desejada.

Face Leste

1. Paredão do Retiro (1º)

Na realidade, esta rota se trata de mais uma alternativa de caminhada para o cume, seguindo a crista leste da montanha, do que uma escalada propriamente dita. Foi a segunda via, com lances de escalada, conquistada em Petrópolis, quinze anos após a conquista da face leste da Maria Comprida, pela Via da Canaleta. Há somente alguns pequenos lances de escalada, na porção superior do trajeto, interligando platôs de mato. Estão distribuídos nestes trechos apenas dois ou três grampos, cujo estado de conservação é desconhecido. A segurança é precária, sendo por várias vezes feita “de ombro”, em platôs de mato e sem grampos.

30/11/1947 – Gabriel Dunley, Geraldo Fiorini, Hugo Dunley, Manoel Lordeiro e Nelson Tesch

Face Nordeste

2. Pedra do Retiro, Face NE (4º IVsup)
300 m 

Primeira via a ser aberta na face nordeste do Retiro, sua conquista havia sido interrompida pouco acima do 2º grande platô, a cerca de 100 m do cume. Anos mais tarde, por desconhecimento de sua existência, teve vários trechos de sua linha cortados pela Parque Jurássico e, por isto, optou-se por dar a via como concluída no trecho onde havia sido abandonada. O croqui, portanto, não está sendo informado, pois o trajeto passou a se confundir com o da Parque Jurássico. Começa por cima de um pequeno lombo onde a base da parede fica mais alta.

22/08/1981 – Antônio Carlos Magalhães, Giovani Tartari, Ricardo de Moraes e Sérgio Tartari

3. Parque Jurássico, Pr. (5º VIIa)
630 m

Totalmente em livre, a Parque Jurássico é uma das maiores vias de escalada da cidade. As proteções são distantes, apesar de a via ser fácil em sua maior parte. Os poucos lances mais difíceis geralmente são bem protegidos. São necessários friends 2 e 3, duas cordas de 55 m (apenas uma se for descer pela caminhada), diversas fitas, 1 piton angle grande, 1 lost-arrow médio e 1 marreta. É melhor descer pela caminhada do que pela parede, pois o rappel é complicado, principalmente nos dois últimos esticões (P8 e P9), onde existem muitas pedras soltas. A via está localizada à esquerda de um grande deslizamento e de uma via abandonada que possui apenas 3 grampos de 1/2” com olhal pequeno, bem próximos uns dos outros.

04/03/2001 – Alex Sandro Ribeiro “Che”, Jorge Fernandes e Ricardo Rocha

4 e 5. projetos

Face Norte

6. Milium, Pr. (3º)

Apesar de passar pela crista norte da Pedra do Retiro e, por isto, receber bastante sol durante praticamente todo o dia, a parede apresenta muita vegetação e umidade. A via é extensa e desconhece-se o atual estado de sua grampeação.

1980 – Leonardo Alvarez, Luís Cláudio Jatobá e Tereza Aragão

17. Pedra do Caititu (1.025 m)

Pedra que desperta bastante a atenção por se encontrar próxima às margens da Estrada União e Indústria. Possui apenas 3 vias que, apesar de interessantes, são muito pouco freqüentadas. De coloração escura, com um grande negativo que a caracteriza, a Pedra do Caititu – também conhecida como Pedra do Knar, possui acesso fácil e rápido. No entanto, é válido levar um facão, pois há um pouco de mato do tipo “arranha-gato” até se chegar à base. Para se fazer qualquer das vias, é necessário pelo menos 1 jogo de friends e nuts diversos.

Localização: Corrêas / Caititu.

Como chegar: partindo-se do Centro da Cidade, tomar a Estrada União e Indústria em direção ao bairro Corrêas. Após passar o BNH de Corrêas e o Terminal de Transbordo, entrar na 3ª rua à esquerda. Subir por ela até passar em frente a uma academia de natação e, depois, seguir por uma trilha em direção ao diedro na base da parede, posicionado à direita do grande negativo.

1. Fissura Cidade das Formigas, Vr. (V)
45 m

12/10/1984 – Michael Peters e Antonio Carlos Magalhães

2. Diedro da Casca de Cobra, Vr. (V)
50 m

28/07/1984 – Jeferson Costa e Antonio Carlos Magalhães

3. Caititu, Pr. (3° IVsup)
180 m

02/08/1984. Jeferson Costa, Márcio Köptcke “Buzina” e Antonio Carlos Magalhães

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Veja também os outros Setores:

Setor 1 – Quitandinha

Setor 2 – Serra da Estrela

Setor 4 – Serra dos Órgãos

Setor 5 – Serra das Araras

Setor 6 – Serra do Cantagalo

Setor 7 – Secretário

Ou clique aqui para ver a relação completa com todos os setores

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