Setor 2 – Serra da Estrela

O Setor 2 está predominantemente compreendido na região da Serra da Estrela, entre os bairros do Meio da Serra e Vila São Francisco (Serra Velha), assim como também está na divisa com a Serra dos Órgãos, entre os bairros da Lagoinha (Morin) e Santa Isabel (Caxambu). As vias localizadas neste setor geralmente proporcionam um belo visual da cidade do Rio de Janeiro, podendo-se avistar, em dias de atmosfera limpa, a Baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro.

4/5. Pedra do Cortiço (1.121 m)

Belíssimo conjunto formado por diversas paredes distintas, distribuídas por suas faces, a Pedra do Cortiço conta com três grandes vias de escalada que, aliadas ao ambiente e à sua dificuldade, tornam esta montanha um dos locais com maior potencial para a conquista de grandes paredes em Petrópolis. Ao todo, possui apenas quatro vias de escalada, das quais uma “pequena” Big Wall, uma via tradicional, uma via curta e o famoso Paredão 15 de Maio – conquista do final dos anos 60 que marcou época no cenário montanhístico. Do alto se descortina uma bela vista da Baía de Guanabara, de toda a Serra da Estrela e parte da Serra dos Órgãos. É possível identificar, também, todo o trecho do caminho novo do ouro, beirando as encostas da Cabeça de Negro, desde o Porto da Estrela, passando pela Raiz da Serra, Meio da Serra até o Alto da Serra. O corredor verde que cruza a Serra da Estrela é a mais importante ligação entre o norte e o sul do Estado do Rio, garantindo um caminho natural para a rara vida silvestre. Para se escalar qualquer das vias desta montanha, são imprescindíveis um bom nível técnico, pois requerem entrosamento com equipamento móvel, e bastante preparo físico para as vias longas.

Localização: Serra da Estrela. Trilha para as escaladas: Meio da Serra, Alto da Serra e Capitão Paladini. Trilha para a caminhada: Olga Castrioto.

Como chegar:

Face sudeste – “parte baixa”: para se chegar à base da única via existente neste setor, é necessário seguir para o Meio da Serra, um pouco antes de chegar à comunidade de São Francisco. Partindo-se da curva fechada onde esta parte da parede mais se aproxima da rua, caso esteja de carro, deve-se pedir permissão ao proprietário de alguma das residências próximas para guardá-lo. Retornar a subida da serra por cerca de 300 metros, a partir dessa curva fechada, prestando atenção sempre à esquerda até encontrar algum início de trilha que seja bastante óbvio e que logo de imediato não comece em barranco. É aconselhável ir de carro se houver alguém para voltar com o veículo, pois a descida da via é feita somente pelo cume, que fica a cerca de 10 km dali, no bairro Olga Castrioto. A caminhada até a base leva de 20 a 30 minutos.

Face sudeste – “parede principal”: para chegar à base da face sudeste, que representa a parede principal da Pedra do Cortiço e onde está localizado o Paredão 15 de Maio, deve-se descer a Serra Velha, pela Rua Lopes Trovão, e partir da região do Sítio São Lourenço. Dali, mirando-se a pedra, é possível atingir a base em 10 ou 15 minutos de caminhada. Não há trilhas definidas, mas a mata é bastante aberta.

Face leste – “parte alta”: Para chegar até ela, deve-se seguir até o final do bairro Capitão Paladini. A partir do ponto final do ônibus, onde há um viradouro, atravessa-se uma pequena ponte à direita, seguindo por uma escadaria. É preciso ter em mente que a parede está à direita de quem olha para a Serra Velha. Após subir a escadaria, há um pequeno trecho de trilha e depois um riacho, que deve ser atravessado. Costear a parede, pela esquerda, passar por baixo de alguns blocos de pedra e subir por uma grande língua de mato. Após cerca de 15 minutos já se está na base da escalada. Mas atenção: à direita da base da língua de mato há três grampos de uma via abandonada.

Face Sudeste – “parte baixa”

1. No Fio da Loucura, Pr. [D6 5º A3 (A1/VIIa)]
350 m

Embora o “lagarto” no qual está localizada a via esteja na face sudeste, a rota está voltada para a face nordeste do mesmo. Trata-se da 1ª Big Wall conquistada em Petrópolis e exige de 2 a 3 dias para ser feita. Envolvendo muita técnica e resistência física, pode-se dizer que esta é uma das escaladas mais belas de Petrópolis, dentro do seu estilo. Para repetir a via são necessários 2 jogos de friends (incluindo camalot # 4 e 5), pitons variados (lost arrow, knife blade, bugaboo, angle), 2 rurps, 1 jogo de nuts de cabo, 1 jogo de TCUs, 1 jogo de micronuts (RP ou HB), fitas variadas, 1 par de cliffs leeper pointed (de ponta) para furos de 3/8”, 1 par de cliffs para agarras grandes, 2 cordas de 50 m. Caso queira se fazer o 3º esticão completo, é necessária uma corda (ou duas) de 60 m. Não é possível rapelar pela via.

18/01/1998 – Jeferson Costa, Luciano Bender e Reinaldo Rabelais 

Face Sudeste – “parede principal”

2. Quinze de Maio, Pr.
± 500 m 

Na época da conquista, uma sequëncia impressionante de lances em fendas e chaminés, já na porção final da parede, havia sido grampeada, terminando em um pequeno trecho liso. Deste ponto, já seria possível avistar o mato do final da escalada, entre 10 e 15 m adiante. No entanto, apesar de os conquistadores terem tido a idéia de descer do cume e fixar um cabo-de- aço neste trecho liso, até hoje esta tarefa não foi realizada e a via não fora oficialmente concluída. Nos anos 80, novos escaladores se aventuraram pelo Quinze de Maio, mas, quando chegaram na seqüência final, não conseguiram achar uma passagem que desse continuidade à via, chegando-se à conclusão de que, passados vários anos, um deslizamento de terra teria caído sobre a passagem após o último lance de chaminé, fechando-a para sempre. As proteções não se encontram em boas condições e a via depende de uma reestilização. Portanto, o croqui não está sendo informado.

1968 – Cláudio Santos, Cleverson Cabral, Eduardo Gomes, Gilberto Amaro, Gunter Dingler, Jesus Carlos Barcia, José Luís Huss, Jurandyr Mayworn, Leonardo Klein, Luiz Carlos Vogel, Nelson Trindade, Paulo Lucio da Cruz Loureiro, Sebastião Martini e Selbi Costa.

Face Leste – “parte alta”

3. Apumanque, Pr. [7º VIIa (A0(4)/VIIc)]
230 m

Escalada exigente e muito bonita. Possui lances técnicos e verticais em agarras, logo em sua primeira enfiada, chegando ao VIIa. No entanto, a maior parte da via é composta por várias fendas, a partir da segunda enfiada, que alternam desde o IV grau até o VIIa. Ainda na segunda enfiada, há um pequeno trecho vertical protegido por 4 chapeletas que pode ser feito tanto em livre (VIIc) quanto em artificial (A0). São necessários 1 jogo de friends, nuts variados e fitas longas. A descida pode ser feita de duas formas: pelo cume, saindo no bairro Olga Castrioto, próximo ao bairro Capitão Paladini - de onde se parte para iniciar a escalada; ou pela própria via. Para descer, 1 corda de 50 m é suficiente. No entanto, será necessário um pequeno pêndulo entre o 3º e o 4º esticão. Caso se leve duas cordas de 50 m, este pêndulo pode ser evitado fazendo um rappel direto da 5ª para a 3ª parada.

04/12/1994 – Alexandre Galvão, Fábio Macedo, Fábio Muniz, Francisco Balter, Jeferson Costa, Jorge Rispoli “Pé Branco”, Luciano Bender, Márcio Koptcke “Buzina”, Marco Telles “Horácio”, Paulo Jorge Moreira “Mariola”, Renato Walter Mattos e Willian Walsh “Zaraba”.

4. Jacques Oudot, Fiss. (2º III)
45 m

Escalada curta, toda realizada com material móvel. São necessários nuts e friends diversos. Após o término da escalada, deve-se caminhar para a direita até encontrar uma árvore sólida para rapelar por dentro de um valão. O nome da via faz homenagem a um grande alpinista francês, morto em 1953.

Acesso: idem ao acesso para o Paredão Apumanque, até o riacho, que deve ser atravessado, seguindo-se para a direita (para cima) até avistar a fissura.

09/02/1985 – Renato Walter Mattos e Willian Walsh “Zaraba”

6. Cabeça de Negro (1.113 m)

Também conhecida como Cabeça de Frade e Pedra da Tocaia Grande, esse maciço foi retratado em diversas obras, como as do pintor alemão Rugendas, durante a expedição do barão Von Langsdorff ao Brasil, em 1821. Na época colonial, o “Caminho Real”, que passa próximo à base do Cabeça de Negro, era um importante atalho utilizado pela Coroa para acesso a Minas Gerais, a partir do Rio de Janeiro. Estando localizada na Serra Velha, já na cadeia de montanhas no limite da Serra dos Órgãos com a Serra da Estrela, esta é uma das montanhas que mais desperta a atenção de quem sobe ou desce a antiga estrada que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro, passando pelo município de Magé. Do lado oposto à Pedra do Cortiço, a Cabeça de Negro possui paredes amarelo-alaranjadas, de granito bastante sólido. Apesar do enorme potencial que a montanha oferece para a escalada, possui apenas uma rota que atinge o cume.

Localização: Serra dos Órgãos. Trilha para a escalada: Meio da Serra. Trilha para a caminhada: Lopes Trovão.

Como chegar: partindo do bairro Alto da Serra, dirigir-se ao ponto de descida da serra, sentido Piabetá. No início da descida, há um pequeno posto policial. Descer a ladeira à direita deste posto e, logo depois, virar à esquerda, para retornar à estrada principal. Tomando-se por base o posto, a entrada da trilha para o Cabeça de Negro fica a cerca de 5,5 km, serra abaixo. Após percorrida esta distância, haverá a uma curva bastante fechada, com um campo de futebol à direita e um pequeno botequim à esquerda. Depois de passar por estes, descer a primeira estrada de terra à esquerda e estacionar o carro onde puder. É importante avisar aos moradores do local sobre a intenção de subir a parede. À pé, deve-se seguir pela pequena estrada, perpendicularmente à montanha, tomando-se à esquerda. Caminhar por cerca de 100 m e, ao chegar a uma enorme pedra à direita de quem sobe, descer pela trilha ao seu lado. Atravessar o Rio Caiobá Mirim, alguns metros adiante, e subir por uma trilha, mais ou menos em sentido reto, passando por um terreno com plantações. Após este, logo se atingirá o antigo “Caminho Real”, todo de pedras. Cruzar este caminho e seguir mais ou menos reto em direção à montanha. Não há trilhas definidas! Ao atingir a base da pedra, tomar à esquerda até chegar à base da única via concluída.

. Faces do Horror, Pr. (D5 5º A2+)
230m

São necessários de um dia e meio a dois dias para se repetir a via, onde é fundamental o uso de portaledges, pois não há platôs que permitam o pernoite. Não é possível a descida pela via, a não ser que se fixe uma corda da 1ª para a 2ª parada, e outra corda, ambas com 50m, da 5ª para a 6ª. Caso se opte por descer caminhando, após sair da 6ª parada, cruzar um pequeno trecho com mato fechado até ficar na direção de uma crista. É indispensável o uso de um facão. A partir daí, subir para a direita, em direção ao cume, passando por um trecho também sem trilhas e com “vara-mato”. Para encontrar a trilha de descida, após atravessar este “vara-mato”, dirijir-se até o “ombro” da Cabeça de Negro, onde há um grande descampado com vegetação do tipo gramínea. Tomando-se por base a saída da escalada e já estando-se neste grande descampado, a trilha fica à esquerda de quem sobe. Encontrando a trilha, descer em direção oposta ao cume da Cabeça de Negro. O nome da via, “Faces do Horror”, faz alusão aos rostos grotescos que se emolduram nas paredes da montanha, além de retratar a expressão da maioria dos escaladores ao avistar a parede pela primeira vez.

Equipamento necessário:

. 2 cordas de 50 m
. 2 jogos de friends (incluindo camalot # 4 ou 5)
. 1 jogo de nuts e micronuts
. 1 par de cliffs leeper pointed (p/ buracos 1/4”) – talon
. 1 par de cliffs chouinard (p/ lacas)
. 1 jogo de TCU’s

Obs: levar cerca de 5 chapeletas (plaquetas) e 5 parafusos de 5/16

03/06/2002 – Luciano Bender e Marcel Leoni

7. Meu Castelo (1.245 m)

Também conhecida como Castelinho, esta montanha oferece apenas uma via de escalada em parede, voltada para a Serra Velha, além de diversos pequenos lances e blocos localizados no cume, onde há um pequeno “campo-escola” de escalada. Até alguns anos, caracterizava-se como a montanha de mais fácil acesso e, por isto, mais freqüentada do município. Atualmente, deve-se tomar cuidado durante as excursões pois há histórico de casos de assalto. As primeiras vias de escalada em Petrópolis, conquistadas por membros do CEP, foram feitas nesta montanha – os chamados “Exercícios”, que nada mais eram que lances conquistados em artificial fixo, para o treinamento desta modalidade. Até hoje, trata-se ainda de um excelente local para ministrar cursos de escalada, utilizando os blocos para treinar técnicas de resgate, primeiros socorros, escalada artificial e técnicas mais avançadas de escalada. A montanha oferece um dos visuais mais bonitos do município, de onde se pode avistar com facilidade, em dias de céu claro, toda a Baía de Guanabara e uma belíssima vista da Agulha do Itacolomi.

Localização: Serra dos Órgãos. Trilha para a escalada: Lopes Trovão. Trilha para a caminhada: Lagoinha.

Como chegar: para se chegar à base da via de escalada, partindo do Alto da Serra, deve-se descer em direção à Serra Velha, pela Rua Lopes Trovão. Uma boa referência é a antiga ponte ferroviária, arqueada. Após passar por ela, deve-se continuar descendo mais um pouco pela antiga estrada do trem. Não há trilhas definidas. O ideal é, munido de facão, tomar as referências da foto ao lado e subir pela mata em direção à base da escalada.

. Beatnik, Pr. (1º)

Na realidade, esta via se trata de mais uma alternativa de caminhada para o cume, com alguns lances fáceis em rocha, do que uma escalada propriamente dita. Durante todo o percurso, há apenas um piton “fixo”, cujo estado de conservação é desconhecido.

08/09/1966 – Paulo Lucio da Cruz Loureiro e Sebastião Martini Vieira

8. Pedra da Lagoinha (1.480 m)

Também conhecida como Torre do Morin, situada entre o Cobiçado e o Meu Castelo, esta montanha é caracterizada por possuir diversas torres de antenas de TV, rádio e equipamentos de telecomunicações em seu cume. Possui apenas uma via de escalada e um visual belíssimo visto do cume, de onde é possível ver toda a Baía de Guanabara e boa parte da cidade do Rio de Janeiro, em dias de atmosfera limpa.  O acentuado desnível do cume da Pedra da Lagoinha até o sopé da Serra da Estrela é favorável à prática do vôo-livre. No cume da montanha há duas rampas – uma voltada para o vale formado com o Pico do Cobiçado e outra para Fragoso, distrito de Magé.

Localização: Serra dos Órgãos. Lagoinha / Morin.

Como chegar: o melhor acesso para a via de escalada é feito por cima, pelo caminho normal para as torres do Morin. Ao chegar na torre que fica imediatamente acima do final da escalada, conforme pode ser observado na foto, deve-se descer a mata, “rapelando” pelas árvores, até achar o grampo do final da via. Após encontrar o último grampo da escalada, basta “rapelar” até a base. Vindo por baixo, ao invés, a trilha está bastante fechada e foi utilizada apenas durante a conquista, apresentando-se bastante irregular.

. Torre do Morin, Face NE (4º VIsup)
220 m

Para chegar ao sopé da parede, o melhor acesso é feito por cima, “rapelando” pela parede.

17/01/1986 – Jeferson Costa, Jorge Alberto Rispoli “Pé Branco”, Otto Koptcke “Campainha”, Renato Walter Mattos e Ricardo Lidizzia “Tombinho”

9. Cobiçado (1.678 m)

Esta imponente montanha foi testemunha da conquista da primeira via de escalada em Petrópolis, nos moldes, digamos, mais ”modernos” – o Paredão D. Pedro II. Localizada na região da Serra dos Órgãos, é a mais alta montanha próxima ao centro da cidade. Quando vista por quem sobe pela Estrada União Indústria e arredores, seu contorno lembra o famoso Monte Cervino, também conhecido por Matterhorn, localizado nos Alpes suíços.

Localização: Serra dos Órgãos. Caxambu / Morin.

Como chegar: a partir do Centro, seguir em direção ao Morin. Deve-se subir até o final da Rua Pedro Ivo e, depois, por uma servidão e trilha até um campinho. Após o campo, encontra-se a rua que sobe pelo Caxambu. Deve-se subir pela trilha normal de caminhada, que está em perfeitas condições e bem aberta, durante 1h30m aproximadamente, em direção ao cume do Cobiçado. O acesso à base da escalada é feito pouco antes da subida final para o cume, entrando à direita de quem sobe pela trilha normal. No entanto, não existem mais vestígios da via original, que deve ser repetida com bastante cautela, utilizando-se platôs e proteções naturais para segurança. Recomenda-se, a quem ainda não possuir uma boa experiência com escalada, não tentar realizar esta via.

. Dom Pedro II, Pr. (2º III)
120 m

Não se sabe sobre o atual estado da grampeação e, segundo informações, mesmo sendo a 1ª conquista em parede do Centro Excursionista Petropolitano, não constam repetições até hoje, pois ninguém teria achado o início da via. Apenas o 1º e o 3º grampo do Pedro II têm a medida de 5/8”. Os demais são de 3/8”. Para a descida, a melhor alternativa é pelo cume. No entanto, caso se queira descer pela parede, é necessária uma corda de 60 m. O traçado informado sobre a foto do Pico do Cobiçado representa a provável localização do Paredão D. Pedro II, segundo todos os indícios.

21/04/1960 – Álvaro Fernando Varanda e Jesus Carlos Bárcia

10. Pedra do Diabo (1.710 m)

Pequeno monolito que está localizado na divisa de Petrópolis com Magé e à beira de um enorme precipício. Possui um belíssimo visual, tanto da base da montanha quanto do cume, a partir dos quais é possível visualizar toda a Baía de Guanabara e a cidade do Rio de Janeiro. Também é possível se ter uma linda vista da Agulha do Itacolomi.

Localização: Serra dos Órgãos. Caxambu.

Como chegar: a montanha está localizada no meio da “Travessia Cobiçado – Ventania”. Por este motivo, seu acesso não é tão fácil, pois deve-se primeiro subir, durante aproximadamente 1h30m, até o cume do Pico do Cobiçado pela trilha normal já informada. Depois, descer pelo outro lado, sentido sudeste, e cruzar o Morro dos Vândalos (não passando por seu cume, mas contornando-o pela esquerda em direção à Pedra do Diabo). Do cume do Cobiçado até a base da Pedra do Diabo, anda-se durante mais ou menos 2 horas. A trilha da caminhada passa exatamente na base das vias de escalada. Caso se queira ir até o cume por caminhada, basta continuar seguindo a trilha, contornando a base da montanha, e depois subir pela crista da esquerda, para quem a olha de frente. O mais interessante é que o retorno seja feito completando-se o circuito Cobiçado-Ventania, descendo do cume em direção ao Tridente e, depois, ao Alto da Ventania, até o qual leva-se cerca de 2 horas. A partir daí, resta aproximadamente mais 1 hora de caminhada até o ponto de ônibus, já no bairro de Santa Isabel.

1. Arthur Dunley, Vr. (2º IIsup)

Trata-se, na realidade, de mais uma alternativa de acesso ao cume do que uma escalada propriamente e, por isto, foi tratada como uma “variante” na época da conquista. A via passa por dentro de uma canaleta com mato, cujo início geralmente encontra-se molhado.

27/07/1958 – Manoel Lordeiro, Orizel Curial e Raimundo Minchetti

2. Ricochete, Pr. (3° IV)
60 m

Fazendo alusão ao nome de um álbum de Rock do grupo alemão “Tangerine Dream”, o Paredão Ricochete proporciona um belíssimo visual do Rio de Janeiro, além de uma verdadeira sensação de “estar nas alturas”, devido ao grande desnível à beira da montanha. Em função do pequeno número de repetições, a parede geralmente encontra-se com muitos líquens e bastante “poeira” de grãos de areia, trazida pelo vento.

10/05/1981 – André Ilha, Mario Roberto Peixoto “Tatu” e Carlos Alberto de Macedo

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Veja também os outros Setores:

Setor 1 – Quitandinha

Setor 3 – Itamarati

Setor 4 – Serra dos Órgãos

Setor 5 – Serra das Araras

Setor 6 – Serra do Cantagalo

Setor 7 – Secretário

Ou clique aqui para ver a relação completa com todos os setores

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